{"id":1645,"date":"2004-11-10T18:12:00","date_gmt":"2004-11-10T21:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.olheagora.com.br\/novidades\/me-rendi-mea-culpa\/"},"modified":"2012-01-23T22:17:36","modified_gmt":"2012-01-24T00:17:36","slug":"me-rendi-mea-culpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cacau.me\/?p=1645","title":{"rendered":"Me rendi, mea culpa"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family:georgia;color:#000000;\">Eu olhava pra ele e ele olhava pra mim. Ele estava l\u00e1 h\u00e1 algum tempo, quietinho, s\u00f3 esperando. Trombava nele de vez em quando mas, na maioria das vezes eu ainda conseguia evit\u00e1-lo. Confesso que foi dif\u00edcil, muito dif\u00edcil. Em nenhum momento se tratou de preconceito: era uma simples quest\u00e3o de auto-conhecimento. Eu tinha certeza de que n\u00e3o faria outra coisa enquanto n\u00e3o desse cabo da situa\u00e7\u00e3o e, assim, resolvia adi\u00e1-la. Tem sido assim j\u00e1 h\u00e1 alguns meses. Acontece que terminei minhas leituras sobre a <em>Guerra de Tr\u00f3ia <\/em>(pra desconfundir depois de ter assistido <strong>Tr\u00f3ia<\/strong> mais uma vez, agora em DVD) e fiquei sem nada pra ler. Eis que ele apareceu, vermelho e reluzente na minha frente. Cheirinho de novo. N\u00e3o resisti: rendi-me ao <strong>C\u00f3digo Da Vinci<\/strong> de Dan Brown. Comecei no domingo e j\u00e1 estou na metade do livro. Tudo indica que at\u00e9 segunda, dia 15, eu j\u00e1 tenha decifrado todos os c\u00f3digos propostos por Dan para <em>Sophie<\/em> e <em>Robert<\/em>. Eu sabia que isso ia acontecer. Foi assim com Tolkien, toda a trilogia d<strong>O Anel<\/strong> mais <strong>O Hobbit<\/strong>, <strong>O Silmarillion<\/strong> e <strong>Os Contos Inacabados<\/strong>. N\u00e3o sosseguei enquantei n\u00e3o os devorei sem piedade. Foi assim tamb\u00e9m com <strong>Harry Potter<\/strong>, s\u00f3 que este foi algo estranho, era uma coisa progressiva: a voracidade com que eu os lia crescia junto com o algar\u00edtimo que indicava o volume da aventura &#8211; A Ordem da Fenix formou-se em minha mente em menos de 5 dias). Eu n\u00e3o tenho jeito mesmo. Adoro estas est\u00f3rias&#8230;.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, domingo \u00faltimo estava na casa de meus pais. A Globo retransmitia <strong>Miss\u00e3o: Imposs\u00edvel 2 <\/strong>e eu vibrava com as perip\u00e9cias de <em>Ethan<\/em> e Cia enquanto meu pai resmungava algo como &#8220;<em>pelo amor de Deus, filha&#8230; assim eles abusam da minha paci\u00eancia!!!!<\/em>&#8220;. Retruquei de cara (minha frase pronta preferida para os cr\u00edticos de <em>007<\/em>): &#8220;<em>p\u00f4xa, pai, se quer ver realidade, espera pelo Jornal Nacional!<\/em>&#8220;. Ser\u00e1 que eu sou muito deslumbrada? O que eu gosto, ou melhor, o que eu amo no cinema \u00e9 justamente a &#8220;livre magia&#8221; daquela coisa toda. \u00c9 imaginar o que v\u00e3o inventar dessa vez. Aonde vai parar a imagina\u00e7\u00e3o dos cineatas. \u00c9 curtir a m\u00fasica e os cen\u00e1rios. \u00c9 viajar barato no barato dos outros. Pra mim \u00e9 simples assim. \u00c9 claro que eu sei que tem toda a quest\u00e3o do imperialismo cultural estadunidense, e bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1, mas, caramba, <strong>Am\u00e9lie Poulain <\/strong>e <strong>Adeus, L\u00eanin <\/strong>est\u00e3o muito bem na fita pra mostrar que outros pa\u00edses tamb\u00e9m sabem produzir filmes leves e legais, bem populares. Cinema \u00e9 divers\u00e3o antes de tudo! Custa ser menos cr\u00edtico? Ou ser\u00e1 que v\u00e3o me responder: &#8220;<em>Sua Man\u00e9, custa ser menos alienada?<\/em>&#8221; <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu olhava pra ele e ele olhava pra mim. 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