Acordei com a chuva bem antes do despertador. Muita chuva. Muitos trovões. Assustador. Poucas vezes me peguei utilizando a palavra tempestade para me referir à chuva. Pensei: isso sim é uma tempestade. Pensei também, ainda deitada, que nem adiantava me levantar, porque provavelmente não haveria como sair de casa. Resisti a tal reflexão profunda e tentadora e me dirigi ao chuveiro. Quando desci vi que o subsolo do prédio estava alagado quase até o segundo degrau da escada. Os funcionários estavam tentando bombear a água pra rua. Na rua, a pista da Conde de Bonfim que vai em direção ao Centro estava completamente parada. Curiosamente a pista de subida para a Usina também. Vinte minutos na porta do prédio e os mesmos carros à minha frente, resolvi telefonar. Tudo bem, se os celulares estivessem funcionando. Optei por voltar para casa. Ao sair do elevador um rato enorme me fez dar um berro e fechar a porta correndo. Voltei pro térreo pra chamar o zelador que, é claro, já tinha ouvido o meu grito. Ele (o rato, não o zelador) sumiu. Espero que não tenha entrado no meu apartamento. Ele era suficientemente grande para não poder passar por baixo de uma porta (espero). De qualquer forma, fiz algumas ligações, catei notícias na web, e estou calmamente escrevendo e nem sinal do famigerado roedor. Não sei quando vou conseguir sair de casa. Parece que caíram barreiras na São Miguel e no Alto. Não consegui descobrir como está o Itanhangá. Vai ser um longo dia…