{"id":3302,"date":"2021-07-11T15:29:00","date_gmt":"2021-07-11T18:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cacau.me\/?p=3302"},"modified":"2026-03-13T12:19:31","modified_gmt":"2026-03-13T15:19:31","slug":"reviews-hybrido-the-undoing","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cacau.me\/?p=3302","title":{"rendered":"[Reviews Hybrido] The Undoing"},"content":{"rendered":"\n<p>Do mesmo criador de <em>Ally McBeal<\/em> e <em>Big Little Lies<\/em> &#8211; <strong>David E. Kelley<\/strong> &#8211; <strong>The Undoing<\/strong> tamb\u00e9m \u00e9 um drama sobre assassinato e casamento na alta sociedade. Menos densa e mais arrastada que o drama na costa da Calif\u00f3rnia, The Undoing se passa na Manhattan dos ricos. Muito ricos. A primeira impress\u00e3o que fica \u00e9 que a s\u00e9rie se perde um pouco no apelo por empatia pela pobre menina rica que tem sua vida destru\u00edda pela m\u00eddia que invade sua rotina e seu casamento por conta do assassinato em quest\u00e3o. E n\u00e3o, essa impress\u00e3o n\u00e3o se desfaz mesmo depois do fim da miniss\u00e9rie, que se contorce para esticar e esgotar ao m\u00e1ximo a d\u00favida sobre a inoc\u00eancia ou n\u00e3o de <em>Jonathan <\/em>(<strong>Hugh Grant<\/strong>, em uma atua\u00e7\u00e3o praticamente impec\u00e1vel), de <em>Grace <\/em>(<strong>Nicole KIdman<\/strong>), ou mesmo sobre uma poss\u00edvel sobreviv\u00eancia do casamento dos dois, p\u00f3s tamanho turbilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A miniss\u00e9rie em seis epis\u00f3dios \u00e9 baseada no romance <strong>You Should Have Known<\/strong>, de <strong>Jean Hanff Korelitz<\/strong> (2014) onde a protagonista, a renomada terapeuta <em>Grace Fraser<\/em>, escreve um livro de autoajuda onde conta os erros e acertos de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia. \u00c9 dif\u00edcil n\u00e3o condenar The Undoing por desperdi\u00e7ar uma \u00f3tima oportunidade de ser uma efetiva cr\u00edtica social ao privil\u00e9gio branco (e rico) ao preterir o drama da fam\u00edlia latina envolvida na trama e mostrar apenas o \u201clado\u201d dos brancos. Claro que pode ser explicado por basear-se na perspectiva de Grace conforme a adapta\u00e7\u00e3o do livro, mas quando os showrunners optam por ignorar totalmente a contraparte do drama, podemos concluir que houve no m\u00ednimo uma pregui\u00e7a narrativa. O roteiro tamb\u00e9m peca por algumas escolhas estranhas, como focar boa parte da trama na escola particular onde estudam as duas crian\u00e7as \u201cantagonistas\u201d, <em>Henry <\/em>(vivido por <strong>Noah Jupe<\/strong>, de <em>Um Lugar Silencioso<\/em> e <em>Ford vs Ferrari<\/em>) &#8211; o filho de Grace e Jonathan &#8211; e <em>Miguel <\/em>(<strong>Edan Alexander<\/strong>, o Pequeno Louis da \u00faltima temporada de <em>Two and a Half Men<\/em>) &#8211; o filho bolsista da artista pl\u00e1stica assassinada. Men\u00e7\u00e3o honrosa para a participa\u00e7\u00e3o especial de <strong>Douglas Hodge<\/strong> (<em>Black Mirror<\/em>, <em>The Great<\/em>) como o defensor p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O malabarismo narrativo \u00e9 n\u00edtido e vis\u00edvel a ponto de se tornar um tanto entediante e muita coisa mesmo acaba sendo revelada no pr\u00f3prio trailer (sintom\u00e1tico de um roteiro, no m\u00ednimo, question\u00e1vel), mas as estrelas de Nicole Kidman e Hugh Grant acabam por nos seduzir (nunca neguei que sou f\u00e1cil de agradar). Juntam-se aos dois e \u00e0s duas crian\u00e7as (que tamb\u00e9m d\u00e3o show), tr\u00eas protagonistas de luxo: <strong>Lily Rabe<\/strong> (<em>American Horror Story<\/em>) numa \u00f3bvia tentativa de ser a Laura Dern da vez, o convincente <strong>Edgar Ramirez<\/strong> (<em>Joy<\/em>, <em>A Garota do Trem<\/em>, <em>American Crime Story &#8211; Versace<\/em>) e <strong>Donald Sutherland<\/strong> que traz toda sua credibilidade em uma minimalista e poderosa interpreta\u00e7\u00e3o do magnata, pai da protagonista.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Num determinado momento, passou pela minha cabe\u00e7a que os brasileiros devem imaginar estar vendo algo <em>manuelcarlesco<\/em>, com seus rica\u00e7os que tratam bem os empregados e criam \u00f3timos filhos burgueses n\u00e3o mimados (parab\u00e9ns por fazerem o m\u00ednimo) fazendo de Nicole Kidman mais uma <em>Helena<\/em>, blas\u00e9 e poderosa que est\u00e1 sempre entre uma caminhada para espairecer ou, pelo bem da narrativa, no limiar de colapsar frente a seus algozes. E o roteiro tamb\u00e9m n\u00e3o lhe faz jus, pois lhe apresenta como uma renomada e experiente psic\u00f3loga que em determinado momento recorre a um dos advogados para conseguir \u201cler\u201d o papel de seu marido em todo o processo. Tudo isso sob a dire\u00e7\u00e3o de <strong>Suzanne Bier<\/strong> (<em>The Night Manager<\/em>) e, devo reconhecer, alguns com bons cliffhangers ao fim de cada epis\u00f3dio que d\u00e3o f\u00f4lego \u00e0 miniss\u00e9rie dividindo a responsabilidade da obra com um elenco estelar. Definitivamente, The Undoing est\u00e1 muito aqu\u00e9m de seu potencial como um todo, mas na onda da chegada da HBO Max, pode agradar a uma parcela desinteressada de profundidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do mesmo criador de Ally McBeal e Big Little Lies &#8211; David E. Kelley &#8211; The Undoing tamb\u00e9m \u00e9 um drama sobre assassinato e casamento na alta sociedade. 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