O sofá cansa. A rua não atrai. O sol não se decide. Nada para ver na tv. Nem fome. Nem sono. E um livro travado. Algum conforto nos olhos fechados sob o antebraço. Mas o sofá cansa. Cheiro de ontem. Vontade nem de reticências. Só café. Não esse café. Mas café. Mais café. Talvez mais tarde. Quem sabe. Troca o braço que dormiu antes de você. Mente que está tudo bem. Escuta a música reciclada de um tempo onde tudo era menos complicado. Cheiro de fermento. Presume que é normal. Que todo mundo cansa do sofá. Mas que ninguém quer sair dele. E por isso o mundo parou. Nada se perdeu. Todos sob o antebraço. Deixa estar. Uma hora chega o sinal. Nem que seja o despertador do celular. No próximo dia útil.