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Adaptações

Sabe quando você tem muita coisa na cabeça? É mais ou menos isso aí…

“Do I have an original thought in my head? My bald head. Maybe if I were happier, my hair wouldn’t be falling out. Life is short. I need to make the most of it. Today is the first day of the rest of my life. I’m a walking cliché. I really need to go to the doctor and have my leg checked. There’s something wrong. A bump. The dentist called again. I’m way overdue. If I stop putting things off, I would be happier. All I do is sit on my fat ass. If my ass wasn’t fat I would be happier. I wouldn’t have to wear these shirts with the tails out all the time. Like that’s fooling anyone. Fat ass. I should start jogging again. Five miles a day. Really do it this time. Maybe rock climbing. I need to turn my life around. What do I need to do? I need to fall in love. I need to have a girlfriend. I need to read more, improve myself. What if I learned Russian or something? Or took up an instrument? I could speak Chinese. I’d be the screenwriter who speaks Chinese and plays the oboe. That would be cool. I should get my hair cut short. Stop trying to fool myself and everyone else into thinking I have a full head of hair. How pathetic is that? Just be real. Confident. Isn’t that what women are attracted to? Men don’t have to be attractive. But that’s not true. Especially these days. Almost as much pressure on men as there is on women these days. Why should I be made to feel I have to apologize for my existence? Maybe it’s my brain chemistry. Maybe that’s what’s wrong with me. Bad chemistry. All my problems and anxiety can be reduced to a chemical imbalance or some kind of misfiring synapses. I need to get help for that. But I’llstill be ugly though. Nothing’s gonna change that.”

Extraído da cena inicial de Adaptação (2002).

Gravidade, o meu olhar

Não vou bancar a cinéfila. Não vou falar de roteiro, de fotografia, no mérito ou demérito do 3D. Quem quer resenha profissional sabe onde procurar. Quero falar apenas que Gravidade funcionou comigo. Mesmo. Cada giro da câmera me colocou no lugar da Dra. Ryan Stone. Cada respiração dela embaçava as lentes do meus óculos. Cada susto dela, e meu coração quase saía do peito. O que ela sentia lá, eu refletia aqui. Estranhamente sincronizado. O medo absoluto e avassalador da imensidão de nada ao seu redor. Don’t let go. O terror da solidão involuntária. Let go. A solidariedade na falta de esperança. O fim.

No fim, uma grande metáfora de escolhas. Ao extremo. Pois não basta apenas sair da zona de conforto (você é uma especialista que tem a chance de ir ao espaço), é preciso lidar com todas as adversidades possíveis. Murphy às avessas. Ou Murphy puro e aplicado. Não sei… Sei que vale muito a grana do ingresso e da pipoca e o desconforto dos óculos 3D (aqui vale parênteses: a experiência de imersão não acontece apenas por conta da opção pelo 3D, mas pelo cuidado de nos colocar no lugar da protagnista, descobrindo a coisas junto com ela, sem narração, sem explicação, apenas vendo o que ela vê e isso é sensacional). Sério. Cuarón me arrebatou. Me tirou o fôlego e o chão. Fim.

Eponine

And now I’m all alone again
Nowhere to turn, no one to go to
Without a home, without a friend
Without a face to say hello to
But now the night is near
Now I can make-believe he’s here…

Sometimes I walk alone at night
When everybody else is sleeping
I think of him, and then I’m happy
With the company I’m keeping
The city goes to bed
And I can live inside my head…

On my own
Pretending he’s beside me
All alone
I walk with him ‘til morning
Without him
I feel his arms around me
And when I lose my way I close my eyes
And he has found me

In the rain
The pavement shines like silver
All the lights
Are misty in the river
In the darkness
The trees are full of starlight
And all I is see
Is him and me
Forever and forever

And I know
It’s only in my mind
That I’m talking to myself
And not to him
And although
I know that he is blind
Still I say
“There’s a way for us!”

I love him
But when the night is over
He is gone
The river’s just a river
Without him
The world around me changes
The trees are bare
And everywhere the streets
Are full of strangers

I love him
But everyday I’m learning
All my life
I’ve only been pretending
Without me
His world will go on turning
The world is full of happiness
That I have never known

I love him
I love him
I love him
But only on my own

E se o mundo é uma grande máquina…

“I’d imagine the whole world was one big machine. Machines never come with any extra parts, you know. They always come with the exact amount they need. So I figured, if the entire world was one big machine, I couldn’t be an extra part. I had to be here for some reason. And that means you have to be here for some reason, too.”

This is not Porn

Descobri essa maravilha via twitter, indicado como um blog clássico pela @revistabula. São fotos raras, e normalmente belíssimas, de celebridades da música e do cinema.

Essa da Elizabeth Taylor é uma de minhas favoritas, ever.

Viciei perdidamente.

Enjoy: http://www.thisisnotporn.net/

Um Ninja de férias encontra seu verdadeiro amor…


Les Dangereux from Daniel Klug on Vimeo.

Fofo demais! ^^

Quando o Dia encontra a Noite

[Café 22] Lições da Telona

  • Para saber o que é o Café 22″, clique aqui e/ou aqui.
  • Preciso colocar algumas coisinhas aqui que no nervosim acabaram ficaram mal desenvolvidas e mesmo de fora da apresentação. Mas não vou conseguir fazer isso agora. [05/03/10] Então lá vai!
MOSTRE O SEU VALOR
Não é simplesmente “lute pelo quer ou o que deseja”. É encare as dificuldades tendo em conta não as suas limitações mas os seus talentos. Use o que você tem de melhor. Busque as soluções dentro de você levando em conta o próprio ambiente e as pessoas a sua volta. Os sinais estão por aí.
O engenheiro que virou professor só venceu a resistência dos alunos à sua autoridade quando adotou métodos heterodoxos durante as aulas e, principalmente, quando passou a tratar os alunos como adultos. Deixou de ser um professor e passou a ser um amigo mais velho que sabia como aumentar a auto-estima do grupo e estimular o respeito entre eles.
A secretária que descobre que suas sugestões estão sendo “roubadas” por sua chefe vai à luta para emplacar suas idéias. Nas mazelas do mundo corporativo, algumas de suas decisões são até questionáveis. Mas ela assume a responsabilidade e apruma o foco e, com inteligência consegue atingir seu objetivo. 
Arrisque-se. Sempre temos algo a oferecer. Não subestime sua família e amigos. Principalmente, não faça deles uma desculpa para não ousar. Eles sempre vão te apoiar. No caso dos nossos heróis o estímulo para toda a ousadia em questão foi o desemprego. Na nossa vida às vezes nem precisamos chegar a tanto. Basta reconhecermos que querermos mais: queremos ser realmente felizes. Qual o seu talento oculto?
ENXERGUE, (RE)APRENDA
Não olhe a vida pela a janela. Preste atenção às coisas, pessoas e oportunidades à sua volta. Nem que para isso preciso de óculos, lupas, binóculos ou óculos 3D mas enxergue-as!  
Esse filme nos mostra que às vezes precisamos desaprender o que (achamos que) conhecemos e aprender tudo novamente. Tanto o rapaz que era cego e agora enxerga quanto aqueles que estão à sua volta. Detalhes que nunca passariam pela nossa cabeça devem ser levados em conta. E precisamos de humildade para reconhecer que, muitas vezes, precisamos mesmo recomeçar o aprendizado do zero. De peito aberto.
O que este filme tem para ensinar é muito simples: nem tudo é como vemos à primeira vista. Pense lateralmente que a solução aparece. Considere o poder da coletividade. E não esqueça de considerar a diversidade desta mesma coletividade. Vamos encontrar vários tipos na vida: os que lutam com você e os que, involuntariamente ou não, lutam contra você. Perceba a diferença entre eles e aprenda com isso.

DECIDA-SE
Faça suas escolhas. E responsabilize-se por elas.

A Qualquer Preço (1998)

Do próprio John Schlichtmann: “Era um buraco negro. Todos os que tiveram contato com o caso foram testados no sentido de mostrar quem eram, no que acreditavam e as escolhas que queriam fazer como seres humanos. O caso Woburn forçou-nos a revelar o quanto nos importávamos com a verdade ou o quanto estávamos querendo perpetuar as mentiras. Essa foi a grande magia.”

O Senhor dos Anéis – A sociedade do anel (2001)
Frodo: I wish the ring had never come to me. I wish none of this had happened. 
Gandalf: So do all who live to see such times. But that is not for them to decide. All we have to decide is what to do with the time that is given to us.

Dumbledore: No spell can reawaken the dead, Harry. I trust you know that. Dark and difficult times lie ahead. Soon we must all face the choice between what is right and what is easy.

PERSISTA
Não desista. Simples assim. 
Ele decidiu entre o que seria fácil e o que era certo. Se você não o assistiu, pare tudo e alugue agora. O filme dispensa explicações ou apresentações. 
Reafirmo: Procurando Nemo é muito maior do que uma animação para crianças. Veja o filme e reflita sobre todas as suas nuances: superação de perdas, que precisamos correr riscos, conflito de gerações, ritos de passagem e amadurecimento, entender outras culturas, o preço da liberdade, amizade, confiança e persistência. Tente identificar tudo isso no filme e me mostre o que mais podemos tirar dele. Vou adorar saber que deixei ainda escapar alguma coisa.
VIVA
Só isso: nunca deixe de querer viver. 😉

O Enigma do Príncipe

O Filme da Minha Vida

Uma dúvida passou a me atormentar desde o primeiro momento em que me dispus a participar da Blogagem Coletiva “O filme da minha vida” promovida pelo Blog Fio de Ariadne: qual é o filme da minha vida? Descobri simplesmente que eu não sei responder a essa pergunta. Tenho alguns muitos filmes que representam um tanto da minha vida, vocês podem ver isso caixinha aqui ao lado sb o título de Cine Paradiso. Mas qual deles eu poderia dizer que é O filme? Não sei. Resolvi então adotar um critério um tanto ilógico. Como vivemos na era do roteiro adaptado, resolvi escolher para este post o filme que, para mim, representa o maior desafio de adaptação de todos os tempos. Aquele que me permitirá dizer aos meus netos: “faço parte da geração que viu este Best-seller tornar-se um mega blockbuster sem decepcionar a maioria esmagadora dos fãs”. Assim a escolha fica óbvia. Estou me referindo à trilogia de O Senhor dos Anéis.

Faço parte dos milhares de fãs dos contos de J.R.R. Tolkien. Li O Hobbit e na seqüência os três livros da trilogia literária, A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei além de O Silmarillion, Contos Inacabados e As Aventuras de Tom Bombadil. Tornei-me consumidora de tudo o que se referia à Terra Média: livros, jogos, ilustrações, RPGs PBMs, etc. Assim, ao tomar conhecimento dos planos de Peter Jackson de levar a trilogia para o cinema, eu passei a acompanhar toda e qualquer notícia da produção e fiquei com um elefante, ou melhor, um olifante atrás das orelhas. O que iriam fazer com todo o mundo mágico que existia dentro da minha cabeça? Com todas as paisagens descritas no detalhe por Tolkien e que eu tinha tão claramente gravadas em minha memória literária. Pois Jackson conseguiu o que 99% dos fãs acharam que ele não conseguiria: ser fiel a Tolkien. É claro que três enormes volumes não poderiam ser levados impunemente às telonas, mas as escolhas dos cortes feitas por Jackson em nenhum momento comprometeram o cerne da estória.

Esqueça tempo e espaço tal qual o conhecemos e você se verá na Terceira Era, acompanhando o conflito contra o mal numa terra fantástica e única, chamada Terra-Média, onde um jovem hobbit recebe de presente de seu tio o Um Anel. Tal presente se transforma numa inesperada aventura para destruir o Um Anel e, consequentemente, assegurar a destruição de Sauron, a personificação do mal na Terra Média, senhor de Mordor e criador dos Anéis de Poder. Juntam-se a Frodo Bolseiro (Elijah Wood) oito companheiros, representantes dos vários povos da Terra Média, os humanos, hobbits, elfos, anões e um poderoso mago, que iriam auxiliá-lo na árdua tarefa e acompanhá-lo por uma jornada de perigo, medo, adversidades e encontros com criaturas bizarras e fantásticas. A “Sociedade do Anel” logo se fragiliza e se quebra, restando a Frodo continuar sua jornada acompanhado apenas por seu amigo fiel, Samwise Gamgee (Sean Astin), e pelo traiçoeiro Gollum (Andy Serkis), um dos antigos possuidores do “Um Anel”. Ao mesmo tempo, o mago Gandalf (Ian Mckellen) e o humano Aragorn (Viggo Mortensen), herdeiro exilado do trono de Gondor, lutam para reconstruir a aliança entre os Povos Livres da Terra Média em uma guerra, a Guerra do Anel, contra Sauron.

Absorvi os filmes com a mesma voracidade com a qual havia devorado os livros anos antes. Fui para fila do cinema 3, 4 horas antes do início de cada um dos filmes. Me deslumbrei com a transformação da Nova Zelandia em Terra Média. Fiquei irritada com a erotização da Arwen e a mínima aparição de Galadriel. Mas fiquei fascinada como as diversas raças e povos foram cuidadosamente construídas, ganhando vida aos nossos olhos, desde os hobbits, anões e elfos até os orcs, nazgûl, olifantes, ents e, principalmente por que não, o asqueiroso e pegajoso Gollum.
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É isso! Deixo os clássicos queridos para cinéfilos e cinéfilas mais versados e mais entendidos do que eu e fico com a trilogia que virou uma espécie de identidade. Alguns amigos comentam entre si: “quer saber de ‘O Senhor…’, fala com a Claudinha”. Acho que foi a escolha mais acertada. E finalizo esta homenagem citando Gandalf e uma verdade que vale para o filme ou para vida real: “All we have to decide is what to do with the time that is given to us.”

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