Coral Michelin

Por influência dos meus pais, passava a infância trocando discos na vitrolinha vermelha e cantando toda a discoteca da casa. Muitas vezes, as músicas sequer eram do meu tempo. Mas minha lembrança disso é de que era extremamente divertido. Desta época eu já podia perceber um certo encantamento e agora já crescida (pelo menos é o que diz meu RG) posso dizer que a música me remete a uma sensação muito boa, de energia, alegria, harmonia e paz.

Algumas letras me emocionam (mas isso não é novidade para ninguém) e muitas vozes me tocam muito lá no fundo. Mas é a união de vozes e os sons que desta união se formam, que muitas vezes fazem meu coração bater mais forte. Dessa união de vozes, surge um novo sentido para uma velha canção conhecida. E isso é simplesmente fantástico.

Agora a novidade: ser coralista. E desde agosto do ano passado, passei a não só sentir tudo de bom que a música transmite, mas principalmente, a vivenciá-las intensamente. E assim descobrir que – além de tudo o que eu achava que já sabia em relação à música – ela também rejuvenesce ao me fazer reviver (com muito mais técnica, é claro) a cantoria da infância a cada ensaio e a cada apresentação.

Descobri nesse primeiro ano que:
* Ser coralista é ser mais alegre, de bem com a vida, não só porque rimos e nos divertimos muito nos ensaios, mas conhecemos pessoas que outra forma seriam apenas um rosto no turbilhão de nosso dia-a-dia;
* Ser coralista é um exercício de humildade, quando abrimos mão de aparecer (ou se fazer ouvir) individualmente pela unidade de um todo;
* Ser coralista é ser uma pessoa realizada porque percebo no olhar das pessoas a alegria e emoção que tentamos transmitir.
* Ser coralista é saber que naquele momento o amor pelo fazemos extrapola o tangível e contagia o ambiente. Isso é único, é sublime, é quase divino.

Tenho muito orgulho de ser coralista nesse grupo maravilhoso e agradeço a cada um de vocês a oportunidade impar que me está sendo concedida. Que esse seja o primeiro de muitos anos de muita energia, alegria, harmonia e paz, ou seja de muita música para todos nós.

Meu querido diário

Este foi um fim de semana repleto de sentimentos contraditórios. No trabalho rolou um baixo astral fenomenal. O presidente da empresa morreu na sexta-feira, vitimado pelo naufrágio do barco pesqueiro de um amigo. Receber uma notícia uma notícia assim no meio da tarde foi um tanto sufocante. Eu tinha acabado de fazer uma pequena apresentação sobre os impactos que os muitos investimentos da empresa em sua expansão no Brasil trariam para o nosso departamento. Estava tranqüila, feliz até. No intervalo, menos de vinte minutos depois, fui à minha mesa pegar um comprimido e notei o comportamento estranho dos corredores. Como estávamos trancados na sala de reuniões, não perceberíamos nada. Voltei tremendo e falei com meu diretor que havia acabado de saber da notícia. Claro que o clima mudou completamente. É uma sensação estranha. Muito estranha. Sentir pela morte de alguém tão distante e ao mesmo tempo tão perto. Ainda não sei o impacto que este acontecimento terá em nossas vidas. lamento pelo empresário que conheci e pelo homem do qual ouvi falar. E a vida segue.

Na noite de sexta, ela seguiu literalmente para o cinema. Não queria vir pra casa sozinha e, como não havia fila para ver X-Men – O Confronto Final e eu estava ansiosa por isso, em segundos cheguei à conclusão de que era uma ótima opção. A palavra de ordem do filme é exagero. E preciso deixar claro que não vejo isso como uma coisa ruim. “Exagero” ficou em minha cabeça por tudo é muito intenso. Os poderes estão mais fortes, as relações estão mais acirradas, os mutantes são mais numerosos, os efeitos especiais são mais “mais”, entendem? É isso: tudo é “mais”. Fantástico. Jackman é o cara e cada vez gosto mais dele. Sir Ian McKellen, para variar, magistral (lembrando que essa foi a segunda dose do Cavalheiro na telona em uma semana). Só tenho minhas dúvidas se os roteiristas não distorceram um pouco demais a estória. Não sou mestre dos quadrinhos, mas não parece que a condução dos destinos tenha sido fiel aos originais da Marvel. De qualquer forma o nome dela estava lá nos créditos iniciais e finais, o que me leva a crer que, se houve algum desvio, ele foi aceito pela empresa. Conclusão: gostei, mas isso não é novidade… (deslumbrada, lembram?)

Ontem foi dia de rever Harry Potter e o Cálice de Fogo em DVD. Filme e extras, claro, tudo de uma vez. Como já falei do filme aqui antes, deixo agora apenas minhas impressões sobre os extras.
Ponto baixo: cenas excluídas. Esperava muito mais delas uma vez que muita coisa ficou fora do filme. Só posso concluir que muita coisa ficou fora do roteiro desde o início.
Ponto alto: making-of da cena do retorno de Lord Voldermort. Ralph Fiennes, mesmo sem a ajuda da maquiagem e dos efeitos especiais, estava realmente assustador!

Hoje de manhã foi dia de Encontro dos Ex-alunos do Colégio Santa Maria onde estudei do Jardim à oitava série. Acordei mais tarde do que deveria e, quando cheguei, a missa já havia acabado. Mas é sempre uma benção poder voltar àquele lugar. Este é o terceiro encontro que ao qual compareço e foi especial porque revisitei cada cantinho com homens e mulheres que estavam comigo por lá há mais de… Melhor isso pra lá! O mais legal foi ver a constante evolução daquela instituição. É impressionante. Saudade, confraternização e muita admiração para encerrar o fim de semana.

Observações:
– O post anterior está completamente no-sense… Mas não vou mexer nele não. Acho que ele reflete exatamente o que foi aquela noite. Fazer o quê?
– Pra quem gosta de Ciência Política, vale uma visita ao sempre excelente Os Conspiradores. CP no cotidiano. Excelente, excelente!

Nessas duas semanas

Teve festa para compensar aquele Reveillon que não virou o ano (aqui para os desatualizados). Festa 0800 para todos que compraram ingressos para a festa embargada do dia 31/12 (devidamente ressarcidos, devo mencionar). Comida e bebida à vontade. Regado mesmo. Sem miséria. Os poucos ingressos vendidos (para acompanhantes dos convidados originais) seriam destinados a uma instituição filantrópica. Teve show de quase 3 horas da Celebrare. O chato foi ter que cantar “Parabéns pra Você” pro Romário que, aparentemente, estava por lá também. Mas valeu muito a pena desvirar ostra e sair um pouquinho. Pela comida, pela bebida, pela música e, é claro, pela companhia. Meninas Super-Poderosas, avante!

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Teve Lapa. Conseqüentemente, teve papo furado, samba e cerveja. Teve conversa séria também, de apertar o coração, mas de reafirmar amor e amizade. Teve até briguinha e esporro (merecido, mas doído) que passou mais ou menos rapidinho. Teve faxina básica (bem de leve, claro) em seguida e alguns ajuste nos fatídicos álbuns de fotos, que só não foram devolvidos porque consegui um scanner (lembram que eu queria um scanner?). Assim, alguns registros Tudo em Simas virarão arquivos “.jpg” muito em breve. Nem adianta: coisa de família, ok? Nem adianta sugerir criação do flog do clã. Serão enviadas apenas para os membros da família e permanecerão guardadas a sete senhas, ok?

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Teve quiz viciante (não me lembro mais de qual blog eu tirei a dica, sorry, sorry…) que me ocupou por algumas longas horas até eu chegar a “gênio” e “clap!clap! clap!” [Claudinha feliz!!!]. Teve computador tomando banho acidental de água com sabão e amaciante [Claudinha triste, muuuuito triste!!!]. Ai que nervoso. Não tem grana pra outro… Aquele eu já comprei usado… Mas ele até que ainda está sobrevivendo, mas vira e mexe entra em coma. Ainda não sabemos seu estado real. O diagnóstico ainda não foi oficialmente declarado. Notícias em breve. Mas que ficou limpinho, ah sim, ficou!

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Teve aniversário de Amiga paulista (?! – quem é de Ribeirão Pires é paulista?) que mora no Rio há anos e não perdeu o sotaque. Com toda a chuva do mundo, que cismou de cair entre o sair da estação Carioca (ou “Carioca Station” – afinal o Metrô do Rio agora fala inglês!) e o chegar à Graça Aranha. Foi necessária uma árdua negociação com um daqueles mágicos que se exibem no centro da cidade fazendo aparecer, em segundos, dezenas de guarda-chuvas a R$ 5,00 cada. Detalhe: “garantia só até a próxima esquina” – palavras do vendedor. Mas chegamos quase não tão molhados quanto esperávamos para ver a Amiga Querida que eu não encontrava desde julho. Linda e divertida como sempre! Te adoro, Dri!

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Teve trabalho também. Duas semanas intensas no Bibmundinho. Teve mudança efetiva do Diretor e muito trabalho, claro. Ai, que angústia. Muita coisa para fazer de forma meio aleatória, meio doida, meio não sei o que fazer. Estou com um sério problema de prioridades , quero dizer, estabelecer prioridades (acho que já falei isso aqui). Estou chegando naquele ponto em que tudo é urgente pra todo mundo e eu sou uma só. Um levantamento assim, um relatório assado, uma planilha aqui, uma consulta ali, uma reunião acolá. E processos de importação, claro! Teve expediente até 22:00 na terça e 23:30 na quarta. Deve ter que ter ainda subida de serra básica para acompanhar fiscal e tudo o mais. Mas teve um lance legal: Mecânica de Batom. Quando recebi o e-mail (interno, mas de um ilustre e desconhecido colega de trabalho) com o assunto “Mecânica de Batom”, achei que era uma piada que havia sido mandada para a Cláudia errada. Quase apaguei o e-mail de cara. Só que não era piada, errr, era um convite para a turma piloto sobre a aplicação de um cursinho (ou palestra, ou seria seminário?) de Mecânica Básica para Mulheres, promovido pelo Detran-RJ e o grupo que trabalha e realiza atividades relativas à Qualidade de Vida lá na empresa. Bom, que “potência = força x velocidade” e o que é um motor 4 tempos eu já sabia dos idos tempos do curso técnico (a descrição detalhada de seu funcionamento foi questão de prova de uma matéria que eu não me lembro o nome, operações-qualquer-coisa). De resto, é óbvio, váááárias novidades (?!) sobre mecânica de automóveis. Os instrutores faziam analogias simples e de repente muitos mistérios se desvendaram. Descobri que além do triângulo, macaco e estepe, é bom levar sempre no carro: um ovo (pro radiador), um cadarço (para o caso de uma das correias auxiliares arrebentarem), uma vela (para correias ressecadas) e água destilada (água da torneira do quintal não serve). Comecei a me perguntar por que as pessoas falavam tão mal do MacGyver só porque ele sabia fazer uma bomba com chiclete de bola e consertava aviões com biscoitos cream-cracker, capim e uma tesourinha de unha. Ok, falando sério agora. Foi muito legal, prático e objetivo. Dicas de atitudes simples, cuidados bobos e manutenção básica, todas super úteis numa linguagem que deveria ser obrigatória nos tais Manuais do Proprietário. Ah, e o mais importante: vários argumentos anti-mecânicos-enrolões. Legal mesmo. Só me frustrei ao descobrir que não existe a tão famosa rebimboca da parafuseta… Achei que ela seria a solução de todos os meus problemas…

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Teve visita pra ver o sobrinho fofo cada vez mais fofo, a sobrinha linda cada vez mais mocinha, o sobrinho querido que me cobrou mais uma vez a alça do fichário que eu esqueci de trocar. Papai e mamãe também, que eu tava cheia de saudades. Teve Em Busca da Terra do Nunca (de novo!!). Teve forro da cortina (finalmente) no lugar. Teve Botafogo x América, o que me custou alguns cantinhos de unha arrancados depois do terceiro gol do Bota, mas valeu pela torcida maravilhosa do Sangue e pela tranqüilidade do Maracanã, o bom e velho Maraca lotado, onde famílias inteiras foram assistir à final do campeonato. Teve cinema e gargalhadas com Tony Ramos e Glória Pires. Previsível, pode ser, mas divertido à beça! Só que eu sou suspeita demais pra falar. Ri de me acabar… Doeu a barriga.

E teve mais uma despedida.

E o início de mais uma contagem regressiva…