Teco e eu (ou “meu primeiro smartphone”)

Finalmente eu tenho um smartphone. Falei para a atendente no balcão da loja da operadora: “quero um smartphone, com 3G, Wi-Fi, Bluetooth e bem baratinho”. Ela riu como quem dissesse: “mais nada? ganhar na loteria também, né?” Olha daqui, escolhe dali, pesquisa preço, pesquisa bônus, olha tabela, consulta estoque e não é que conseguimos? Sou a mais nova feliz proprietária de um LG GT810, devidamente batizado de Teco (o Tico ainda ficou aqui para a cabecinha não ficar oca de vez). Dentro do meu plano e considerando os pontos que eu tinha no programa de fidelidade, essa belezinha saiu de graça. Isso faz com que o acabamento metálico cromado ou polido (não sei bem a diferença) brilhe bem mais aos meus olhos. É um aparelho robusto, não transmite leveza ou fragilidade e isso para mim já faz uma super diferença. A tela é de 3 polegadas e é revestida por uma película que deixa quem o pega ela primeira vez na dúvida de qual é a frente do aparelho. Muito bonito o bichinho.

O preço (ou a ausência dele no meu caso) faz com que a câmera de 3.0 (sem flash) seja excelente assim como o Windows Mobile 6.1 que já vem instalado. Dá para se conviver com eles tranquilamente. Mais algumas coisas me incomodam muito:

1) Não consigo fazer com que ele só se conecte à rede de dados quando for solicitado (tenho a impressão de que isso faz a bateria evaporar);

2) Ele usa o Outlook para gerir contactos e compromissos, mas os aniversários armazenados em ‘Contatos’ não migram para o ‘Calendário’;

3) Não é Plug & Play. Precisa instalar o CD. Pra mim isso é “muquiranice”, como diz meu Tio Oscar.

4) Não consegui me entender com o ActiveSync. Só quero um programa para fazer backups e transferir arquivos e parece que a sincronização de tudo (contatos, calendários, emails, arquivos) é levada muito a sério por aqui.

5) E o pior de tudo: não consegui configurar “I Feel Good” para ser meu despertador! Oh my God!!! Por que uma coisa tão simples não pode ser feita?

Tirando isso (e estou ciente de que algumas dessas coisas podem ser devidas simplesmente ao fato de que eu ainda não consultei o manual), tem sensor de movimento (ou acelerômetro para os iniciados – aprendi com a @happymoon) que é bem rápido (não no nível do iPhone, é claro), função de touchscreen – com caneta ou não – que funciona com bastante precisão (aliás, a caneta fica penduradinha dando um toque feminino a um aparelho até então bem ‘unisex’), slot para cartão microSD de até 8Gb e menus muito amigáveis. Vem com bastante coisa instalada, inclusive o MSN e o Google Maps com o tal A-GPS, que parece funcionar direitinho, mas isso eu ainda não testei.

Fico por aqui com meu primeiro pseudo-release tecnológico. Sigo futucando aqui meu brinquedinho novo e apanhando um pouco para me acostumar a tantas funcionalidades. Mas estou bastante satisfeita e acho que isso basta. Ou não?

Sobre Cacau

Carioca. 38 anos. Analista de Relações Internacionais. Flamenguista (herança do S.Beleza). Manqueirense (sambista sempre). Taurina. Soprano. Ruiva (quase sempre, por insistência). Chorona. Apaixonada pela sua família. DVDmaníaca. Fã de MPB, Rock, BRock, Samba e 70's songs. Viúva do Vinícius. Órfã da Maldita. Cantora sem talento. Lamenta não ser contemporânea do Elvis ou Elis. Quer aprender Tango. Viciada em Big Mac e Pinball no PC. Adora futebol E football. Troca facilmente um longo telefonema pela mesa do bar mais próximo. Vive bancando a ostra. Está sempre atrasada. Karateca cuja promissora carreira foi interrompida por uma fratura na mão direita. Lê mais que a média e menos do que deveria (ou gostaria) assim como viaja menos do que merece. É um fracasso em finanças pessoais. Quer ganhar qualquer grana na raspadinha, mas nunca as compra. Curte noitadas de Quizz e Karaokes. Tem insônia semanalmente. Adora dar presentes. Odeia sentir-se impotente. Devotada aos amigos e aos amores.
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