{"id":3109,"date":"2020-06-13T16:11:00","date_gmt":"2020-06-13T19:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cacau.me\/?p=3109"},"modified":"2026-02-17T20:24:02","modified_gmt":"2026-02-17T23:24:02","slug":"reviews-hybrido-killing-eve-3a-temporada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cacau.me\/?p=3109","title":{"rendered":"[Reviews Hybrido] Killing Eve \u2013 3a temporada"},"content":{"rendered":"\n<p>Cheguei ao time do Hybrido h\u00e1 quase um ano, justamente numa \u00e9poca em que estava enfeiti\u00e7ada pelos trabalhos de Phoebe Waller-Bridge. Havia acabado de assistir Fleabag e estava hipnotizada por Killing Eve. Foi natural e excitante escrever sobre as duas s\u00e9ries por aqui. Phoebe \u00e9 mais incr\u00edvel nos bastidores do que j\u00e1 \u00e9 \u00e0 frente das telas e, nas duas s\u00e9ries, a marca dela nos roteiros fez toda a diferen\u00e7a.Talvez isso explique um pouco o fato de que a terceira temporada de Killing Eve (ainda sem previs\u00e3o de transmiss\u00e3o no Brasil) tenha perdido o af\u00e3 inicial da obra. Ao abrir m\u00e3o do roteiro, Waller-Bridge pode at\u00e9 ter mantido o controle da trama como showrunner, mas a perspic\u00e1cia, a acidez, o humor negro e at\u00e9 mesmo alguma l\u00f3gica se perderam no caminho. O terceiro ano de algumas s\u00e9rie parece an\u00e1logo \u00e0quele lend\u00e1rio e tr\u00e1gico s\u00e9timo ano do casamento que destr\u00f3i relacionamentos desde que o mundo \u00e9 mundo. The Good Place tamb\u00e9m derrapou em sua terceira temporada e, assim como Orphan Black, se recuperou na quarta. No caso de Killing Eve, em vez de seguir na f\u00f3rmula certeira que \u00e9 a qu\u00edmica entre as protagonistas, a trama preferiu lev\u00e1-las a caminhos opostos. Eve opta por uma vida ordin\u00e1ria, tentando catar os cacos p\u00f3s-MI6, enquanto Villanelle entra numa jornada ao seu sinistro passado familiar. Sim, clich\u00e9 demais e, como tal, deveras previs\u00edvel. E \u00e9 o que fica desta temporada: muito drama psicol\u00f3gico e zero confronto. Zero intrigas. Zero desafios.Para piorar, na fase final da temporada, o protagonismo \u00e9 desviado para tramas paralelas \u00e0quelas das duas personagens principais e elas se tornam meras espectadoras de uma narrativa que se desenrola \u00e0 sua revelia. A poderosa espi\u00e3 Carolyn Martens ganha profundidade e Fiona Shaw obviamente n\u00e3o decepciona.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Devolvam a Gata e a Rata<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No fim das contas, curiosamente, seguimos com os olhos colados \u00e0 tela. E a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser a atua\u00e7\u00e3o de Sandra Oh e Jodie Comer. Sandra Oh entrega uma Eve ainda mais complexa \u2013 fruto de tantas escolhas erradas \u2013 com capricho not\u00e1vel, seja bebendo uma ta\u00e7a de vinho ou apenas assistindo TV. Jodie Comer, por sua vez, segue comprovando ser uma das atrizes mais impressionantes da atualidade, dando conta de uma vil\u00e3 imprevis\u00edvel e t\u00e3o atraente quanto assustadora, que usa um diapas\u00e3o afiado como arma ou que acorda um dia querendo uma ess\u00eancia que a fa\u00e7a \u201cter o cheiro de um centuri\u00e3o romano\u201d.Entre erros e acertos, a s\u00e9rie parece mais um spin off de si mesma e ainda sim merece nossa aten\u00e7\u00e3o. Talvez, se n\u00e3o for para retomar a responsabilidade pelo roteiro, Phoebe Waller-Bridge devesse apenas conclu\u00ed-la na quarta temporada (j\u00e1 confirmada pela BBC). Sem voltar os holofotes para Eve e Villanelle juntas, Killing Eve poderia mudar o t\u00edtulo para Killing Time.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cheguei ao time do Hybrido h\u00e1 quase um ano, justamente numa \u00e9poca em que estava enfeiti\u00e7ada pelos trabalhos de Phoebe Waller-Bridge. Havia acabado de assistir Fleabag e estava hipnotizada por Killing Eve. Foi natural e excitante escrever sobre as duas s\u00e9ries por aqui. 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