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Perdas e danos

~me disseram que você estava chorando~

claro que estava

feliz

olhos brilhantes

quase ~vi~

mas ~me disseram~

e por isso eu chorei

e morri

mais uma vez

no processo de destruir o meu ideal de nós dois

perdi o seu ideal de nós dois

perdi

 

O começo de todo o sempre

Eu tinha tanto medo
Andava tão cansada de brincar por aqui e ali
Minhas razões nunca foram claras, para mim.
Resolvi arriscar.
Decidi me sentir desacorrentada de tudo
das razões, das ações, dos julgamentos
Precisava de uma consideração sua…
Precisava desta certeza!
Precisava de uma razão para me sentir uma mulher
Precisava de uma razão para amar você
e encontrei nos seus olhos.
Neles, vi o mundo que me esperava
Os sonhos que me despertavam
A realidade que me acontecia
A verdade sem amarras ou medos
Apenas de entrega
Apenas de pureza
Apenas de amor
Andava tão cansada de brincar por aqui e ali
Minhas razões nunca foram claras, para mim.
Resolvi arriscar.
Com a realidade de seus olhos
Encontrei minha razão para ser uma mulher
Encontrei uma razão para amar
Te entrego meu coração
Mesmo sabendo que com ele você pode brincar
Mas com esta nova moldura em mente
muitas flores podem desabrochar
E hoje começa o resto de nossa história
Andava tão cansada de brincar por aqui e ali
Minhas razões nunca foram claras, para mim.
Resolvi arriscar.
Minha razão é amar você.
E isto é tudo o que eu quero ser
Uma mulher…
Sua mulher…

Do Rodrigo Gorosito, atendendo a pedidos…

Imagem daqui.

 

Off

Tem vez que tudo fica tosco, fosco
E a vontade que era pra ser alavanca é só inércia
Até vai, mas só se alguém chamar,
Até fica, mas só se alguém pilhar
E iniciativa é só vocabulário digno de cargos de chefia
Difícil explicar
Tem vez que tudo é circo, um mico
E a vontade é de dormir sem mesmo apagar a luz
Ou desligar a TV
Quando queria mesmo desligar você.

Estrela Dalva


Dalva Maria Simas do Couto
08/06/1943 – 27/11/2011

Saudades

A doçura que se expandia de seus lábios a fez estimada 
por todos aqueles que a cercavam.
Deus é testemunha da estima e do afeto que devotava 
aos seus e aos que dela se aproximassem.
Jamais será esquecida.
É digna da paz celestial pela afeição que na Terra soube espalhar.
Assim viverá eternamente na Glória do Senhor 
e na memória daqueles que a amaram.
Senhor dai-lhe o merecido descanso.

Me mudei. De novo. Ou Cortinas de Lumiére.

E ainda não tenho cortinas. Janelas grandes, e a iluminação exterior que enche de amarelo o quarto recém habitado. Soubesse eu fazer poesia, faria. Não sabendo, pedi. E A.B. atendeu. Compreendendo, como sempre, mais do que eu mesma.

Cortinas de Lumiére

Se saudade fosse
sólida como parede
a luz do mundo, lá fora
usaria tal tela
pra contar uma estória

De uma nova chance
Da liberdade
De um canto só seu
De uma música que só você dança

Poesia Miojo II

Pede um afago como quem pede desculpas
meio de lado, como menina travessa
quando o mundo sufoca.

Menina, coração como o teu
não pede, reina absoluto
neste imenso deserto
do eu – eu – eu

E tal qual como paradigma
sofre de solidão imensa
por procurar o que não acha
e achar-te sozinha

Ora, amiga minha
olha à tua volta
– tudo que é único é adorável

Outra que ganhei do amigo A.B. quando pedi afagos.
A primeira tá aqui.

Obrigada, novamente, querido!

Poema em Linha Reta – Fernando Pessoa

Poesia Miojo

Poderia falar de caminhos
Perdidos ou achados
Passarinhos que deixam o galho

Poderia escrever em veludo
A suavidade dos meses
que emprestam brilho
A esses olhos sonhadores

Mas prefiro, amiga minha
brincar com palavras
e semear sorrisos na boca
que não deveriam
Jamais ter deixado.


Ganhei do A.B.
Obrigada, querido!

Obrigada

Ser amigo é saber extrapolar
Romper alguns limites
Querer o bem da forma mais pura que se conhece
Amar sem o peso da paixão
A melhor amiga vira até irmã de sangue
E os privilegiados têm irmãos de sangue que também sabem extrapolar
Ter amigos nos faz redefinir ‘espaço’ e ‘tempo’
A distância não se mede em quilômetros
E o tempo passa a ser lembrança e esperança
E, assim, ‘saudade’ também deixa de ser a mesma
Falar de amizade é dar novo sentido a palavras que costumamos banalizar
Gratidão
Carinho
Renúncia
E ser feliz é ter o privilégio de
A cada dia
Poder ter ao menos um amigo por perto
Falar de amizade não é falar de pessoas
É sentir o peito encher-se de conforto e alegria
E daquela calma que só o amigo pode nos trazer
Serei feliz se
Ao chegar ao fim da vida
Puder sentir do coração cheio de rostos amigos
E ao ver seus rostos
Serei capaz de evocar pequenas lembranças
E reconhecer que vocês sempre extrapolaram
Todas as minhas expectativas
E terei paz se ver em seus olhos
Que eu também fui sua amiga
E em nossas vidas soubemos não permitir que tal ligação se corroesse
Não importa o tempo
Não importa a distância

19 anos

Queria agora saber escrever
Ter o dom da prosa, da poesia, da crônica, da palavra em qualquer essência
Da rima ou da métrica ou da melodia
Estar à altura de todo sentimento que me assola
Queria conseguir escrever tudo o que sinto
Colocar nesta folha de papel
Mas não rabiscar
Tinha que ser belo
Tinha que ser emocionante
Ter o romantismo e a simplicidade e a alegria e a erudição e a emoção e o não precisar escrever porque simplesmente não é preciso

Queria lembrar quando começou
Queria lembrar como começou
Queria parar o tempo
Queria voltar o tempo
Mas quero mesmo é avançar o tempo
E abraçar novamente
E ver e rever todos os rostos
Cada olhar arregalado
Cada surpresa
Cada sorriso aberto
E não saber para onde olhar
E não saber para quem olhar
E querer saber tudo de todo mundo
E sentir tudo de novo
E lembrar que há dezenove anos eu sentia tudo isso sem perceber o quanto era grande e intenso e precioso

Queria que o mundo refletisse essa alegria
Queria transpirar essa inspiração
E mostrar ao mundo que não precisa muito para ser feliz
Basta um aconchego
Basta uma lembrança
Basta uma esperança
Basta um coração cheio de amigos
Amigos como vocês, que compartilham comigo cada aconchego, cada lembrança, cada esperança…

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