As coisas estão tão deprimentes ultimamente que é difícil achar um assunto divertido ou alegre para escrever. O que fazer? Rodopiar, oras! “Navegar é preciso”, principalmente nessas horas de pouca inspiração. E bastam alguns cliques na blogsfera web afora (ou seria adentro?) e percebe-se já o clima de fim de ano no ar. Tem de tudo. Os que estão montando espécies de prestações de contas de 2005, os que preparam as listas de promessas para 2006, os que confessam seus traumas sobre ceias de Natal, fantasias de Papai-Noel, brigas de família, amigo-ocultos (ou amigo-secretos, pura questão geográfica) e reveillons, os que se revoltam com o consumismo inerente à estação, e os que exaltam a veia saudosista quase que desejando voltar à infância onde tudo era mais fácil (e era divertido tirar onda com as crianças menores desmistificando o Bom Velhinho).

O fato é que o dezembro chegou. Não sei bem se devo dizer “finalmente!” ou “já?!?!?”, afinal o passar do tempo é uma dimensão totalmente incompreendida por mim. O fato é que as luzinhas já se espalharam e se multiplicaram pela cidade. Listas de presentes (dentro dos minguados orçamentos pessoais disponíveis) já começam a ser rascunhadas. Sorteios de Amigo-Oculto já aconteceram e o calendário de encontros de fim de ano começa a se estabelecer (aliás, por favor se pronunciem: galera da RI2001 e as meninas do CSM!). Mas o fato que mais me impressiona – à despeito dos noticiários policiais, os quais neste post vou tomar a liberdade de ignorar – é que o comportamento das pessoas muda. Definitivamente.

Não vou entrar no mérito da questão do irritante comportamento recorrente que temos de querer mudar e sempre adiar, ou mesmo nunca iniciar a mudança (não que eu seja assim, né?). Apenas quero aproveitar esse momento. Curtir minha família. Paparicar meus sobrinhos. Encontrar meus amigos, meus amores. Rir muito dos micos e saias-justas que sempre rolam nessa época. Quero sugar a positividade que circula por aí para me inspirar e me abastecer de bom humor, energia, disposição. Será que tem algo errado nisso? E no meu otimismo, espero não ser a única.