Certo ou errado

Dia desses tava tudo errado. Deliciosamente errado. Quando vi, tinha ganhado novo pensar vagante. Daqueles que já tive e perdi várias vezes. Mas, principalmente, daqueles que eu adorava não fazer questão porque tava ocupada desocupando a mente, apinhando os dias e frequentando as camas. E foi fácil me deixar errar assim. A cada sábado e domingo. Foi indo, foi indo, foi vindo. A estrada nem cansava, porque tinha o cansar arfante que eu queria durante a breve estadia. Tinha muita risada e ranzinzice. E tinha a porcaria do bolinho de chuva que nunca comi. E aí eu errei. Acho que porque eu nem sei errar direito. Perguntei se tava errada. Não, beibe. Mas a resposta mesmo, certa ou errada, não sei até agora. O certo é que o acerto vai se acertando, se ajeitando. E certos e errados voltam a se ajeitar nas minhas coxas erradamente grossas porque esse é o meu certo. Mas, no fundo, pra mim – ainda – tá tudo errado.

Sobre Cacau

Carioca. 38 anos. Analista de Relações Internacionais. Flamenguista (herança do S.Beleza). Manqueirense (sambista sempre). Taurina. Soprano. Ruiva (quase sempre, por insistência). Chorona. Apaixonada pela sua família. DVDmaníaca. Fã de MPB, Rock, BRock, Samba e 70's songs. Viúva do Vinícius. Órfã da Maldita. Cantora sem talento. Lamenta não ser contemporânea do Elvis ou Elis. Quer aprender Tango. Viciada em Big Mac e Pinball no PC. Adora futebol E football. Troca facilmente um longo telefonema pela mesa do bar mais próximo. Vive bancando a ostra. Está sempre atrasada. Karateca cuja promissora carreira foi interrompida por uma fratura na mão direita. Lê mais que a média e menos do que deveria (ou gostaria) assim como viaja menos do que merece. É um fracasso em finanças pessoais. Quer ganhar qualquer grana na raspadinha, mas nunca as compra. Curte noitadas de Quizz e Karaokes. Tem insônia semanalmente. Adora dar presentes. Odeia sentir-se impotente. Devotada aos amigos e aos amores.
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