Mês: setembro 2006 Page 1 of 2

Meu mais novo Candidato!

Afinal, esse é o único Presidente que IMPORTA!!!!

E ainda toca bateria…. Dá-lhe Brunebas!

Uma simples atitude para [re]começar

Da séria série “Falando Sério”: Episódio III

Sempre que penso em política eu me lembro de pronto das aulas onde viajávamos no tempo para conhecer o jeito grego de administrar a cidade de forma democrática, o cenário das decisões comunitárias, decididas nas praças, sob a orientação dos líderes respeitados por todos. Falar de ética, por sua vez, me remete imediatamente ao conceito de moral, de certo e de errado na nossa conduta, na nossa maneira de agir. Invariavelmente, na prática, associamos a ética, não ao estudo filosófico dos julgamentos de valor, da relação entre o bem e o mal, mas à boa conduta, ao certo, ao correto.

Essas podem não ser exatamente as definições mais aceitas, claras ou mesmo objetivas, tão pouco filosóficas, de ética e de política. Tal relação é tema infindável, largamente discutida por estudiosos indiscutivelmente mais dedicados do que eu. Mas acho que esses pensamentos simplistas refletem a pureza do que esperamos ou, ao menos gostaríamos de esperar, da arte política moderna: uma atuação orientada, primordialmente, pelo que é o certo a ser feito para o bem–estar comum.

Acredito que a nossa maior dificuldade está em descobrir como recuperar a linha limítrofe entre o certo e errado a patamares realmente razoáveis e não mais apenas aceitáveis. Nossa sociedade deixou essa linha tornar-se elástica demais. Aceitamos e toleramos cada vez mais práticas inadequadas de forma que acabamos por legitimá-las. Com isso, tristemente perdemos o jeito de como corrigir tal deslize. Como pais que não conseguem dizer não a seus filhos depois de anos de mimos. Resta apenas o desespero interior frente a uma impotência cuja causa pode até ser negada, mas nunca é realmente desconhecida.

Somos os principais culpados pelas práticas imorais de nossos governantes. Coloquialmente, somos co-responsáveis pela falta de ética na política. O que fazer para mudar? Pensar. Re-pensar. De alguma forma, precisamos primordialmente recuperar o respeito pelo próximo e reconstruir nossos valores morais e, conseqüentemente, nossos conceitos de certo e errado em várias práticas cotidianas, de cidadania e civilidade, para que possamos saber exatamente o que cobrar daqueles que devem nos representar para legislar e governar. Quem sabe assim faremos com que ética e política deixem de ter aspectos tão contraditórios e antagônicos e passem a ser, não em sonho, mas corriqueiramente, um pleonasmo?

A listagem com os participantes da Blogagem Coletiva está aqui.

PS: Beijo para a Laura pela iniciativa.

Blogagem Coletiva

Participe!

Mente fértil

Divertidíssimo o post da cabecinha mais criativa da blogsfera:

Peanuts aos 30.

– Alô, Charlie Brown? 
– Olá, Isaura. Como vai, minha irmã? 
– Nada bem, nada bem… não aguento mais o Linus… 
– Os problemas continuam, é? 
– Po, nunca consigo ir prá cama sozinha com ele! Somos sempre ele, eu e aquele maldito e imundo cobertor! Uma vez eu escondi aquela bosta e ele ficou sem dar no couro até eu devolver…ai, acho que esse casamento não sai nunca… 
– Sorte sua. 
– E você, meu irmão? como vão as coisas com a Lucy? 
– Iguais. Ela sai, não diz onde vai, nem com quem. Desde que nos casamos é assim. Na verdade era assim antes de nos casarmos. Ela diz que passa o dia inteiro naquele divã, dando consulta. 
– A-ham… ‘dando consulta’, sei… 
– Mas eu acho que ela arrumou um outro trabalho… ela não me disse, mas eu já saquei. 
– É? Onde? 
– Numa barbearia. 
– Barbearia? como você sabe? 
– Ah, ele chega todo dia com dinheiro no bolso, cheirando a loção pós-barba e cheia de pelinhos na roupa. 
– Ai, Charlie Brown… 

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– Você é um imprestável, Chalie Brown. 
– Qual foi o problema agora, Lucy? 
– Você, Charlie Brown, meu problema é você. Sempre foi. 
– Está comigo porque quer. 
– Não! Estou com você por falta de opção! Pior! Por ter feito a opção errada. Era você, o Chiqueirinho ou o Schroeder. 
– Porque não casou com o Chiqueirinho? 
– Pois devia! Se eu pelo menos soubesse que ele ia ganhar milhões processando o Cascão por plágio, sim, eu teria ficado com ele! Mas eu ainda não tenho bola de cristal. 
– Não sei porque você não se casou com o Schroeder, então. 
– Eu só não me casei com ele porque o pobre teve a infelicidade de inventar o tal Kama Sutra Clássico, e prendeu o bingolim na tampa do piano. De pianista virou castrato. 
– Eu também poderia ter me casado com outra pessoa, tá? 
– Ah, tá, quem? 
– Ah… a Patty Pimentinha… 
– Prá começo de conversa ela gosta do que você gosta. Ela tem uma mulher que chama ela de “Senhor”. 
– Como assim? Ela foi a primeira mulher com quem eu… 
– Ah! Então tá explicado porque ela te chama de “Minduim” 

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– Charlie Brown, que malas são essas? 
– Estou te deixando, Lucy. 
– Você quer apanhar, seu inútil? Como assim me deixar? 
– Estou indo embora. Ponto. Está na hora de fazer alguma coisa por mim nessa vida. 
– Charlie Brown… Charlie Brown volte já aqui! eu ainda não terminei com você! Sou EU que deixo você no vácuo! Sou EU quem tira a bola quando você vai chutar! Não me deixe falando sozinha ou você vai se arrepender! 
– Adeus, Lucy. Diga ao Snoopy que eu sentirei falta dele. 
– Charlie Brown, eu já disse que o Snoopy era um Beagle nor-mal! Ele já morreu faz 15 anos! 
– Ele era meu amigo! 
– Não, sua besta! Ele era um cachorro! Ou você acha normal um cão voar em cima da casinha, falar com passarinhos amarelos e datilografar cartas ? 
– Mas eu me lembro… 
– Eu também, seu otário. Mas isso parou quando as nossas mães descobriram que a gente chupava uns cogumelos estranhos naquele campo de baseball. 
– Bem, não interessa. Estou indo embora de vez. Vou morar com outra mulher.
– Como assim outra mulher? Que mulher é essa? 
– A Garotinha Ruiva. 
– Garotinha Ruiva???? Essa vadia sumiu há vinte anos, como é que você achou essa mocréia? 
– Orkut, Lucy, orkut. 

Alterego Binário

Juntando os zeros-e-uns do Otávio com os zeros-e-uns da Dalvinha e consultando a tabelinha de códigos e caracteres, apresento-lhes o ASCII Art da blogueira que lhes escreve:


Ok, ok, eu confesso: não fiz sozinha… Humpf!
Na verdade, quem fez foi o ASCII-O-Matic, que eu descobri aqui.
Ainda não me decidi, mas acho que gostei.

Ele é Brasileiro?

SIIIIMMMM!
Porque, caramba, ele não desiste nunca mesmo!

Rolei de rir com esse vídeo. De doer a barriga. Esta divertida sátira – com os atores Ricardo Pipo (o Palestrante) e Welder Rodrigues (Joseph Climber) – é uma das engraçadíssimas performances da Cia Os Melhores do Mundo. Como é que eu não conhecia esses caras?

Posso falar sem medo de ser cliché: rir é o melhor remédio! (Ok, eu sei que vira e mexe eu sou ‘cliché’, mas disfarça, vai…)

Só de Sacanagem

Da séria série “Falando Sério”: Episódio II

Ana Carolina está na mídia.
Elisa Lucinda está na mídia.
Escândalos estão sempre na mídia.
Desabafos interessantes, nem sempre.

A íntegra do texto pode ser lida aqui.

Faz sentido

Comunidade em evidência (esqueçam o conteúdo, o título basta):

“Para quem se perde em seus próprios pensamentos…”

É… acho que isso tem acontecido com certa freqüência ultimamente.

Para ficar ainda mais emocionante, transcrevo a frase que descreve minha “Sorte de Hoje”:

“O melhor profeta do futuro é o passado”

Mea Culpa

Da séria série “Falando Sério”: Episódio I

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.”

O texto acima é atribuído à Bertolt Brecht e é mencionado no encerramento da cartilha Operação Eleições Limpas lançada pela Associação dos magistrados brasileiros (AMB) para combater o voto nulo. Sou obrigada a dizer que discordo um pouco do ilustre poeta e dramaturgo. Na verdade acredito apenas que o célebre alemão não poderia vislumbrar o que estaria por acontecer no Brasil ao alvorecer do terceiro milênio. Os inúmeros supostos analfabetos políticos brasileiros da atualidade talvez nem saibam que o são. Nasceram como conseqüência de décadas (não tenho medo de estar exagerando) de descaso social. Cresceram alimentados pelo desprezo de seus governantes, testemunhando escândalos sucessivos e nauseantes num crescendo ensurdecedor impregnado de falácias, ousadia e desrespeito. Tornaram-se adultos acostumados à banalização das mais desonrosas práticas anti-sociais (compra de votos, crimes do colarinho branco, negociatas, lavagem de dinheiro, desvios de verbas, corrupção ativa e passiva, nepotismo, tráfico de influência, abuso de poder) convivendo muitas vezes com expressões ou situações menos auto-explicativas (promiscuidade partidária, precatórios, jetons, parlamentares pianistas, confisco, anões do orçamento, fraudes no Sivam/Sudam/Sudene, governabilidade por MPs) e outras tantas que falam por si só (grampos ilegais, juiz lalau, pizza, mensaleiros, sanguessugas). Acostumaram-se, ou melhor, ouso dizer que foram estimulados, a generalizar o político pela sua pior imagem e, conseqüentemente, são mantidos no analfabetismo político à sua revelia. Não lhes foi dada sequer a opção de querer ser um dos tais imbecis citados por Brecht.

Apesar de adorar o estudo e as teorias das Ciências Políticas, eu seria desonesta se dissesse que tenho o mesmo interesse pelo cotidiano das questões relativas à política partidária brasileira. Muito, feio! Sei que não deveria. Afinal, o cidadão é livre para apoiar ou associar-se ao partido político que lhe convier e esta prerrogativa, juntamente com a realização de eleições regulares (livres e idôneas), a livre escolha de candidatos, a liberdade de expressão, a garantia das liberdades e dos direitos civis e a independência dos poderes executivo, legislativo e judiciário, ajudam a compor os pilares do que deveria ser a instituição mais próxima, no nosso caso, de uma democracia representativa.

Fico revoltada com a o cenário político e partidário brasileiro. Sobram falácias, faltam ideologias. Entretanto, estou longe de ser uma militante ou ativista política. Aprendi que “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos”, e assim, além de cumprir meu dever de pagar meus impostos, também exerço meu “direito” de votar. Me orgulho de dizer que nunca votei levianamente. Com exceção da última eleição municipal, sempre votei consciente no candidato que eu escolhia por acreditar ser o melhor e não o “menos pior”. Desde o ano passado, tenho refletido bastante sobre o voto nulo. Pesquisei a legislação para tentar entender bem direitinho a diferença entre voto branco e voto nulo (aliás, que difilculdade para encontrá-la naquela época). Cheguei a acreditar por um tempo no voto nulo como instrumento consciente de protesto. Hoje constato que não fui a única. Infelizmente, palavras rebuscadas e uma legislação verdadeiramente confusa estão permitindo que uma grande parcela de eleitores – que a propósito de analfabetos políticos não têm nada – venha a optar pelo voto nulo. Semana passada eu voltei a pesquisar o assunto em muitos sites, desta vez prestando bastando atenção questão “nulo versus nulidade” (que não havia me despertado a atenção na primeira tentativa), e só consegui entender um pouco a diferença depois de juntar pedaços de interpretações de várias fontes diferentes.

Caso existisse mesmo a chance de anular a eleição, só de pensar nos custos de uma nova convocação (e conseqüentemente, não posso evitar, uma nova chance de se desviar verbas) eu abandonaria a causa de imediato. Por isso a decisão de fazer essa “séria série”. O objetivo não é levantar nenhuma bandeira mas dividir minha opção pelo voto válido, não apenas consciente, mas principalmente genuíno. Mais do que nunca! O que eu quero dizer com isso? Se o seu candidato preferido está em terceiro, quarto, quinto, sexto ou qualquer outro “ésimo” lugar nas pesquisas, não o troque pelo “menos pior” entre os dois primeiros colocados. Em vez de renovação, você terá apenas a boa desculpa para os próximos quatro anos de que não compactuou com o eleito. Sinceramente, acho que isso não é suficiente…

Ora, vamos lá, pense comigo: um freqüentador de blogs em geral tem plena capacidade de pesquisar tudo o que quiser sobre qualquer candidato e formar uma opinião consistente. Aproveite essa oportunidade! Continue visitando os blogs e mesmo fuxicando o Orkut de quem quiser, mas tire também um tempinho para fuxicar o passado dos seus candidatos preferidos.

Bom, já me alonguei demais. Não sei se concatenei direito minhas idéias, mas se você chegou até aqui, acredito que o tema realmente lhe atraia e, assim, segue minha colaboração para a sua pesquisa. Use sem moderação!

Sobre o Voto Nulo:

  • QuatroCantos.Com – lendas e folclores da Internet; mitos, verdades e meias verdades. O texto é um tanto “revoltado”, mas fizeram um super trabalho de pesquisa.
  • TSE – Confunde mais do que esclarece mas, enfim, é a fonte oficial.

Sobre o Voto Consciente e Contra a Corrupção:

Bônus:

  • Política para Políticos – Site/cartilha para quem quer a política como carreira. Tem de tudo, desde clássicos da oratória, dicas para governar, “leis do poder” até o passo-a-passo da campanha, incluindo o “caminho da derrota”. No mínimo interessante.

Blogterapia

Tô me sentindo a rainha da cultura inútil.
Chega!
Vou ver a final da Dança no Gelo….

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