Pequenas grandes coisas que me fazem sorrir

Cheiro de café

Chocolate quente (de verdade) no frio
Mãozinha de bebê segurando nosso dedo
Macarrão ou feijão da minha mãe
Coca-cola muito, muito, muito gelada
Beijo no pescoço
Sentar à noite com os pés na piscina de água fresca
Achar notinhas de dinheiro esquecidas no bolso da calça
Cheiro de refogado de alho no azeite
Tirar o sapato depois daquela super festa e pisar na cerâmica fria
Sair do banho com o cheiro do sabonete
Ver o sol nascer
Cheiro de terra molhada de chuva
Filme com cobertozinho numa tarde chuvosa
Pão recém saído do forno da padaria
O primeiro gole daquela cerveja super gelada
Rir até chorar ou doer a barriga
Banho de mangueira/borracha no quintal numa tarde quente
Pipoca salgada fresquinha feita em casa
Abraço apertado de amigo
(*) A imagem veio daqui.

Perdas

Essa é a palavra que resume o ano de 2009 para mim. Em vários aspectos e várias situações, a palavra perda se repetiu fria e cruelmente no decorrer do ano. E algo me diz que ainda não acabou. Mais uma mudança acabou de acontecer na minha vida. E mais uma à revelia da minha vontade. Surpresa, mágoa, frustração, apreensão, angústia e muita coisa passando na minha cabeça agora. Insegurança e baixa autoestima no top-top. Aquela coisa de que muita coisa poderia ter sido feita de forma diferente. Ou aquela outra de que eu tomei decisões erradas. Ou então a máxima da autopiedade que diz “pelo menos eu tentei”.

Várias pessoas estão ao meu lado. Um apoio que poucas vezes na vida me vi recebendo. E não dá pra refletir em palavras o quanto sou grata por isso. “Nada acontece por acaso”; “quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela”; “o que é seu está guardado” e muitas outras frases feitas (ou nem tanto) para situações assim chegam aos montes no meu email e via SMS (graças a Deus). São inúmeros depoimentos de apoio e solidariedade. Às vezes eu até consolo em vez de ser consolada. Mas o fato é que (sem medo do exagero previsível e clichê por trás desta colocação) eu não sei o que seria de mim hoje se não fosse essa torrente de demonstrações carinhosas. Só me resta dizer: obrigada, Deus, pelos meus amigos!

Agora é pensar o que deu errado e o que fazer daqui pra frente. Penso se não seria essa a hora de vender água de coco em Fortaleza ou fazer artesanato em Porto Seguro, mas acho sinceramente que não vai ser esse o caminho a seguir. Ao mesmo tempo em que algo me diz que logo, logo tudo se resolve, outra voz insiste em me dizer que irei penar um bocado e o ânimo cai em velocidade vertiginante. Mas já dizia Walter Franco: “Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo”. Respiro e tento seguir com o miniplano: lembrar de todo mundo que pode me ajudar. E agradeço imensamente desde já.