Mês: setembro 2009

Pequenas grandes coisas que me fazem sorrir

Cheiro de café

Chocolate quente (de verdade) no frio
Mãozinha de bebê segurando nosso dedo
Macarrão ou feijão da minha mãe
Coca-cola muito, muito, muito gelada
Beijo no pescoço
Sentar à noite com os pés na piscina de água fresca
Achar notinhas de dinheiro esquecidas no bolso da calça
Cheiro de refogado de alho no azeite
Tirar o sapato depois daquela super festa e pisar na cerâmica fria
Sair do banho com o cheiro do sabonete
Ver o sol nascer
Cheiro de terra molhada de chuva
Filme com cobertozinho numa tarde chuvosa
Pão recém saído do forno da padaria
O primeiro gole daquela cerveja super gelada
Rir até chorar ou doer a barriga
Banho de mangueira/borracha no quintal numa tarde quente
Pipoca salgada fresquinha feita em casa
Abraço apertado de amigo
(*) A imagem veio daqui.

Perdas

Essa é a palavra que resume o ano de 2009 para mim. Em vários aspectos e várias situações, a palavra perda se repetiu fria e cruelmente no decorrer do ano. E algo me diz que ainda não acabou. Mais uma mudança acabou de acontecer na minha vida. E mais uma à revelia da minha vontade. Surpresa, mágoa, frustração, apreensão, angústia e muita coisa passando na minha cabeça agora. Insegurança e baixa autoestima no top-top. Aquela coisa de que muita coisa poderia ter sido feita de forma diferente. Ou aquela outra de que eu tomei decisões erradas. Ou então a máxima da autopiedade que diz “pelo menos eu tentei”.

Várias pessoas estão ao meu lado. Um apoio que poucas vezes na vida me vi recebendo. E não dá pra refletir em palavras o quanto sou grata por isso. “Nada acontece por acaso”; “quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela”; “o que é seu está guardado” e muitas outras frases feitas (ou nem tanto) para situações assim chegam aos montes no meu email e via SMS (graças a Deus). São inúmeros depoimentos de apoio e solidariedade. Às vezes eu até consolo em vez de ser consolada. Mas o fato é que (sem medo do exagero previsível e clichê por trás desta colocação) eu não sei o que seria de mim hoje se não fosse essa torrente de demonstrações carinhosas. Só me resta dizer: obrigada, Deus, pelos meus amigos!

Agora é pensar o que deu errado e o que fazer daqui pra frente. Penso se não seria essa a hora de vender água de coco em Fortaleza ou fazer artesanato em Porto Seguro, mas acho sinceramente que não vai ser esse o caminho a seguir. Ao mesmo tempo em que algo me diz que logo, logo tudo se resolve, outra voz insiste em me dizer que irei penar um bocado e o ânimo cai em velocidade vertiginante. Mas já dizia Walter Franco: “Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo”. Respiro e tento seguir com o miniplano: lembrar de todo mundo que pode me ajudar. E agradeço imensamente desde já.

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén