Sinal fechado

Acorda com o gosto do sal do fim de semana. Levanta na obrigação. Engole o choro. Engasga com a lembrança da derrota. Deságua junto com o chuveiro. Descarrega o corretivo sob os olhos. Disfarça na roupa caprichada pros olhos do mundo. Mareja no táxi. Respira, suspira, bufa. Engole mais choro. Trabalha na merda. Acaba o dia. Lê o que não teve coragem. Desaba. Soluça. Respira. Encara Paulinho, mesmo sabendo que o samba pode aumentar o descompasso dos hojes. Lembra do espinho e da flor. Derrapa no sinal fechado. Se percebe na cena, a própria, mas num futuro embaçado. E o presente fica embaçado também. Mas nem. São só seus olhos.

Sobre Cacau

Carioca. 38 anos. Analista de Relações Internacionais. Flamenguista (herança do S.Beleza). Manqueirense (sambista sempre). Taurina. Soprano. Ruiva (quase sempre, por insistência). Chorona. Apaixonada pela sua família. DVDmaníaca. Fã de MPB, Rock, BRock, Samba e 70's songs. Viúva do Vinícius. Órfã da Maldita. Cantora sem talento. Lamenta não ser contemporânea do Elvis ou Elis. Quer aprender Tango. Viciada em Big Mac e Pinball no PC. Adora futebol E football. Troca facilmente um longo telefonema pela mesa do bar mais próximo. Vive bancando a ostra. Está sempre atrasada. Karateca cuja promissora carreira foi interrompida por uma fratura na mão direita. Lê mais que a média e menos do que deveria (ou gostaria) assim como viaja menos do que merece. É um fracasso em finanças pessoais. Quer ganhar qualquer grana na raspadinha, mas nunca as compra. Curte noitadas de Quizz e Karaokes. Tem insônia semanalmente. Adora dar presentes. Odeia sentir-se impotente. Devotada aos amigos e aos amores.
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