Mês: março 2010

Aqui, ali e acolá

O Blog tá meio paradão mas eu não! Muita coisa nova acontecendo ao mesmo tempo. Por conta do novo emprego eu mudei de cidade. Meu Rio de Janeiro virou destino de fim de semana. Fui pro interior e ainda estou acertando meu ritmo com o da cidade. Ainda vivo um momento de improviso, com gaveteiros de plástico e uma arara no quarto. Mas a receptividade dos colegas de trabalho e de algumas outras pessoas por lá já me provaram que novos amigos de infância chegaram à minha vida e não vai demorar muito para eu me sentir em casa. E assim também acontece com minha vidinha virtual. O TeS não é mais meu único endereço. Além do @tudoemsimas, você me acha também palpitando no novíssimo Mulherada e no pé quente Magia Rubro-Negra. Apareçam, na Tijuca ou em Resende, no Twitter ou nos blogs, e fiquem à vontade. Mis casas, sus casas.

Cosas de la vita

Era quase um blind date. Em tempos de internet, isso significa que já se falavam via internet e até já se viram através de uma tímida webcam. Chegaram exatamente juntos ao primeiro encontro e, de tão improvável, isso parecia ser um bom presságio.

Igualdade desigual

Super atrasada, mas ainda no clima do Dia Internacional da Mulher, cá estou eu tentando concatenar as ideias e compartilhar algumas opiniões. Alguns amigos e amigas me consideram até um pouco machista. Mas o fato é que depois de já ter vivido algumas boas experiências nessa vida, desencanei de alguns (pré)conceitos e passei a tentar encarar algumas facetas da nossa grande jornada com mais simplicidade.
O que eu quero mesmo é falar de igualdade. Esse assunto está martelando a minha cabecinha oca já há algum tempo e por causa de assuntos diversos. Aproveitando a deixa do 8 de março, vou tentar expor algumas das minhas angústias. 
Eu acredito que não se deve tratar desiguais como iguais. Homens e mulheres são diferentes – muito diferentes – e isso é fato. E o que eu quero expor aqui vai parecer pura incoerência pois eu vou justamente reclamar da desigualdade. O grande desafio vai ser organizar o pensamento para que essa incoerência faça algum sentido (se é que isso é possível).
Tenho tido muita sorte na vida e trabalhado em grandes empresas. Realmente eu não tenho do que reclamar. Mas analisando friamente, muitos detalhes fazem grande diferença no dia a dia das relações entre homens e mulheres. Vamos aos exemplos práticos:

1. Plano de Saúde

Poucas são as empresas que permitem que as mulheres possam colocar seus maridos/companheiros como dependentes no plano de saúde. Isso afeta diretamente a renda da funcionária. Dois funcionários, um homem e uma mulher, que foram contratados no mesmo dia na mesma função terão renda diferenciada porque na casa da funcionária, o seu marido/companheiro não usufrui do plano corporativo da sua esposa. Nada justifica essa desigualdade de tratamento.

2. Auxílio Creche

Por contra partida, em muitas empresas apenas a funcionária tem direito a um benefício chamado auxílio-creche. A princípio muita gente dá vivas à isso, como se fosse uma compensação. Errado novamente. Qualquer funcionário deveria ter direito a tal benefício. Concedê-lo somente às mulheres faz com que a contratação de uma mulher seja considerada uma escolha mais cara para a empresa. Mesmo que a empresa não estimule esse tipo de pensamento, gerentes tapados pensam assim. Acreditem em mim.

4. Gravidez e Maternidade

Se reproduzir é necessário para a sobrevivência da humanidade por que as empresas insistem em perguntar ainda na entrevista se a mulher já é mãe ou pretende ser e quando? Para mim pessoalmente nem é um problema de fato (já desencanei da maternidade imediata, mas isso é assunto para uma postagem exclusiva), mas eu acho o fim da picada querer saber se a mulher quer engravidar ou não. É um sinal incontestável de que o pensamento que ali impera é praticamente medieval. Mulheres engravidam, ponto. Faz parte da natureza. Tentar sempre “contabilizar” isso é a estupidez mor dos gerentes e das empresas.

5. Chefia

Mulheres ainda são minoria em cargos de chefia. Não são duronas. Precisam se preocupar com filhos e isso as torna menos “disponíveis” do que os homens. E vários outros argumentos preconceituosos. Faça-me o favor! Jogue a moça na fogueira e deixe-a se virar! Já trabalhei com mulheres muito mais exigentes do que homens. Cobre pelo resultado e esqueça o resto. Mas não assuma antes que, por ser mulher, uma pessoa não “serve” para a função. Uma outra faceta deste mesmo problema é que, para acabar com a defasagem gerencial, muitas empresas instituíram “cotas” de diversidade. Um número X de gerentes deve ser de mulheres. Triste escolha. Isso significa que uma mulher poderá escolhida para um cargo de liderança a despeito da sua real capacidade. Se ela faz m, vai a empresa inteira soltar piadinhas do tipo “bem feito, devia estar pilotando um fogão”. E isso só piora as coisas… Acaba com o crédito da mulherada. 
Não sei se consegui demonstrar exatamente qual é o meu descontentamento. Como eu disse lá no começo, eu sei que homens e mulheres são diferentes, mas para mim isso não justifica esses exemplos da mais ultrapassada desigualdade. Em pleno século XXI homens e mulheres mudaram os seus comportamentos. Homens se flexibilizaram e mulheres se endureceram. Por que ainda resistir a isso? Por que achar que conceitos que eram válidos na década de 70 ainda podem ser aplicados em tempos de pura competitividade? Querem pasteurizar o mundo, tornando-o o habitat de andrógenos dos dois gêneros? Respeitemos as diferenças e deixemos o povo trabalhar! Teno certeza de que disposição não vai faltar.
[Post publicado também no Mulherada]

O dia que viajei na Máquina do Tempo

Sim! Fui convidada pelo querido Ocktock a dar uma voltinha no bom e velho DeLorean rumo às terras glamourosas do Hard Rock “Farofa”. O resultado dessa aventura está bem aqui. Eu adorei a viajem. Já o piloto, acho que voltou meio mareado… =)

[Café 22] Lições da Telona

  • Para saber o que é o Café 22″, clique aqui e/ou aqui.
  • Preciso colocar algumas coisinhas aqui que no nervosim acabaram ficaram mal desenvolvidas e mesmo de fora da apresentação. Mas não vou conseguir fazer isso agora. [05/03/10] Então lá vai!
MOSTRE O SEU VALOR
Não é simplesmente “lute pelo quer ou o que deseja”. É encare as dificuldades tendo em conta não as suas limitações mas os seus talentos. Use o que você tem de melhor. Busque as soluções dentro de você levando em conta o próprio ambiente e as pessoas a sua volta. Os sinais estão por aí.
O engenheiro que virou professor só venceu a resistência dos alunos à sua autoridade quando adotou métodos heterodoxos durante as aulas e, principalmente, quando passou a tratar os alunos como adultos. Deixou de ser um professor e passou a ser um amigo mais velho que sabia como aumentar a auto-estima do grupo e estimular o respeito entre eles.
A secretária que descobre que suas sugestões estão sendo “roubadas” por sua chefe vai à luta para emplacar suas idéias. Nas mazelas do mundo corporativo, algumas de suas decisões são até questionáveis. Mas ela assume a responsabilidade e apruma o foco e, com inteligência consegue atingir seu objetivo. 
Arrisque-se. Sempre temos algo a oferecer. Não subestime sua família e amigos. Principalmente, não faça deles uma desculpa para não ousar. Eles sempre vão te apoiar. No caso dos nossos heróis o estímulo para toda a ousadia em questão foi o desemprego. Na nossa vida às vezes nem precisamos chegar a tanto. Basta reconhecermos que querermos mais: queremos ser realmente felizes. Qual o seu talento oculto?
ENXERGUE, (RE)APRENDA
Não olhe a vida pela a janela. Preste atenção às coisas, pessoas e oportunidades à sua volta. Nem que para isso preciso de óculos, lupas, binóculos ou óculos 3D mas enxergue-as!  
Esse filme nos mostra que às vezes precisamos desaprender o que (achamos que) conhecemos e aprender tudo novamente. Tanto o rapaz que era cego e agora enxerga quanto aqueles que estão à sua volta. Detalhes que nunca passariam pela nossa cabeça devem ser levados em conta. E precisamos de humildade para reconhecer que, muitas vezes, precisamos mesmo recomeçar o aprendizado do zero. De peito aberto.
O que este filme tem para ensinar é muito simples: nem tudo é como vemos à primeira vista. Pense lateralmente que a solução aparece. Considere o poder da coletividade. E não esqueça de considerar a diversidade desta mesma coletividade. Vamos encontrar vários tipos na vida: os que lutam com você e os que, involuntariamente ou não, lutam contra você. Perceba a diferença entre eles e aprenda com isso.

DECIDA-SE
Faça suas escolhas. E responsabilize-se por elas.

A Qualquer Preço (1998)

Do próprio John Schlichtmann: “Era um buraco negro. Todos os que tiveram contato com o caso foram testados no sentido de mostrar quem eram, no que acreditavam e as escolhas que queriam fazer como seres humanos. O caso Woburn forçou-nos a revelar o quanto nos importávamos com a verdade ou o quanto estávamos querendo perpetuar as mentiras. Essa foi a grande magia.”

O Senhor dos Anéis – A sociedade do anel (2001)
Frodo: I wish the ring had never come to me. I wish none of this had happened. 
Gandalf: So do all who live to see such times. But that is not for them to decide. All we have to decide is what to do with the time that is given to us.

Dumbledore: No spell can reawaken the dead, Harry. I trust you know that. Dark and difficult times lie ahead. Soon we must all face the choice between what is right and what is easy.

PERSISTA
Não desista. Simples assim. 
Ele decidiu entre o que seria fácil e o que era certo. Se você não o assistiu, pare tudo e alugue agora. O filme dispensa explicações ou apresentações. 
Reafirmo: Procurando Nemo é muito maior do que uma animação para crianças. Veja o filme e reflita sobre todas as suas nuances: superação de perdas, que precisamos correr riscos, conflito de gerações, ritos de passagem e amadurecimento, entender outras culturas, o preço da liberdade, amizade, confiança e persistência. Tente identificar tudo isso no filme e me mostre o que mais podemos tirar dele. Vou adorar saber que deixei ainda escapar alguma coisa.
VIVA
Só isso: nunca deixe de querer viver. 😉

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