Mês: janeiro 2009

Sabotaram minhas ferias

(fé.ri:as)
sfpl.
1 Dias consecutivos para descanso de trabalhadores e de estudantes, após um período anual ou semestral de atividade (férias regulares; férias de meio de ano).
[F.: Pl. de féria.]

Aí vem o governo e aumenta para 60% os produtos importados sujeitos à Licenciamento Prévio Não Automático. Putz. Se já não bastasse a chuva e o pouco dinheiro. Explicando: quem quiser importar algum produto dentre os listados, precisará pedir autorização prévia ao governo federal que irá analisar caso a caso. Não é exagero. É assim mesmo. Existem especialistas para isso, mas euzinha não acho que esse é o melhor jeito de lidar com a crise. Barrar importações para requilibrar a balança deficitária por causa da crise? Nem os exportadores engolem essa. Quem vai conseguir manter o nível de produção com um prazo que vai se extender sem avanço agregador de valor por mais de 60 dias? Como se preservarão os empregos que restaram assim? Para quem não teve paciência de ler nos jornais, os setores afetados são a indústria de moagem (trigo), plásticos, borrachas, ferro e aço, obras de ferro fundido, cobre e alumínio, bens de capital, máquinas e aparelhos elétricos, têxteis, material de transporte (autopeças), automóveis e tratores, aparelhos ópticos e instrumentos cirúrgicos. Ou seja, se repararam nos negritos, estou frita.

É essa a liderança que o Brasil está tentando impor junto aos organismos internacionais? Dizendo que os países ricos têm excesso de protecionismo durante os discursos inflamados de nossos diplomatas e implantando a prática da mais banal barreira do comércio internacional? Só falta dizerem que não cabe nenhuma retaliação e que os exportadores (aqueles que conseguirem manter suas fábricas funcionando) não têm com o que se preocupar pois vão continuar exportando normalmente. Duvido… Que papelão! Grande burrada!

Com a palavra, meu Patrono.

A Crise e a Criatividade

Acabei de ler no Bluebus que a Columbia não anunciará seu blockbuster do próximo verão no intervalo do Super Bowl (1 de fevereiro, direto de Tampa Bay, com transmissão ao vivo na ESPN) como de costume. Em vez disso, o trailer de 2012 estimula a busca do termo no Google. Assim mesmo: “2012”. Ou seja, em vez de desembolsar alguns milhões no intervalo mais caro do mundo (no ano passado, 30 segundos valiam USD 2,7 milhões) o estúdio investe na curiosidade humana e dribla o mercado sem precisar pedir um tostão verde aos investidores ou futuros credores falidos, quer dizer, bancos. Gostei. Lamento um pouco porque os comerciais do Super Bowl são um show a parte e se a moda pega… Bom, mas torço imensamente para que a multinacional na qual trabalho também tenha essa criatividade e jogo de cintura para driblar a marolinha.

  

Picasa e eu

Na Revista Digital d’O Globo de hoje, Cora Rónai escreve tudo o que eu não consegui escrever sobre o Picasa 3. É o editor de fotos do Google que eu uso desde que fiquei órfã do Kodak EasyShare há uns dois anos. Na verdade primeiro eu conheci o Álbum da Web. Estava sem alarde algum lá na página inicial do Google e achei muito mais simples para minha utilização do que o Flickr. De lá pra cá nunca mais anexei mais do que 3 fotos em um email. Só compartilho álbuns. Baixei o aplicativo pouco tempo depois e passei a usar para pequenos acertos, como corte e acerto de contraste. Nada muito elaborado mas mudou minha vida. Até então eu não fazia nenhum tratamento nas imagens. Eu nunca tive muita paciência para as variadas versões do Photoshop e a simplicidade do Picasa caiu como uma luva.

Agora foi lançado o Picasa 3 cheio de novidades. Maiores detalhes e melhores comentários vocês podem encontrar no internETC da Cora. Vou me dedicar aqui a dois pontos que eu achei simplesmente fantásticos. O primeiro é o visualizador de imagens que dá de mil no similar que vem no Windows. Sem exagero. Além de sua transparência ser um charme a parte, ele faz com que todas as fotos pareçam leves. Muito legal. O outro ponto que eu quero destacar é a ferramenta de Tags de nomes dos álbuns da web.

Deixem-me até mudar de parágrafo. Estou completamente deslumbrada. Para mim, cores e formas na visão de dentro para fora do PC seriam apenas um punhado de pixels. Bom, meus amigos sabem que eu tiro é foto. Colocar tags em tantas fotos parecia um trabalho impossível que eu nunca faria. Até que bichinho começou a fazer o reconhecimento de imagens por similaridade. Eu marco uma foto e a ferramenta simplemente varre todas as outras procurando rostos parecidos e sugerindo a marcação. Muita gente vai dizer que isso não é novidade (já que existem OCR e variações há séculos), principalmente para uma pessoa antenada como eu (?!?!). Outros vão dizer inclusive que o Google vende ferramentas assim para uso da NASA, do Pentágono ou mesmo da ABIN. Tudo bem, pode até ser, mas euzinha, usando em minha casa? Deu até arrepio. Hoje tenho mais de 90% das minhas fotos marcadas. Posso compartilhar as fotos individualmente, por álbum ou por pessoa. Ou seja, posso marcar todas as 372 fotos da Silvete e compartilhar com ela somente estas fotos, independente do álbum em que estejam. Fascinante!

Obs.: Dona Cora prometeu mais comentários na semana que vem. Aguardando ansiosamente! =)

O Curioso Caso de Benjamim Button

O novo filme de Brad Pitt estreia (errei ao tirar o acento?) nos cinemas em 16 de janeiro. O Curioso Caso de Benjamim Button é um drama baseado no conto homônimo de 1922 do norte americano F. Scott Fitzgerald, que narra a história de um homem que nasce com 80 anos e na medida que os anos vão passando, começa a rejuvenescer. Benjamin conhece o amor aos 50 anos de idade quando se apaixona por uma mulher mais jovem, interpretada por Cate Blanchett. O conflito é óbvio: ela envelhece normalmente enquanto nosso herói fica mais jovem a cada minuto. Sobre o filme, por enquanto só temos as dicas dadas por algumas críticas, que a propósito, foram implacáveis com o diretor David Fincher. Entretanto, o fascínio exercido pela singular narrativa original está presente em todas as resenhas que li sobre o conto original. Isso para mim já é o bastante para fazer valer os 9, 12 ou 15 reais da entrada do cinema. Comentários pessoais sobre o filme e o conto, após isso.

 

Curiosamente, em dezembro de 1977, Chico Anysio apresentou no Fantástico a crônica “Nascer velho e morrer criança“, de Marcos César. A nossa memória é estranha porque, inexplicavelmente, eu tenho essa crônica viva na memória apesar de ter apenas quatro anos na época. Não me lembro se assisti em alguma reprise, mas tenho certeza de que é uma lembrança muito antiga. Quando vi o trailer de “O Curioso…”, na mesma hora me lembrei do quadro e fiquei curiosa pra saber se foi coincidência ou adaptação… Não achei nenhuma outra referência na web além dos vídeos disponíveis no site do programa então vou continuar a viver com a dúvida. Vejam o trailer do filme e o vídeo do Fantástico.

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