Mês: fevereiro 2011

This is not Porn

Descobri essa maravilha via twitter, indicado como um blog clássico pela @revistabula. São fotos raras, e normalmente belíssimas, de celebridades da música e do cinema.

Essa da Elizabeth Taylor é uma de minhas favoritas, ever.

Viciei perdidamente.

Enjoy: http://www.thisisnotporn.net/

O tal fio de cabelo

Aí você se pega no meio dos versos de uma música super brega, que fala da dor imensa que o sujeito sente ao se deparar com um fio de cabelo num paletó que ele não devia lavar há meses. Sua breguice pode ser até mais suave mas, sim, ela está lá. No seu caso o tal fio de cabelo é uma foto, um email, um tweet, ou a falta disso tudo. O pior fio de cabelo de todos porque você pensa que se livrou dele e, quando menos espera, lá está ele lhe falando ná-na-nâ-ná. E você se toca do quanto você é covarde por não ter tentado mais quando podia. Ou patético por se exposto tanto correndo atrás quando já não devia. Ou só burro mesmo porque não é possível ainda sentir essa ausência onipresente. Essa saudade doída. Que sai do coração para apertar o peito e ser sentida na nuca. Dói. Como dói.

É, tá vazio.

Muda tudo de novo, mas dessa vez com medo e sensação de derrota. Nem cabe a palavra da moda, desapegar-se, pois pouco tenho ainda ao que me apegar. É desfazer. É sensação de desperdício. É desfazer-se. E evito parar pra pensar. Tudo piora quando penso. Venho e vejo o blog vazio. E constato que ele está assim porque a vida segue um tanto vazia. O coração também. Mantenho o nariz empinado dizendo que não preciso de mais do coração. Nele já tem a família, já tem os amigos-irmãos-queridos-de-todas-as-horas, já tem os outros amigos, já tem o futebol, a música, os livros e o cinema. Mas é balela. Falta a falta de fôlego. Isso eu não posso me dar.

Antigamente vinha aqui confessar, palpitar, compartilhar. Agora fica tudo subentendido nas entrelinhas ou telinhas do twitter e do facebook. A maioria acredita nessa fanfarronice. Mérito meu, que disfarço bem o vazio, ou desatenção delas. Não importa. Algumas poucas pessoas percebem o descabido. Mandam afagos em forma de palavras, beijos, carícias, versos ou prosa que revisito a todo momento e tento me reconhecer no que eles enxergam de mim. Me sinto idiota. Dramaqueen. Penso no tanque de roupa que não tenho pra lavar e concluo que esse é o problema. E fim da análise.

Shut me up.

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