Sem título

Você deve ser uma pessoa muito errada se a plena felicidade de alguém te faz infeliz. Pior, te deixa em um estágio miserável de tristeza. Você pede que te deixem ir e depois os odeia por terem deixado. Pior, você se odeia por odiar. Você quer gritar por socorro mas não quer que ninguém escute – mentira, você quer que uma pessoa apenas escute e faça alguma coisa, mas você sabe que é impossível – por que é embaraçoso. Você é do tipo de pessoa que escuta, nunca que fala e não há mal nenhum em falar ou mesmo gritar de vez em quando. Mas você não consegue. E quer que adivinhem. Não dá. Não dá. Acorda pra vida: não dá pra ser assim, gata.

Os sinais estavam espalhados por aí. A vida, essa irônica, que estava sempre decidindo por vocês. Você já não fazia parte da vida dele. Sem culpa daqui ou dali, mas o fato é os olhos não brilhavam mais, os códigos sumiam aos poucos, as músicas não tocavam mais e, por mais que você procurasse, não havia mais entrelinhas. Cada vez menos até não haver mais… Fim.

E é isso. Eu sei que hoje a sua vontade é chorar até sumir. Mais uma dor absurda. Mais uma pessoa que vive sem você. Mais uma morte mesmo. Mais um fundo do poço e mais um longo caminho sabe lá para onde, mas que precisa ser percorrido. Mas é só isso. A vida é cíclica. Você já passou por isso antes. Mas também sei que passa. Você sabe que passa. Justamente porque já passou em outras tantas vezes. E porque você já passou por isso outras tantas vezes. É isso.

Chore. E durma. Você precisa dormir.

Insone – Capítulo 14.549

É como se ela investisse suas economias em terrenos na lua. Ela sabe que não pode compartilhar essas decisões – o mundo “moderno” curiosamente não está pronto para tanto – mas as toma repetidamente dia após dia, noite após noite. Afinal, é a lua. A música que toca soa – diria a moça de alcunha de cor – como “uísque barato”. Gosto de música ruim. As mãos dançam no ar. Na verdade é só a abertura do seriado da TV: Um piano classudo metido a suado fazendo as vezes de cabaré. Não queria estar ali. Manda mensagens ao vento e, nesse dia, o (um) elemento soprou de volta. Se distrai com o barulho da unha roçando a fronha. Estúpida. Não controla o pensamento e chora quando quando percebe o absurdo da metáfora. Lembra da possibilidade sorridente ali que, de tão próxima, vira  impossibilidade. Terrenos na lua, tão atraentes. Tão seus. Sabe que são seus. Será que são? Sim, algumas vezes ainda o são, sim. Outras estão longe, sendo lua-de-mel para alguém. Perdeu, playboy. Passou o tempo e o segredo nunca foi tão solitário. Olha pro lado e vê uma barba ranzinza que lhe convém. Um terreno baldio bem terreno. No lua for you, beibe. Um satélite artificial. Nada mais que um subterfúgio na forma de vento. Ou apenas uma escala para chegar… ao sono.

PS: post inspirado num filme onde um blogueiro poeta posta sobre comprar terrenos em Marte.

Eponine

And now I’m all alone again
Nowhere to turn, no one to go to
Without a home, without a friend
Without a face to say hello to
But now the night is near
Now I can make-believe he’s here…

Sometimes I walk alone at night
When everybody else is sleeping
I think of him, and then I’m happy
With the company I’m keeping
The city goes to bed
And I can live inside my head…

On my own
Pretending he’s beside me
All alone
I walk with him ’til morning
Without him
I feel his arms around me
And when I lose my way I close my eyes
And he has found me

In the rain
The pavement shines like silver
All the lights
Are misty in the river
In the darkness
The trees are full of starlight
And all I is see
Is him and me
Forever and forever

And I know
It’s only in my mind
That I’m talking to myself
And not to him
And although
I know that he is blind
Still I say
“There’s a way for us!”

I love him
But when the night is over
He is gone
The river’s just a river
Without him
The world around me changes
The trees are bare
And everywhere the streets
Are full of strangers

I love him
But everyday I’m learning
All my life
I’ve only been pretending
Without me
His world will go on turning
The world is full of happiness
That I have never known

I love him
I love him
I love him
But only on my own

Azul da cor do mar

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Eu trabalho em grandes empresas desde que minha carreira se definiu na área de suprimentos. Foram 9 anos no maior grupo de Comunicações do Brasil e, de 2005 até o mês passado, vinha atuando em multinacionais líderes em seus respectivos mercados. A leitura de colunas, revistas ou livros que falam de economia e negócios, gestão e governança, liderança e afins, faz parte do meu dia-a-dia. Foi assim que me familiarizei com os nomes de Luiz Eduardo Baptista, Wallin Vasconcellos, Rodolfo Landim, Carlos Langoni, entre outros.

São todos executivos bem sucedidos, referências em suas respectivas áreas de atuação e comandantes de grandes organizações. E quando você trabalha em organizações semelhantes, você aprende que essas pessoas não estão ali à toa. A competitividade do moderno mundo corporativo não o permitiria. O que eu não conhecia – e que obviamente me surpreendeu – foi ver o lado mulambo destes senhores: altos executivos que citam escalações de 10, 20 ou 30 anos atrás, que reclamam do zagueiro, xingam a arbitragem e contam casos de arquibancada como qualquer um de nós, arrogantes mulambos mortais (sim arrogantes, por que nenhum almofadinha podia ser mais Flamengo do que eu, por exemplo, que tomei banho de mijo nas gerais do velho Maraca).

E, de repente, cá estão estes senhores, tão apaixonados e indignados quanto eu, mas disponíveis e dispostos a profissionalizar o Mengão. Em suas propostas, falam de contratos, fluxo de caixa, valor de marca, marketing institucional e marketing de relacionamento, produtividade e meritocracia. Há quem diga que falam em soluções mirabolantes de gestão, mas não! Não é nenhuma fórmula mágica. É administração. É planejamento. É o que qualquer um que queira abrir seu negócio aprende de graça no Sebrae. Não tem delírio nem historinha aqui. É tudo plausível. E eu, que sempre pedi coerência (afinal já escrevi muito sobre o modelo falido de gestão de contratos, sobre o desgaste das marcas, sobre a ineficiência tributária ou contábil, sobre a falta de limites para funcionários e atletas, e etc), seria inteiramente incoerente se não vislumbrasse nestas propostas, a resposta a tudo o que sempre pedi para o Flamengo: organização, seriedade, gestão responsável e respeito. Muito respeito.

É muito simples: nossos fornecedores são profissionais, nossos parceiros são profissionais e os patrocinadores que queremos, obviamente, se apresentarão através de experientes negociadores. Está mais do que na hora dos nossos negociadores também serem profissionais. Deixar que essas pessoas que conhecem modelos modernos de governança, comprovadamente efetivos, remodelem os processos do clube e tragam luz e transparência às rotinas do Mais Querido. Por que temer uma proposta assim?

Desde que a Chapa Fla Campeão do Mundo foi lançada eu não li ou ouvi nenhum debate de ideias que desonerasse qualquer uma das suas propostas. Todas as críticas são vazias. Ataques pessoais ou puro desperdício de ironia: “os barões das SAs”, “o Brooklyn paulista” e outras tantas balelas. Falácias. Cada vez que leio ou vejo algo assim eu fortaleço a minha convicção de que eles estão acertando na mão. Porque se tudo o que os opositores têm a dizer sobre eles é que “eles não sabem o que é o Flamengo” é porque, meu amigo, não há mais nada a questionar, não é mesmo? Porque se houvesse, eu não tenho a menor sombra de dúvida de que estaria sendo questionado (como o fez Luiz Filho, no Pedrada, que desconstruiu – ponto a ponto – a plataforma da situação). Há legitimidade na debate, na discordância, e o que me entristece é que eu realmente não vi ninguém apresentar qualquer argumento não-leviano de que a proposta da Chapa Azul tenha alguma inconsistência técnica, comercial ou mesmo Flamenga.

Tenho uma grande frustração na minha vida : nunca ter me organizado para ser hoje sócia proprietária do CRF. Como eu invejo quem pode votar neste pleito.  Porque essas pessoas têm uma oportunidade de ouro nesta segunda feira. Elas têm nas mãos o poder de lançar o Flamengo à vanguarda da administração esportiva e devolve-lo ao seu lugar no Olimpo do futebol. Nunca o azul foi tão vermelho e preto.

Você já foi fofo. E agora?

Passou o Dia das Crianças e os avatares vão, aos poucos, retornando à atualidade. Na brincadeira de voltar a ser criança, a fofura – própria e alheia – inundou nossas timelines com franjinhas, laços de fita e bochechas pedindo para serem apertadas. Uma divertida viagem no tempo para muita gente e para mim, inclusive. Aí vi a foto acima numa postagem no facebook. Morri de rir é claro mas depois me peguei pensando em quantos vilões da vida real também já foram crianças fofas um dia.

Suzane Louise von Richthofen

É inevitável lembrar de Marx, Hegel, Hobbes e outros e suas teorias do homem que é produto do meio ou do homem que é o lobo do homem. Bate um desânimo. Porque não estou falando só dos casos extremos como o da menina Suzane, mas de vários níveis de “vilania”, casos do dia a dia. Pessoas que nos cercam e se mostram mesquinhas ou mentirosas. Que gastam energia para prejudicar outras pessoas e que, na maioria das vezes, acham que têm razão e sequer se dão conta do mal que estão fazendo. Não digo que todo mundo tem que gostar de todo mundo, mas me entristece demais que algumas pessoas não optem por simplesmente ignorar seus desafetos e se deem ao trabalho de atacar.

E aí que pipocou na internet a pergunta: a criança que você era teria orgulho do que você é hoje? Muita gente fez um balanço de sonhos: o que queria versus o que realizou. Mas eu não consegui desapegar da dicotomia bem x mal. Quão “vilão” nós nos tornamos e quanto reconhecemos disso? E até mais simples e mais especificamente: qual a distância entre o que pregamos e o que fazemos? A cena típica da criança no carro dos pais questionando o desrespeito ao sinal vermelho que acabou de presenciar. A nossa enorme dificuldade em escolher entre fazer o que é fácil e fazer o que é certo (#Dumbledorefeelings). Afinal ser bom e digno de orgulho dá trabalho. E eu humildemente acho que é aí que deve estar a explicação para o como perdemos essas fofuras para “o lado negro da força”.

Os admiráveis e o inusitado

Um cafezinho com um amigo no início da noite e novamente a impagável e deliciosa sensação de estar com uma pessoa admirável. Posso reclamar de muita coisa na vida mas uma coisa tenho que reconhecer: ela, a vida, é extremamente generosa comigo me cercando de inúmeras pessoas admiráveis.

O admirável Millôr dizia que “são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem”. Mas eu não consigo acreditar que sou apenas uma deslumbrada (não que eu não o seja, mas isso não vem ao caso agora). O fato é que não posso estar assim tão enganada acerca de tantas pessoas. Eu adoro admirar. Simplesmente saltam aos meus olhos as virtudes destas pessoas: inteligência, generosidade, lealdade, responsabilidade, alegria, a simples (e dificílima) capacidade de amar, a (mais difícil ainda) capacidade de se deixar amar ou, em alguns casos até, a sua invejável capacidade de seguir seus sonhos e o seu coração (sim, eu conheço pessoas assim!). Isoladas ou combinadas entre si, eu vejo essas virtudes em vários rostos à minha volta. E agradeço todos os dias por isso.

Diz o clichê que amor sem admiração é amizade. Para mim nem um nem outro existem sem admiração. É como uma paixão – mesmo que um tanto abstrata – mas que uma hora, do nada, vira respeito sólido e indissolúvel. Como adoro sentir orgulho das conquistas e da conduta de quem está ao meu redor. E como é delicioso perceber que são pessoas que não precisam, melhor, que não fazem a menor questão de terem admiradores. Simplesmente são assim: admiráveis, inspiradores. E, mesmo não me sentindo em nenhum momento inferiorizada por nenhuma delas, elas sempre me inspiram a tentar o melhor de mim, a ser sempre alguém melhor.

Também insisto no exercício da simples admiração gratuita, despretensiosa. O deixar os objetos da minha admiração desobrigados da perfeição, simplesmente porque é injusto esperar perfeição de um ser humano (por mais que eu acredite que meus amigos são super-humanos) e mais ainda porque acredito que a estrada para o respeito passa pela tolerância às imperfeições. E aí vem a crueldade da coisa porque, por conta disso, minhas decepções costumam ser traumáticas, dramáticas e torturantes.

Tudo isso explica um bocado o por que hoje me tortura o inusitado: a imperativa necessidade de um específico desamar. Mas como, se ainda sou toda admiração? Não há (nem haverá) decepção para, curiosamente, “ajudar” nesse processo. Só existe a certeza de que outras pessoas também admiráveis satelitam esse meu amor. E isso me conforta, ainda que controversa e timidamente. Uma trilha misteriosa se mostra à minha frente. Temo que me resta esperar um outro clichê: a ajuda do tempo.

Vestindo a carapuça

“Resolvi que hoje vamos falar sobre felicidade”, disse a elegante senhora em tom professoral. Naquele momento estremeci. Eram umas trinta pessoas na sala e eu estava certa que era para mim que falava aquela senhora. Justamente porque tudo o que não quero falar é sobre felicidade mas principalmente porque sei que, quando se fala em felicidade, fatalmente se fala de escolhas. Não é uma boa época para me fazer encarar minhas escolhas. Esbarro com elas todos os dias. Um companhia incômoda que faço questão de menosprezar, a despeito da insistência daquilo que acredito ser a minha tal implacável consciência.

Nada me assusta mais do que a plena consciência das minhas fraquezas. Porque a maior delas parece ser a total incapacidade de reagir ou superá-las. Inception. Areia movediça. Covardia de reconhecer que encaixotei minha gana e a deixei em alguma curva do caminho? Não sei. Parece tudo o mesmo. E, enquanto a voz baixa daquela senhora falava em filósofos, estudiosos e nos conceitos de felicidade dos povos e através dos tempos, eu revisitava minhas escolhas, sem conseguir mais discernir o que tinha me levado aonde e assitindo o desfazer da conveniente certeza de que sempre algo de bom sobressaiu ao que parecia ser alguma iminente catástrofe.

A voz era de uma desconhecida mas era meu próprio dedo que se sacudia acusador à frente do meu rosto. Não precisava daquela senhora para me dizer quem sofreria as consequências das minhas escolhas. Eu sempre soube, só preferi nunca falar disso (aquela solução mágica de fazer o problema desaparecer simplesmente por não lhe fazer menção). Agora estou aqui escrevendo. Deve significar alguma coisa. Espero que signifique.

Nos espelhos

Para qualquer casal aquele podia ser apenas mais um quarto acarpetado, com cheiro de amaciante e espelhos por todos os lados. Não para nós dois. Não tínhamos tempo para isso. Demoramos muito para chegar até ali. Quilômetros de desencontro e anos de inacreditável distância. Alguns passos e o chão virou armário e a parede virou cama. Só os espelhos de testemunha. De alguma forma sempre haviam espelhos. Nas fotos codificadas, nos olhos que sorriem e, invariavelmente, nas paredes destes quartos possíveis. Estão ali, multiplicando na rara realidade o que a imaginação e a lembrança arquitetam nas contagens regressivas, entre elucubrações que surgem do nada ou vão de Elba a Piaf. A grande verdade é que tudo some diante dos espelhos. Eu nunca mais fui a mesma depois daqueles espelhos. Melhor, eu nunca mais fui a mesma depois daquele olhar que só conheci porque havia um reflexo no espelho. Reflexos além da cumplicidade. Reflexos da fome, da sede, da vontade, do suor e, sobretudo, do segredo.

Movimento Ocupe o Flamengo

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As campanhas presidenciais no Flamengo já começaram há um tempinho. O primeiro a divulgar suas intensões foi Ronaldo Gomlevsky com seu PlanetaFla. Pouco depois fomos apresentados à Revolução Rubro-Negra que lançou Affonso Carneiro Romero Dantas como candidato. Também já era conhecida a candidatura de Lysias Itapicurú.

Com o entornar do caldo incandescente de um potencial passivo superior à R$ 60 milhões ao fim da atual gestão, alguns ex-presidentes resolveram promover a Central de Oposições. Na prática é, nada mais, nada menos que um movimento anti Patrícia Amorim.

Tal movimento, batizado de Ocupe o Flamengo, é capitaneado pelos ex-presidentes Márcio Braga, Kleber Leite, Delair Dumbrosck e apoiado por ex-diretores e conselheiros como Paulo Dantas e Walter D’Agostino e foi lançado nesta segunda no Teatro Leblon com a presença de mais de 250 rubro-negros entre pré-candidatos, conselheiros, ex-atletas, sócios, torcedores e até políticos.

O discurso é bonito: ter sensibilidade e inteligência para ajudar no que for preciso ainda este ano e alçar um programa consensual e um candidato único e competitivo que represente todas as correntes de oposição pela mudança no modelo de gestão do clube a partir do próximo mandato.

Para tanto, executivos e gestores renomados – e rubro-negros apaixonados – de várias áreas de atuação estão sendo recrutados para que o projeto final a ser elaborado tenha pessoas capazes de tocá-lo com a devida expertise e profissionalismo. Rodolfo Landim, Carlos Langoni e Luiz Eduardo Baptista, entre outros formariam, a princípio, a base desta equipe que visa aplicar ao Flamengo tratamento intensivo de governança profissional (pelo menos, isso já é consenso) e colocá-lo de volta na vanguarda do futebol nacional.

Não vou negar que boa parte dessa gente toda parecer concordar com as diretrizes propostas. Entretanto basta um deles não querer abandonar o seu projeto inicial (no todo ou em parte) para que o plano todo vá por água abaixo. E, sendo muito sincera, acho extremamente complicado convergir não só as ideias, mas todas as vaidades em prol de um programa único.

Porque é disso que estamos falando: um discurso que sabemos estar na ponta da língua (o Flamengo em primeiro lugar) mas será que estará também nas atitudes? Vi várias gerações e várias correntes de rubro-negros naquela sala hoje e acredito que seria necessário um projeto realmente inovador e plausível além de uns pouquíssimos nomes que seriam capazes de lhes atrair para uma chapa única de oposição.

Os primeiros passos foram dados, ainda que independentes entre si, e algo está sendo proposto a tempo de minimizar os danos iminentes. Isso é louvável. Em outros tempos (e até em outros clubes) vimos oposições burras deixarem que as tragédias acontecessem para só então se manifestarem e apresentarem soluções.  Mas acompanhemos todos com atenção. Quem tiver direito a voto deve ter a atenção redobrada desde já. De boas intenções o inferno está cheio e, ao meu ver, estamos muito perto de lá.