Ostrice

Ela já viu esses sintomas. Nenhuma, ou quase nenhuma, vontade de atender o telefone. Ostrice profunda. Muda os móveis de lugar como se isso mudasse a sua vida sem graça. Não quer sol, não quer rua. Preguiça de tudo. De mundo. Daquela absurda, que não deixa nem trocar o canal da TV.
Não é que ela se arrependa, mas ela sabe que poderia ter feito diferente. Daqui a pouco vai ouvir um comentário inadequado e foge. Ela sempre foge. Muda de mundo mais uma vez. Muita gente boa ficou pra trás porque ela precisou se esconder, se fechar e só perdeu. Perdeu um pouco de si nos outros que sumiram no tempo.
Uma hora ela cresce. Será?

Sobre Cacau

Carioca. 38 anos. Analista de Relações Internacionais. Flamenguista (herança do S.Beleza). Manqueirense (sambista sempre). Taurina. Soprano. Ruiva (quase sempre, por insistência). Chorona. Apaixonada pela sua família. DVDmaníaca. Fã de MPB, Rock, BRock, Samba e 70's songs. Viúva do Vinícius. Órfã da Maldita. Cantora sem talento. Lamenta não ser contemporânea do Elvis ou Elis. Quer aprender Tango. Viciada em Big Mac e Pinball no PC. Adora futebol E football. Troca facilmente um longo telefonema pela mesa do bar mais próximo. Vive bancando a ostra. Está sempre atrasada. Karateca cuja promissora carreira foi interrompida por uma fratura na mão direita. Lê mais que a média e menos do que deveria (ou gostaria) assim como viaja menos do que merece. É um fracasso em finanças pessoais. Quer ganhar qualquer grana na raspadinha, mas nunca as compra. Curte noitadas de Quizz e Karaokes. Tem insônia semanalmente. Adora dar presentes. Odeia sentir-se impotente. Devotada aos amigos e aos amores.
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