Mês: outubro 2004

Idioma como Hobbie?

Quem me conhece sabe que estou terminando o curso de Francês e, dando tudo certo, inicio os estudos de Alemão no próximo semestre. Isso não significa realmente que falo bem o Francês. Consigo entender os noticiários da TV5 mas ainda falta muito para conseguir acompanhar os filmes (mesmo legendados como acontece com o Inglês). Meu Inglês, aliás, não é fluente: é suficiente. Fuinciona, mas precisa melhorar muito. O estudo de idiomas talvez tenha se tornado um hobbie para mim. Eu curto mais entender expressões, culturas e gírias, aprender a apreciar filmes e músicas através do idioma do que a estrutura linguística em si. E isso inclui o Português. Estou aguardando para assistir Língua – Vidas em Português, por exemplo. Adoro a língua Portuguesa e procuro respeitá-la sempre. Falando nisso, o tal do Internetês está quase insuportável! Até um tempo atrás, as abreviações faziam sentido mas agora, eu creio que a situação está abusiva. Que a lógica é a fonética, ótimo; que tem que ser rápida para simular uma conversa tête-à-tête, ok. Mas euzinha aqui, continuo achando abusivo. O pior é que, sem perceber, as pessoas acostumam-se a escrever assim e e-mails corporativos, por exemplo, tem aparecem recheados de partículas como vc, td, nd, pq e d+!

Continando, após o Alemão, eu pretendo estudar Italiano. Sempre desejei aprender Italiano, mas o senso prático me impeliu a colocá-lo um pouco mais atrás na lista de prioridades. Aliás, estava zapeando no sábado à noite e esbarrei com o calvo Bruce Willis tocando harmônica no RAI. À propósito, o acompanhava uma orquestra maneiríssima cujo percussionista devia ser brasileiro (porque ostentava uma relativamente grande bandeira brasileira sobre um de seus instrumentos). Esse tal de povo brasileiro não sossega mesmo, né? Está em todo o canto!


Em tempo: qual a graça das rinhas de galo? Ou melhor, das rinhas de qualquer coisa! Em pleno século XXI, o ser humano ainda coloca animais pra brigar. Cães, galos, canários…. Coisa sem graça! Por que isso? Evolução já galera! Vamos arrumar algo produtivo pra compensar essa testoterona acumulada!

Pra não perder o costume, deixo aqui meu beijo pra Vivi – Viviane Simas – queridíssima irmã que ficou mais velha ontem! Te amo muito, viu?

De volta ao começo

A primavera não é mais a mesma. Que friozinho chato! Acho que Julinha em Londres deve estar mais confortável que a carioca aqui. O pior é que o pequeno pedaço de céu que me cabe e ausência de vento (e suas variações) no vão entre os prédios para os quais minha janela se abre não me permitem sequer decidir com um pouco mais de presteza se eu devo ou não trazer um casaco. Creio que se eu criasse o hábito de dar um passeio básico pela manhã (pelo menos até a padaria) eu resolveria este problema, mas minha cama quentinha não é o estimulante mais adequado. Resta-me agora ficar quietinha dentro do escritório sem arriscar-me gelar meu nariz no ventinho gelado que vem da Baía.

Mes chers amis d’Aliance: Moi, Bruna, Daniel , Fernando e Dayanna – foto de 19/10/04.

O Multishow mostrou ontem um especial com o Rock Brasileiro dos Anos 80. Estavam no programa o Léo Jaime, Arnaldo Brandão, Leoni e George Israel. A melhor parte sem dúvida eram os ciples. Céus! O que era aquilo? Quem, em sã consciência podia curtir tais aberrações e, pior, ainda pagar para ouví-las em play-back? “O pior é que eu góstio!” – responde Cacau, jovem de 13 anos, moradora de São João de Meriti e estudante ginasial do Colégio Santa Maria, nos idos de 86. Nossa memória é uma coisa (não sei que outra palavra usar) interessante, não é? Basta um acorde, um cheiro, uma palavra e você volta no tempo instantaneamente. No decorrer do programa de ontem, viajei muito estirada em meu sofá. Revivi paixões (e como me apaixonei!) e revisitei lugares e pessoas. Pena que o “Rock errou” e “sumiu, desapareceu, escafedeu-se”. Agora ele está diferente. Menos punk, mais pop, porém sobrevive a poesia.

“Às vezes parecia que, de tanto acreditar
em tudo o que achávamos tão certo,
teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais:
faríamos floresta do deserto
e diamantes de pedaço de vidro.
Mas percebo aogra que o teu sorriso vem diferente,
quase parecendo te ferir….
Não queria te ver assim!
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu
e de nada vale fugir e não sentir mais nada.”
(Renato Russo)

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