O Filme da Minha Vida

Uma dúvida passou a me atormentar desde o primeiro momento em que me dispus a participar da Blogagem Coletiva “O filme da minha vida” promovida pelo Blog Fio de Ariadne: qual é o filme da minha vida? Descobri simplesmente que eu não sei responder a essa pergunta. Tenho alguns muitos filmes que representam um tanto da minha vida, vocês podem ver isso caixinha aqui ao lado sb o título de Cine Paradiso. Mas qual deles eu poderia dizer que é O filme? Não sei. Resolvi então adotar um critério um tanto ilógico. Como vivemos na era do roteiro adaptado, resolvi escolher para este post o filme que, para mim, representa o maior desafio de adaptação de todos os tempos. Aquele que me permitirá dizer aos meus netos: “faço parte da geração que viu este Best-seller tornar-se um mega blockbuster sem decepcionar a maioria esmagadora dos fãs”. Assim a escolha fica óbvia. Estou me referindo à trilogia de O Senhor dos Anéis.

Faço parte dos milhares de fãs dos contos de J.R.R. Tolkien. Li O Hobbit e na seqüência os três livros da trilogia literária, A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei além de O Silmarillion, Contos Inacabados e As Aventuras de Tom Bombadil. Tornei-me consumidora de tudo o que se referia à Terra Média: livros, jogos, ilustrações, RPGs PBMs, etc. Assim, ao tomar conhecimento dos planos de Peter Jackson de levar a trilogia para o cinema, eu passei a acompanhar toda e qualquer notícia da produção e fiquei com um elefante, ou melhor, um olifante atrás das orelhas. O que iriam fazer com todo o mundo mágico que existia dentro da minha cabeça? Com todas as paisagens descritas no detalhe por Tolkien e que eu tinha tão claramente gravadas em minha memória literária. Pois Jackson conseguiu o que 99% dos fãs acharam que ele não conseguiria: ser fiel a Tolkien. É claro que três enormes volumes não poderiam ser levados impunemente às telonas, mas as escolhas dos cortes feitas por Jackson em nenhum momento comprometeram o cerne da estória.

Esqueça tempo e espaço tal qual o conhecemos e você se verá na Terceira Era, acompanhando o conflito contra o mal numa terra fantástica e única, chamada Terra-Média, onde um jovem hobbit recebe de presente de seu tio o Um Anel. Tal presente se transforma numa inesperada aventura para destruir o Um Anel e, consequentemente, assegurar a destruição de Sauron, a personificação do mal na Terra Média, senhor de Mordor e criador dos Anéis de Poder. Juntam-se a Frodo Bolseiro (Elijah Wood) oito companheiros, representantes dos vários povos da Terra Média, os humanos, hobbits, elfos, anões e um poderoso mago, que iriam auxiliá-lo na árdua tarefa e acompanhá-lo por uma jornada de perigo, medo, adversidades e encontros com criaturas bizarras e fantásticas. A “Sociedade do Anel” logo se fragiliza e se quebra, restando a Frodo continuar sua jornada acompanhado apenas por seu amigo fiel, Samwise Gamgee (Sean Astin), e pelo traiçoeiro Gollum (Andy Serkis), um dos antigos possuidores do “Um Anel”. Ao mesmo tempo, o mago Gandalf (Ian Mckellen) e o humano Aragorn (Viggo Mortensen), herdeiro exilado do trono de Gondor, lutam para reconstruir a aliança entre os Povos Livres da Terra Média em uma guerra, a Guerra do Anel, contra Sauron.

Absorvi os filmes com a mesma voracidade com a qual havia devorado os livros anos antes. Fui para fila do cinema 3, 4 horas antes do início de cada um dos filmes. Me deslumbrei com a transformação da Nova Zelandia em Terra Média. Fiquei irritada com a erotização da Arwen e a mínima aparição de Galadriel. Mas fiquei fascinada como as diversas raças e povos foram cuidadosamente construídas, ganhando vida aos nossos olhos, desde os hobbits, anões e elfos até os orcs, nazgûl, olifantes, ents e, principalmente por que não, o asqueiroso e pegajoso Gollum.
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É isso! Deixo os clássicos queridos para cinéfilos e cinéfilas mais versados e mais entendidos do que eu e fico com a trilogia que virou uma espécie de identidade. Alguns amigos comentam entre si: “quer saber de ‘O Senhor…’, fala com a Claudinha”. Acho que foi a escolha mais acertada. E finalizo esta homenagem citando Gandalf e uma verdade que vale para o filme ou para vida real: “All we have to decide is what to do with the time that is given to us.”

Blogagens Coletivas

Ambas promovidas pela Vanessa:

20 coisas que (quase) ninguém sabe sobre mim

  1. Falo sozinha o tempo todo.
  2. Tenho alergia a penicilina e a amendoim.
  3. Não gosto do meu nariz nem dos meus joelhos.
  4. Possuo um amor platônico.
  5. Me odeio quando perco a hora.
  6. Já ganhei um festival de música como letrista.
  7. Não sou fã de rosas vermelhas.
  8. Fiz figuração na novela A Gata Comeu.
  9. Demoro demais para perdoar.
  10. Me arrependo de não ter feito a pós em jornalismo que um professor sugeriu.
  11. Sou muito, muito, muito mais tímida do que aparento. 
  12. Não entendo nada de literatura brasileira (e me envergonho muito disso).
  13. Adoro jogar pocker.
  14. Nunca gosto de fotos minhas.
  15. Tenho um ótimo senso de direção.
  16. Muito dificilmente mudo minha primeira impressão de alguém.
  17. Sei fazer panquecas e virá-las no ar.
  18. Quando adolescente, queria ser engenheira química especializada em energia nuclear.
  19. Ainda choro quando vejo E.T.
  20. Adoro a penumbra mas tenho medo do escuro (e dos monstros do armário).