Férias!

Estou oficialmente de férias. Talvez o break me dê alguma inspiração para escrever alguma coisa interessante por aqui. Talvez não. Acho que eu nunca seria uma colunista de sucesso. É tão difícil arrumar assunto. Bom, de qualquer forma, por três semanas abençoadas estarei de pernas pro ar, de bobeira e sem nadinha pra fazer! Alguns planos e muita preguiça à vista. Mando notícias e um cartão postal, ok?

Temporada de finais de temporada

Estas duas últimas semanas estão acabando comigo! Quinta passada me peguei em desespero na frente do computador tentando refrear a tentação de pesquisar notícias sobre os últimos episódios de várias séries. Coisa de maluco mesmo. Me angustiei com as angústias da Lorelai, chorei horrores com a morte do Gallant e ainda sofri um bocado com as reprises da última temporada de Friends e da oitava temporada de ER, coincidentemente, a primeira do Gallant e a última do Dr. Greene no hospital escola. Consegui me conter e vou ser capaz de esperar até quinta para, segundo a chamada da emissora, “perder o fôlego”.

Ontem (segunda) foi outro dia de desespero na frente da telinha. Não tenho sido fiel à Close-to-Home, mas assisto sempre que consigo. Na verdade é mais um folhetim advocatício, que me conquistou apenas por conta da protagonista: uma promotora dedicada que tem na família seu braço forte. Achei muito legal existir uma personagem assim, digamos, tão simples e tão estável. As séries normalmente retratam superprofissionais que têm sérios problemas particulares e Annabeth Chase fugia desse padrão. Tudo bem que vida normal, sem drama, não dá ibope, mas achava legal esse diferencial (de repente foi disso que a grande maioria não gostou, vai saber…). Até que veio o último episódio e mudou tudo. Caraca… O jeito é esperar para saber se haverá nova temporada e o que vai ser da mocinha. No máximo, vai se tornar realmente mais um folhetim advocatício, cheio dos clichês tradicionais, e eu acabo por deixar de assistir assim como abandonei Law & Order, Whithout a Trace e tantos outros.

6 de junho de 2006

De manhãzinha, ao iniciar minhas rotinas burocráticas no escritório, o simples ato de digitar a data para autorizar um pagamento me fez correr um arrepio na espinha. Foi quando me dei conta da coincidência numérica que marcaria o data como o “dia da besta”. Muito bem, sou bastante impressionável, sim. Mas foi só por alguns segundos enquanto meu cérebro vasculhava imagens procurando alguma referência visual de algo a respeito. Acho que foi uma chamada num site de notícias sobre temores acerca de tragédias anunciadas convenientemente orquestradas para acontecerem no decorrer do dia. Como não li a íntegra de tal notícia, não sei bem quais eram os temores: se divinos ou mundanos. De qualquer forma o meu dia particularmente transcorreu tranqüilo, produtivo até, exceto pelo colapso total da minha conta bancária (mas convenhamos que não precisava ser o “dia da besta” para isso acontecer). Pelos jornais, à exceção de um suposto ritual satânico na Colômbia, do vandalismo no congresso e do blá-blá-blá dos advogados da Srta. Suzane Von Hitchcock, eu não vi nada que pudesse estar relacionado ao temido apocalipse. Sei o que você deve estar pensando: “Cláudia, reloôu! Você está no Rio de Janeiro! O inferno já é aqui!” enfatizando dramaticamente o “”. Mas fazer o quê, companheiro? Na prática é continuar a acordar cedo, trabalhar, sério, saber da minha família, ver meus amigos e tocar minha vida, com a crença de que algo de bom nos espera no fim do dia. É claro que tentar encontrar um candidato descente (não sei se isso é uma antítese, um paradoxo ou uma utopia mesmo) para as próximas eleições ajudaria bastante em termos práticos, então tenho dedicado alguma atenção à esperança de que eu consiga fazer minha parte para retardar o apocalipse social do Rio de Janeiro. Oxalá eu consiga.

Superstições e crenças à parte, também foi dia de estréia no cinema. Os produtores resolveram lançar o remake A Profecia estrategicamente no dia de hoje. Marketing gratuito, né? Eu prefiro esperar pela versão em DVD por dois básicos e fundamentais: o primeiro, como eu mencionei lá em cima, é que sou muito, muito, muito impressionável para assistir um filme desses numa sala escura em um tela que ficará maior ainda no decorrer da película; o segundo é que não estou levando muita fé na produção apesar de adorar a doce Julia Stiles. Pois bem, não foi por essa estréia que fui ao cinema hoje. Na verdade, fui à pré-estréia de Sorte no Amor. A ironia é que entrei sem querer na fila de ‘A Profecia’ enquanto tentava conferir, com a pipoca em uma das mãos, a coca-cola na outra e o bilhete espremido em uma delas, qual era a sala correta. Até que um gentil jovem cavalheiro debochado me cutucou e disse simpaticamente: “Moça, ‘Sorte no Amor’ é naquela entradinha ali“. Agradeci e fui para a tal ‘entradinha’ livre da comédia quando vi, na fila que eu havia acabado de abandonar, umas dez meninas de preto, tirando fotos com os ingressos do cinema em uma das mãos e cadernos cor-de-rosa com motivos “Hello Kit” e “Princesas Disney” na outra. Fala sério! Ainda bem que não sou fã ardorosa do clássico… Bom, voltando a pré-estréia, como toda comédia romântica que se preze, ‘Sorte no Amor’ é deliciosamente previsível. Os protagonistas são a sortuda Ashley Albright vivida pela já crescida ruivinha Lindsay Lohan (de Se meu fusca falasse (2005) e alguns outros filmes Sessão da Tarde) e o – para mim então desconhecido – Chris Pine como o azarado Jake Hardin. Não precisa falar mais nada, não é mesmo? Na boa: rir é bom demais! Vida longa à Comédia Romântica…