Leio o que ele escreve com fome de criança na hora da sobremesa. Tão intensa e rapidamente que mal se percebe o gosto. Infeliz é a criança, coitada, que não tem como reviver a experiência além da lembrança. Eu redevoro cada palavra uma segunda vez. Re-sinto cheiros, ressaboreio os gostos. Busco as entrelinhas e me atenho a cada sílaba, cada letra, cada vírgula, cada espaço. Cada novo sentido que descubro mexe com meus sentidos. Às vezes acho que tem um tanto de mim ali emaranhado. Uma pretensão inocente autopermitida pelo encantamento. Revisito cenários e reconheço olhares e repercebo aquela respiração que, descompassada no meu pescoço, me tira o fôlego mais uma vez. A aventura pseudogastronômica me inebria e sou obrigada a reler. Assim, e só assim, com os sentidos confusos e a mente entregue, é que o que leio ganha a profundidade e a leveza certamente pretendidas lá no início, quando a despretensiosa ideia se fez mensagem. Intenso. Sempre intenso.
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