Tem sempre uma primeira vez

Estou com muita raiva. Nunca pensei que fosse me sentir assim com relação a alguém que amei tanto. Paciência.

É assim que vai ser?

Deu no Bluebus: 33% dos homens acham que não tem problema em terminar por email. Acho que a era digital está, definitivamente, começando a sequelar as relações humanas.

É tanta tecnologia de comunicação que deixaria até Chacrinha embasbacado. O curioso é que sobra mensagem, mas falta intimidade. Falta aquela mensagem pessoal, o contato, o sentimento por trás da mensagem. Aquele que não é “encaminhável”.

De acordo com a pesquisa em questão, até que rola uma mensagem pessoal, mas não se trata de um mensagem de apoio ou de carinho, mas uma paulada na cabeça. Já que não é preciso olhar no olho, cresce o número de covardes simpatizantes da prática de terminar um relacionamento com uma mensagem. De certa forma a TV meio que profetizou isso quando mostrou a Carrie de Sex and the City recebendo um toco através de um famigerado e despretencioso Post-It (não me lembro o nome do canalha e muito menos a temporada; quem sabe um dia eu atualizo aqui…). Mas o fato é que banalizou-se a impessoalidade. Estamos, cada vez mais, usando nossos poderes para o mal. Onde vamos parar? Espero que não seja isolados em cubículos cercados de cabos e telas por todos os lados. Oops, acho que já somos assim…

Feliz 2008!

O universo blogueiro nunca esteve tanto em discussão. E eu fico pensando se realmente devo me incluir nessa elite da contra cultura que luta pela liberdade de expressão ou simplesmente pela utopia da informação totalmente compartilhada.

Não escrevo decentemente há muito tempo. Assunto não faltou. Passou Natal e até o ano mudou. O carnaval já passou e a Mangueira não decepcionou (afinal, eu pelo menos não esperava nada diferente do pseudo-desfile da verde-e-rosa). E por aí vai.

Na minha vida também as coisas não necessariamente seguiram o caminho que eu esperava. No fim das contas, nada mudou. Mesmo bat-emprego, mesmo bat-endereço, mesma bat-mesmice. Até aí tudo bem. Só que tudo isso sem a tal da inspiração. Aí é fogo.

O lado bom? Passei a admirar ainda mais escritores. Colunistas então, nem se fala! É talento mesmo. Escrever todo dia, com ou sem assunto, com ou sem inspiração. Impressionante.

E por isso é que volto ao meu espaço querido. Como já escrevi e reescrevi várias vezes por aqui, escrever precisa de exercício. E vou voltar a me exercitar na marra mesmo. Posso perder algum dos meus 7,5 fãs, mas é risco que tenho que correr. Vai rolar uma ou outra baboseira, ok? Mas é por uma boa causa: a minha! =)