Mês: julho 2006

É MUITO BOM!

É CAMPEÃO!!!!!!!!!!!!!!!
BI-CAMPEÃO!!!!!!!!!!!!!

Tá chegando a hora

Ai que o coração tá pequenininho. Dois a zero é uma vantagem estranha, diria quase traiçoeira. Pela primeira vez em muitas nas quais a vantagem era do Mengão, eu estou sentindo uma energia diferente. Tá pintando, tá chegando. E, se essa é a hora de abrir o peito e mostrar o coração rubro-negro, eis-me aqui! Se essa é a hora de ser mais que nunca e acima de tudo rubro-negro, que comece a peleja! Se essa é a hora de ter fé, eu tô com o rosário pronto na mão, com São Judas e São Jorge em seus postos, com a prece na ponta da língua.
Se eles têm apitos é porque acham que não vale a pena gastar a garganta e eu mais quero é arrebentar a minha esta noite!

É hoje o dia
Da alegria
E a tristeza
Não pode pensar em chegar!

(*) Foto do Flamengonet.

Obrigada

Ser amigo é saber extrapolar
Romper alguns limites
Querer o bem da forma mais pura que se conhece
Amar sem o peso da paixão
A melhor amiga vira até irmã de sangue
E os privilegiados têm irmãos de sangue que também sabem extrapolar
Ter amigos nos faz redefinir ‘espaço’ e ‘tempo’
A distância não se mede em quilômetros
E o tempo passa a ser lembrança e esperança
E, assim, ‘saudade’ também deixa de ser a mesma
Falar de amizade é dar novo sentido a palavras que costumamos banalizar
Gratidão
Carinho
Renúncia
E ser feliz é ter o privilégio de
A cada dia
Poder ter ao menos um amigo por perto
Falar de amizade não é falar de pessoas
É sentir o peito encher-se de conforto e alegria
E daquela calma que só o amigo pode nos trazer
Serei feliz se
Ao chegar ao fim da vida
Puder sentir do coração cheio de rostos amigos
E ao ver seus rostos
Serei capaz de evocar pequenas lembranças
E reconhecer que vocês sempre extrapolaram
Todas as minhas expectativas
E terei paz se ver em seus olhos
Que eu também fui sua amiga
E em nossas vidas soubemos não permitir que tal ligação se corroesse
Não importa o tempo
Não importa a distância

Momentos curiosos das férias

(Mais elas ainda não acabaram, ok?)

******** 14/07 ********

Fui à feira.
A banana não era prata, era branca.
A tangerina não era tangerina, tampouco mexerica, era ponkan.
Tinha pastel, mas não tinha caldo-de-cana.
Ah! Esqueci: não tava no Rio.

******** 15/07 ********

Com duas horas de viagem Santos x Rio o ônibus é parado pela polícia rodoviária para uma verificação de rotina. Muito estranho acordar com todas as luzes acesas e três policiais passeando no corredor. Ainda não decidi se fiquei aliviada ou assustada.

A Colombo do Forte de Copacabana não tem o charme do prédio do Centro. Só o charme do Forte. É.

******** 16 – 19/07 ********

Meu sobrinho caçula está tão bochechudo. Tão bochechudo!!!

Não é justo jogar perfil com duas crianças, mas repara só:
Eu: 1ª. Dica: Estudei na Escola de Arte Dramática de Málaga
Eles: Antonio Bandeiras?
Eu: Ahn. É…
Eu: 1ª. Dica: Uso meias listradas
Eles: Ronald McDonalds?
Eu: Ahn. É…
Eu: 1ª. Dica: Capto ondas eletro-magnéticas
Eles: Antena parabólica?
Eu: Ahn. É…

Você sabia…
Que subir o Corcovado de carro é muuuuuito mais barato?
Que, apesar da inversão térmica e uma maior visibilidade da poluição, a vista da cidade fica magnífica no inverno?
Que você paga R$ 13,00 por duas latinhas de refrigerante e duas coxinhas de galinha?

– Lucas, você gosta da tia?
– Claro, tia!
– É que eu estou com vontade de te apertar…
– Pode apertar, só não pode morder!
– Já que você falou… estou com vontade de morder.
– Pode morder, só não pode ser doído!
– Já que você falou… estou com vontade de morder doído.
– Ai, Tia! Pode morder doído então, só não pode ser sofrido…

Definitivamente ele voltou!

Nada como estar de férias bem na estréia de um blockbuster! Só assim mesmo para conseguir ingressos e um bom lugar para assistir Superman – O Retorno sem fila alguma. Parecia que eu estava vendo Christopher Reeve rejuvenecido. O jovem Brandon Routh incorporou a postura e os trejeitos do seu antecessor para montar seu Clark / Kal-El e em momento algum essa escolha comprometeu sua interpretação. Não preciso nem falar do Kevin Spacey. Sou declaradamente fã do cara. Arrisco-me até a dizer que dificilmente alguém vai me ver falar mal de algum filme seu. E seu Lex Luthor está simplesmente irretocável. Algumas vezes me pareceu que a imagem foi retocada digitalmente para fazer seu rosto ficar um tanto mais arredondado. Pode ser delírio meu, mas foi uma impressão bem forte. Infelizmente o elo fraco da corrente ficou com a Kate Bosworth. Em uma palavra: insossa. E tudo o que a Lois Lane não pode ser é insossa. Faltou alguma coisa. Um quê de inteligência, de charme, de alto-confiança, de carisma, sei lá. Uma pena. Alguns fãs já me falaram que ficaram um tanto decepcionados. Eu gostei do filme. Minha única ressalva (além da escolha de Bosworth) é para a cena do ônibus espacial logo no início do filme. Ficou longa demais e roubou uma fração grande do tempo que podia ter sido explorada com cenas mais legais do Clark no jornal ou do Superman em salvamentos “menores”. Mesmo assim, o que ficou mesmo foi o arrepio com a música, os créditos e a participação especialíssima de Marlon Brando como Jor-El em imagens recuperadas (lembrando que, se não estou enganada, este papel lhe rendeu o cachê mais alto da história do cinema, cerca de US$ 14 milhões por dez minutos de filme).

Amenidades Hi-Tech

Em meio à tristeza com os atentados que mutilam nossas esperanças de dias melhores, dois momentos me trouxeram um frescor abençoado. Ambas relacionadas a recentes avanços tecnológicos que beneficiam o cotidiano da vida moderna.

Ao meio-dia de hoje assisti o programa Almanaque na GloboNews com o produtor musical João Marcelo Bôscoli. O tema girava em torno da série de especiais que estão sendo remasterizados pela Trama. Tendo como carros-chefes os especiais da Elis para a TV Cultura e para a TV Globo nas décadas de 70 e 80, o catálogo da gravadora inclui nomes como Jair Rodrigues, Tom Zé, Baden Powell, Gal Costa, Tim Maia, entre outros. Todo esse trabalho só é possível devido aos avanços tecnológicos no campo do áudio-visual. Masters com mais de quarenta anos são recuperados de tal forma que, muitas vezes é possível recuperar não só a pureza do som e da imagem como também algumas facetas do projeto que não puderam ser aproveitadas na confecção das cópias de vinil ou K7 com os recursos disponíveis na época. Ou seja, graças à tecnologia, hoje eu não posso mais ficar frustrada por ter me desfeito das minhas vitrolas mas posso ter acesso à detalhes dos arranjos que muitos de nós nem sequer conhecíamos. Com vontade e responsabilidade, nossa geração pode resgatar uma memória infindável de documentos áudio-visuais que fazem parte de nossa história em vários os aspectos e não apenas o cultural ou o político. É realmente animador.

Agora à noitinha recebemos a visita de um casal de amigos que veio me apresentar as mais recentes imagens de meu mais novo sobrinho caçula preferido: o Arthur. Seu nascimento está marcado para o final de setembro, mas – também com ajuda da tal tecnologia – pudemos contemplar suas imagens pré-natal no vídeo de seu exame ultra-som em quatro dimensões (devo confessar que minha cabecinha leiga processa direitinho os três eixos refentes ao 3D, mais esse quarto eixo, sinceramente eu não consigo encaixar em lugar algum). Bom, o fato é que o Arthur estava ali na nossa frente, mexendo as mãozinhas como quem dizia “Tá vendo, mãe, sem as mããããoooos!!!!” Dava para ver direitinho o narizinho, boquinha, pézinhos, joelhinhos, todos os inhos possíveis! Tudo ali, super nítido, sem ter que desvendar os misteriosos e fantasmagóricos códigos da versão 2D do equipamento. Sem exagero e muito clichê: foi emocionante! O guri totalmente serelepe, bem ali, na nossa frente, ou melhor, no DVD. Tudo bem que não é assim uma super novidade, mas foi minha primeira vez, oras! E isso sim, é tecnologia pura e aplicada, para deixar nossa vida mais fácil e muito mais feliz. É ou não é uma benção?

Santa Tecnologia, Batman!

PS: Mudado de pato para ganso, mas não tanto assim, já que falei de crianças e filhos e televisão, registro e recomendo o artigo da querida Klenia do boletim Atender Bem.

Páginas do Quê?!?!?! ou Fundação do MAMaCa

Fala sério! O cara deve ter ficado gagá. Dois dias de novela foram suficientes para me motivar a fundar o MAMaCa: Movimento Abaixo o Manoel Carlos. Isso mesmo: MAMaCa, escroto assim mesmo (desculpa mãe!). Sua nova obra mal pode ser desiginada como “obra”. Folhetim de última categoria e ainda tenho dúvidas se pode-se usar também a palavra “folhetim” nesse caso. Ele diz que ama o Rio de Janeiro, mas se for isso é o tipo de amor doentio que faz mal ao objeto do tal “amor”. A primeira cena mostra um helicóptero da polícia com armas de guerra apontadas para a favela ao som de “Cidade Maravilhosa” (André Filho deve ter pedido para nunca mais reencarnar depois desta) e um arrastão que não dá nem para descrever seguido de um atropelamento onde o polícial era uma múmia. A PM do Rio não é lá grande coisa mas está longe de não saber o que fazer ainda mais em plena Delfim Moreira. A personagem da Lilia Cabral chuta o elemento e depois solta um “vai à merda” homérico. Oops, melhor deixar Homero fora disso… Sinceramente, acho que o estereótipo é uma péssima opção de metáfora. Não tem nenhum lado bom.

E as personagens? Dramaturgicamente eles são tolos, vazios, fúteis, mal estruturados, mal escritos. Os diálogos são horrorosos. Forçados. No capítulo desta noite o taxista se recusava a ir onde a passageira pedia. Eu nunca, nunca vi isso! A personagem do Tarcísio Meira deveria ser um patriarca devotado à família segundo a sinopse, mas em sua primeira cena vomita seu favoritismo para um dos genros, sem se importar se está magoando ou não as outras filhas. Imagina se ele não se importasse com a família? Credo! Não preciso enumerar os absurdos desfilados nestes dois primeiros dias. A novela é pura perda de tempo e eu já desperdicei o meu até escrevendo este post.

E isso é tudo: só extremos, estereótipos inúteis. Nem os atores salvam. Ou se fala de sexo, dinheiro ou de violência. Sempre defendi as obras de ficção. Sempre achei legal a idéia de que no folhetim tudo é possível, mas também acredito que nem tudo é aceitável. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas tenho que me render: tirem as crianças da sala. É realmente extremamente deprimente. Me desculpem a cacofonia, mas se Manoel Carlos – que é profissional – não sabe mais escrever decentemente, eu que sou só uma amadora posso ao menos cometer um deslizezinho, não?

Mais Orkut

Aproveitando o texto de um email que recebi, ratifico neste espaço alguns esclarecimentos. Como já mencionei antes, acho o Orkut uma ferramenta sensacional. A rede me deu uma segunda chance ao me reaproximar de pessoas maravilhosas. Infelizmente todas as invenções do homem podem ser utilizidas por sujeitos mal-intencionados ou simplesmente que não têm o que fazer para infernizar a sociedade. Portanto que fique esclarecido:

* Eu NÃO envio mensagens pedindo para ver fotos, músicas, ou brincadeiras em outros links. Se algum scrap meu contiver um link, será algo específico sobre o qual falamos antes ou o enviarei por email (o que é muito mais provável).

* Eu NÃO leio mensagens quando a seguir pedem pra clicar e ler o restante. Jã não o fazia antes, agora menos ainda. Sinto muito não leio mesmo.

* Eu NÃO vou xingar ninguém pelo orkut, se eu quiser fazer isso, farei pessoalmente.

* Eu NÃO deleto meus amigos, a menos que eu tenha tido motivos para xingá-los antes pessoalmente.

* Eu NÃO faço michê.

* Eu NÃO faço parte de comunidades racistas, sou terminantemente contra qualquer tipo de discriminação.

* Eu NÃO faço parte de comunidades de sexo bizarro ou coisas do tipo.

* Eu NÃO tenho fotos sensuais ou de qualquer outro tipo mais ousadas publicadas em site algum, muito menos no Orkut.

* Resumindo: eu sou normal e uso o orkut exclusivamente para manter contato com meus amigos e os respeito demais para deixá-los expostos à vírus e hackers.

Acabou!

Acabou a Copa. Não tive coragem de escrever nada por aqui antes. Não queria parecer agourenta. O fato é que, fã de futebol, é claro que eu ansiava um super-mega-hiper-blaster espetáculo e a primeira rodada foi um banho de água gelada (digna do inverno europeu) na minha expectativa. Nenhuma partida empolgou. Nenhum jogador sobressaiu. Para quê falar isso? Passar por cri-cri? Achei melhor não. Veio a segunda rodada e nada de emocionante. Jogos truncados. Poucos gols (essa foi a segunda pior copa em média de gols, ficando atrás apenas do mundial de 90 na Itália com média de 2,1 gols por jogo). Faltas feias. Jogos horrorosos. Muitas peladas. Passavam-se as rodadas, as fases e o jogo não evoluía. Sobraram quatro times europeus e eu achei que finalmente veria o tão esperado espetáculo e… Nada. As semifinais foram tão empolgantes quanto o último capítulo de Belíssima. Rolou até um pouco mais de ‘toque de bola’ mas nada além disso.

Da nossa seleção eu nem saberia direito o que escrever no início do mundial. Claro que torcedora que sou, esperava A Seleção. Depois do jogo contra Austrália, eu ainda não entendia como uma equipe podia corresponder menos à soma de seus talentos individuais. O Ronaldo nem me incomodava tanto. Meu problema maior era com o Cafú, o Adriano e o Roberto Carlos. Obviamente a lista foi aumentando no decorrer do mundial. O que, minha gente, o quê esses caras tinham? Me pergunto se eu errasse, em um dia de trabalho, a quantidade de contas ou de documentos na mesma proporção que eles erram passes, eu ainda teria meu emprego no fim deste dia fatídico? Passe, gente. Não estou nem falando de golaços ou dribles fantásticos. Estou me referindo ao básico: passe. Fundamental em qualquer esporte coletivo.

Em minha visão romântica, desejava imensamente ver minha seleção jogando tudo o que os outros não estavam jogando. Mas não. Ajudamos a manter baixa a média de beleza desta Copa. Apresentamos o mesmo futebol medíocre que as outras seleções com o agravante de sermos menos eficientes. Um futebol sem vontade, totalmente diferente do que nos acostumamos a ver. Saímos do mundial de cabeça baixa, bem baixa, escondida sob a bandeira para que ninguém visse nossos rostos. Ficamos chocados com nossa apatia e, pior ainda, apontamos o dedo e esquecemos que apatia não é exclusividade dos jogadores da seleção. Nos tornamos um povo apático, sem poder de reação, sem emoção, exceto quando sentimos o gosto da vitória. Aí sim, mostramos nossa cara, nossa ginga, nosso samba. Nos tornamos um povo exigente, que valoriza apenas o vencedor, todos os outros são perdedores. E nós, quando perdedores, somos do pior tipo porque somos os primeiros a acusar e a abandonar imediatamente os nossos heróis. Nada explica nosso jogo ruim, mas esquecemos instantaneamente de tudo o que alguns desses jogadores já nos deram.

A grande final de hoje à tarde não mudou nada a minha animação. Nesta altura do campeonato (literalmente), eu só queria ver um bom jogo. Como deve ter dito meu pai: “eu quero é ver gol!”. Ficaria feliz se a França saísse vitoriosa pelo simples fato dela ter apenas um título mundial, mas já não me importava tanto com o vencedor em si. Mais uma decepção. Êita joguinho bunda! Na metade do primeiro tempo eu já torcia para que o título fosse disputado nos pênaltis (mesmo sabendo que seria muito mais difícil para a França bater o Buffon). Desta forma, este finalzinho de campeonato serviria para fazer com que a imprensa pare de dizer que 94 não foi um título a ser levado em conta (ai como isso me irrita!). Uma Copa ruim como essa, merece um final assim. Ainda mais coroado com a expulsão de Zidane. Tudo bem que o cara é só um ser humano mas com certeza ele contribuiu para baixar ainda mais o nivel das estrelas. O próximo craque que perder a cabeça já pode se desculpar repetindo que “não foi o primeiro e nem será o último; a vida que segue, blá-blá-blá”.

Que venha a África do Sul!

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