Você já foi fofo. E agora?

Passou o Dia das Crianças e os avatares vão, aos poucos, retornando à atualidade. Na brincadeira de voltar a ser criança, a fofura – própria e alheia – inundou nossas timelines com franjinhas, laços de fita e bochechas pedindo para serem apertadas. Uma divertida viagem no tempo para muita gente e para mim, inclusive. Aí vi a foto acima numa postagem no facebook. Morri de rir é claro mas depois me peguei pensando em quantos vilões da vida real também já foram crianças fofas um dia.

Suzane Louise von Richthofen

E aí que pipocou na internet a pergunta: a criança que você era teria orgulho do que você é hoje? Muita gente fez um balanço de sonhos: o que queria versus o que realizou. Mas eu não consegui desapegar da dicotomia bem x mal. Quão “vilão” nós nos tornamos e quanto reconhecemos disso? E até mais simples e mais especificamente: qual a distância entre o que pregamos e o que fazemos? A cena típica da criança no carro dos pais questionando o desrespeito ao sinal vermelho que acabou de presenciar. A nossa enorme dificuldade em escolher entre fazer o que é fácil e fazer o que é certo (#Dumbledorefeelings). Afinal ser bom e digno de orgulho dá trabalho. E eu humildemente acho que é aí que deve estar a explicação para o como perdemos essas fofuras para “o lado negro da força”.