Mês: junho 2005

Liberdade, Liberdade!

É eu sei…. Tive tempo de sobra pra me manifestar mas estranhamente nada me ocorria para escrever. Sem assuntos, sem novidades. Infelizmente (para mim pelo menos), não sou como muitos notáveis bloggeiros que conseguem sempre deixar uma notinha qualquer, sobre qualquer coisa… Eu adoraria imensamente ter um pouco dessa criatividade. Essas férias forçadas de duas semanas só não foram mais improdutivas por conta do meu guarda-roupa que está finalmente perto do que se chama de organizado. Hoje pela manhã o médico retirou meu gesso. Ainda não recebi alta mas, nossa, já não agüentava mais! Basicamente, estou livre para digitar apenas (deve ajudar no início da recuperarção dos movimentos dos dedos) mas estou proibida de todo o resto, principalmente apertos de mão. Estou bastante aliviada que tudo tenha dado certo. Agora tenho que conviver por alguns dias com uma dor estranha na mão e no pulso. Uma dor completamente nova para mim, pelo menos. A pele está grossa (não é frescura, é literal). Os dedos incham com freqüência e não consigo dobrá-los. É justamente aí que está a tal dor, muscular, quase elétrica, como se a cada tentativa de flexioná-los um pouco eu recebesse várius pequenos choques elétricos. Sem contar que estou sem força nenhuma na mão – o que percebi ao tentar puxar uma coberta sobre as pernas à tarde – ou no dedo indicador – o que estou percebendo agora ao digitar essas linhas. É estranho ter uma parte do seu corpo que não obedece os comandos do cérebro. Sinceramente, estou mais que aliviada, estou muito feliz de que tudo tenha saído como planejado. É incômodo, mas é passageiro. Daqui a pouco começa a fisioterapia e tudo se conserta. Na segunda eu já volto ao batente e à alguma normalidade.

(Esperando dar meia-noite para ver o fim de temporada de Gilmore Girls…)

PS1: Reli O Cálice de Fogo e A Ordem da Fênix. Conseqüentemente acho que não vou aguentear esperar até dezembro pela tradução de vou acabar lendo O Princípe Bastardo daqui a duas semanas no original em inglês.

PS2: Tá passando Willow na FOX!!!!!!!!!

Segunda Parte (post escrito no domingo, 19/06/2005)

Sobrevivi a minha primeira intervenção cirúrgica! Gente, coisa muito doida… Chegamos no hospital quase duas horas antes da cirurgia. Uma enfermeira veio para uma conversa preliminar. Checou batimentos, pressão, pegou exames, radiografias e me informou que eu deveria estar pronta com trinta minutos de antecedência, só com o camisolão do hospital. Caramba, eu só ia operar uma mão… Precisava mesmo ficar sem roupa?! Parecia coisa de programa de humor, lembrou minha mãe. Rimos um bocado. Descobri que estava exageradamente nervosa quando a maca chegou pra me levar ao centro cirúrgico. Comecei a chorar e só devo ter parado porque fui sedada. A anestesia foi local, mas o sedativo me fez ver o centro cirúrgico girar algumas vezes antes de apagar por completo. Acordei um minuto depois (eu tinha a clara certeza de que tinha só piscado os olhos) com muito frio e já sendo conduzida de volta ao quarto. Demorei a me situar no tempo e no espaço. Acordei algumas vezes – almocei, inclusive, sem sentir nem um pedacinho sequer do braço inteiro e adormeci com medo de machucar o braço enquanto dormia – mas só despertei mesmo perto das 18 horas. Minha mãe contou que o médico esteve lá e disse que tinha corrido tudo bem. A anestesia estava finalmente perdendo o efeito, o braço começava a formigar e a mão a doer. Estranho, mas parece que sinto um pedaço de ferro dentro da mão. Não sei se sou sugestionável demais, mas que sinto, sinto. Bom, é isso, passou… Não chego a Luke Skywalker (afinal são só dois pequeninos parafusos que não serão mais retirados) e já estou até me acostumando. Revisão na quinta. A ansiedade mesmo só passa quando retirar o gesso definitivamente e tiver certeza de que nenhum movimento ficou prejudicado. Sem contar a falta que estou sentindo das aulas….

Mais uma vez um super obrigada pela torcida, pela força e pelo apoio de todos (inclusive o anônimo). Dois beijos especiais: pro Sérgio (ele sabe porquê) e pro Ricardo e Batata que prontamente atenderam ao pedido de Dalvinha e foram nos buscar na Barra.

Primeira Parte (escrevi este post na sexta-feira, 17/06/2005)

Deixei passar muita coisa nessa vida, mas ela foi generosa, generosíssima comigo ao recolocar no meu caminho pessoas tão especiais que eu deixei “escapar” no passado. Os rapazes da Confraria – Adir, Berré, Ricardo e o recém confrariado Alexandre Bulhões – saíram aqui de casa há uns vinte minutos (já são quase meia-noite e meia). Claudinha – a única com a qual mantive a amizade sempre presente foi mais cedo porque tinha aula. Foi uma noite divertidíssima que me renovou as energias para enfrentar a cirurgia de amanhã. Esse episódio me ensinou a não deixar que pessoas assim se afastem por displicência. Não posso correr o risco de afastar-me de novo de pessoas que tanto gosto e não ter a sorte de reencontra-los lá na frente. É… tô meio molengona mesmo (se é que existe essa palavra), mas é que eu já ia me deitar e quando liguei o rádio começou a tocar “That’s what Friends are for”. Pensei em cada um seguindo seu caminho, da Tijuca para São Gonçalo, Nova Iguaçu, Ilha do Governador. Caramba! “Não esquenta, Claudinha! Estamos contigo sempre!” Foi o que disseram. E eu acredito! Você está se sentindo sozinho? Eu não!!!!

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Dalvinha e a Confraria

Notinhas de Boa Noite

Bom, como fiz prova oral de Marketing semana passada, fiquei de folga em casa enquanto o restante da turma encara a prova hoje. Na verdade meu estado de espírito não estava me deixando muito disposta a ver o Jornal Nacional e acompanhar a evolução dos 459 escândalos da vez (ninguém tem pena da gente! Poderiam ter feito um planejamento melhor para escalonar a revelação de todas essas “verdades”…) e pensar coisas sérias. Pensei em deixar a TV ligada e dedicar-me a reler O Cálice de Fogo (ocupar a mente sem fazer força, com o argumento que já tem livro e filme novos quase prontos) e eis que, graças à lembrança do Emerson, consegui assistir no dia certinho um episódio inédito inteirinho de Gilmore Girls! Nem me lembro mais quando foi a última vez que isso foi possível… Nossa, como eles falam, não? Adoro esta série, mas sempre me impressionou o fato de praticamente todos os personagens possuírem um invejável raciocínio rápido. Claro que eu invejo! Particularmente, eu estou mais para um antigo personagem do Viva o Gordo (aquele que só se lembrava de respostas boas no dia seguinte) do que propriamente para uma Gilmore Girl. E assim a noite passou bem rapidinho.

Recomendo uma visita à Casa das Mil Portas. dica do Alexandre. “Do microcosmo do micro eu conto meu microconto” (Markus Entelmann). Viciei…

Bom, amanhã será um dia corrido na empresa, uma vez que será o último antes da lincença médica. À noite devo receber a visita da Confraria, já que furei com eles hoje. Minha cirurgia está marcada para as 11 horas deste sábado. Como ficarei internada até o dia seguinte, somente no domingo devo dar notícias. Mas devo, ou melhor, preciso agradecer a força que muita gente tem me dado nesse momento “manteiga derretida”, “vítima” ou “pernas bambas” (como quiserem) no qual me encontro. Agradecer de coração mesmo os telefonemas, e-mails, comments, scraps, msgs no cel (quem olha pensa até que sou celebridade mas foram realmente muitos) e etc. Sou mesmo uma pessoa de sorte por ter tanta gente querida por perto (ou mesmo longe mas, definitivamente, perto de coração). Não posso me dar ao direito de ficar pra baixo. De qualquer forma, nem eu mesma me agüento e, ainda bem, que está pra acabar essa fase. Até domingo!

Cora

Sempre procuro ver o lado positivo das coisas. No entanto tenho tido um pouco de dificuldade nesses últimos dias. Maneta que estou, tudo fica mais difícil na verdade. O legal é que tem sempre alguém por perto me lembrando dessas coisas positivas, mesmo que eu não as conheça pessoalmente.

Explico. Parei como de costume para ler a coluna de Cora Ronai nO Globo de hoje. No meio de tanta sujeira despejada em Brasília, o depoimento do Dep. Roberto Jefferson teve uma coisa boa: a citação do conteúdo de um blog. Citação feita de forma que legitima nosso meio como mais uma fonte de informação. Assim mesmo, soando meio banal, sem explicar o que é ou deixa de ser um blog.

Cora ainda me deu sem saber mais um pequeno presente. Temos a mesma opinião sobre os pais das crianças que freqüentavam Neverland. Essa coincidência me animou um pouquinho, até porque aquele post não rendeu um comentariozinho sequer…

Mudando de assunto, vou ter que operar minha mão. Fiquei nervosa. Demais. Mas não tem jeito. Quero a minha mãe!

Procurando os Violinos

Ainda não decidi se é deprimente ou reconfortante ficar em casa num sábado à noite. Mas ontem foi perfeito. Fui encontrar meus amigos da confraria. Dois furaram, mas Claudinha e Ricardo acabaram salvando minha noite. Fomos para a Feira de S.Cristóvão – onde conheci Suzana e Bruno, divertidíssimos – e só saímos de lá perto das 2 da manhã. Tinha a prima da Suzana, que fez com que posássemos 13 vezes pra foto e não conseguiu uma fotinha sequer. Sem comentários.

Acho que já disse isso, mas adooooooro a Feira. Exorcizamos todos os demônios bem baratinho (claro que, algumas vezes, eles parecem materializar-se bem nas nossas frentes). Foi muito engraçado ver a inglesa Celestine encantar-se por um flamenguista feio que doía, ver o espanto dos determinados dançarinos ao depararem-se com minha mão enfaixada e terminar a noite numa barraca vendo dvds piratas do Grupo Revelação e do Zeca Pagodinho.

A Feira é uma ótima terapia. Parece a Floresta de Lotlhórien: o tempo passa em ritmo diferente por lá. Um compasso próprio. Um lugar perfeito para esquecer-se dos problemas e divertir-se enquanto tiver disposição. Uma terapia quase de graça.

Assim como Moraes. Hoje de manhã redescobri o CD acústico do Moraes Moreira. É maravilhoso fechar os olhos e procurar pelos violinos do arranjo. Pra dizer a verdade, foi como uma viagem no tempo. A Hivy estava apenas nascendo. Eu ainda trabalhava na Mabel (das rosquinhas de côco) e ainda morava com meus pais em Duque de Caxias. Não fazia a menor idéia de que minhas ambições como química estavam para serem definitivamente enterradas e começava a me transformar na burocrata que hoje lhes escreve.

Estou assistindo Brad na TV. Mesmo o filme sendo triste de doer, eu não consigo mudar de canal. O que será isso? Sei lá…

Obs.: Pra quem andou perguntando e não me achando, está tudo bem. A mão dói um pouco, mas acho que está “passando”, se é que posso falar assim. O antiinflamatório já acabou e na segunda eu troco a tala pelo gesso. Depois disso são só mais três semanas de imobilização, com acompanhamento semanal.

De novo

Mais uma vez insone. A imobilização está, definitivamente, me irritando. O Jô também. Neste estado de espírito, o que me lembro de seu último livro agora é que ele inteiro é ruim, uma droga. Talvez depois do sono eu reflita e até conclua que não foi tão ruim assim. Por hora é melhor deixar pra lá.

O porteiro acabou de despejar sua dose diária de intecida no vão do prédio. Isso já me irrita normalmente – porque o cheiro forte vem direto pro meu quarto – mas hoje tá me dando uma vontade incontrolável de gritar. Além da dor de cabeça que já vai chegar por conta desse cheiro horroroso.

Como me irrita não poder estalar os dedos. Meu cabelo tá horrível. Essa foto está me irritando.

Rejeição é uma grande porcaria. Uma M mesmo; assim, maiúscula. Como eu queria não conhecê-la.

Minha mão esquerda

Durou pouco minha carreira de karateca. Após 3 meses de treino cometi um erro básico e fraturei a mão direita. Estou há dois dias com a mão imobilizada e a dor já não assusta tanto. O pior é que dessa vez me parecia ser algo um pouco mais definitivo. Não me parecia ser “fogo de palha”, como costuma dizer minha mãe. Fora o incômodo da imobilização em si, a dor e o período de experiência que ainda não acabou na empresa, essa fratura está sendo um banho de água suja e gelada nos meus planos. Há muito não me via tão disciplinada. Sem falar no preparo físico. E estou realmente preocupada se vou poder continuar praticando o karate no final. Afinal foi uma fratura. Prefiro nem pensar nisso agora. Como dizem alguns amigos que insistem em ser otimistas, pelo menos agora tenho um bom motivo para desenvolver mais as habilidades da minha mão esquerda. É, pode ser.

O tempo não para

Às vezes acho que estou no mundo de carona. Ele é quem gira e sou eu quem fica tonta. Deixei as nóias de lado e ocupei meu tempo. Em meio a trabalhos e provas no MBA, treinos de karate e muito trabalho, são poucas – quase raras – as oportunidades de escrever sobre várias coisas que parecem me atropelar. Deixei passar meus comentários sobre os comentários do presidente da Argentina, a Bienal do livro, a estréia de Star Wars, a gravidez da minha irmã, meus progressos no domínio do Francês, minha carência no domínio do ACCESS, o DVD do Leoni, a onda recente anti-Anos 80, mais provas de que o mundo é pequeno, os prêmios do Lenine e sei lá mais o quê. Não devia ser nada importante no fim das contas.

No entanto, seria imperdoável deixar alguns fatos perderem-se no furacão do tempo e na solidão da minha (fraca) memória. Como os 80 anos do Tio Firmo. Na verdade ele é tio do meu pai. Meu padrinho de batismo. Calmo, inteligente, sorridente carinhoso e atencioso. Meu padrinho trabalhou por décadas na TVE. Tem histórias pra contar desde o tempo da rádio Tupi. Comemora em breve 50 anos de casamento com a Tia Yolanda (nem sei se isso é imaginação minha, mas pra mim, ela não perde pra minguém no Master). Comemoramos os 80 anos do meu padrinho com uma festa surpresa. Sua participação foi tão perfeita quanto à festa em si, preparada com excelência pelos seus filhos. Foi uma noite maravilhosa que me fez refletir desde então porque não me aproximo mais deles….

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Outra coisa que não posso deixar passar é o aniversário da minha, da sua, da nossa D. Dalvinha! Hoje mesmo, 8 de junho. Ela mesma, minha mãe querida, a mais linda de todas, a mais mãe de todas! Minha mãezinha tem o maior coração que conheço e merece todas as homenagens. Não sei como ela consegue se fazer presente na vida de tantas pessoas e tão espontanea e sinceramente que faz com eu me sinta uma inútil egoísta, por não chegar nem perto da sua boa vontade e generosidade. O que mais posso falar dela? Que a amo muito e tenho muito orgulho de ser sua filha!

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