A Gata Comeu

A Gata Comeu

Muitos de vocês ainda não tinham nascido, mas 1985 foi um ano bem joia. O Brasil fervilhava com as eleições indiretas (Tancredo derrotou Maluf) e a campanha das Diretas Já ao som de “Pro Dia Nascer Feliz“; Ayrton Senna vencia seu 1o. GP; nasciam Lewis Hamilton e Cristiano Ronaldo; no Cinema assistimos Os Goonies, De Volta para o Futuro, Coccon, Rocky IV e Mad Max – Além da Cúpula do Trovão; nas nosas vitrolas apareceram Guns, Ira!, Plebe Rude, Legião, Engenheiros entre um monte de outros tantos enquanto o Queen tocava no Live Aid o no Rock’n Rio; O Chicago Bears (que eu nem sonhava que acompanharia algum dia) vivia sua temporada mágica que culminaria na conquista do Super Bowl XX. E mais uma pá de coisa que eu nem lembro mais…

Na TV passava A Gata Comeu.

Eu tinha 12 anos e estava na 6a. série C com a Vanessa Andrade que fazia figuração na novela. Ela vai ficar sem graça mas ela virou uma espécie de celebridade no Santa Maria por conta disso. Acontece que numa tarde qualquer de 1985 eu estava na casa dela quando a Tia Sônia chegu avisando que tinham telefonado da Globo chamando para uma gravação que não estava programada. Ela olhou pra mim e disse: “você vai com a gente, depois me entendo com a Dalvinha”. E graças ao Canal Viva, taí o registro (com direito a Danton Mello e tudo).

Obrigada Vanessinha e Tia Sônia (in memoriam) por essa lembraça incrível!

PS: pra quem não reconhecer, sou a moreninha sorridente de gravatinha lilás. 

Das Confissões

De vez em quando me agarro a falas da ficção que ficam remoendo por dentro, seja por amiração ou mesmo por identificação. Já falei inclusive num post velho que vivo repetindo falas do cinema de forma aleatória no meu dia a dia. Algumas não são para repetir, são para refletir. Uma delas é uma óbvia confissão de How I Met Your Mother:

“Actually, there is a word for that. It’s love. I’m in love with her, okay? If you’re looking for the word that means caring for someone beyond all rationality and wanting them to have everything they want no matter how much it destroys you, its love! And when you love someone y-you just don’t stop. Ever. Even when people roll their eyes, or call you crazy, even then, especially then! Y-you just don’t give up, because if I could give up, if I could just take the world’s advice and move on and find someone else that wouldn’t be love! That would be some other disposable thing that is not worth fighting for… But that is not what this is. So please, can I have the locket?”

Romântica, eu? Nego até morrer!

Twestival Rio 2011

Ontem foi dia de Twestival mundo afora. Aqui no Rio, o evento organizado pelos queridos Cláudia Catherine e Roney Belhassof aconteceu no restaurante Andy’s Brasil no Leblon. Além de rever muita gente boa que entrou na minha vida através do @tudoemsimas, também pude conhecer o próprio Andy’s do qual eu só havia ouvido falar (muito bem) até então. O Twestival Rio desse ano (o logo ao lado foi criado pela talentosa @happymoon) adotou a Casa de Apoio à Criança com Câncer Santa Teresa (CACCST), fundada em 2005 e que tem por finalidade apoiar as crianças portadoras de Neoplasia (câncer infantil). Para ajudar a garantir que as famílias das crianças deem início e continuidade ao tratamento da doença, a CACCST oferece hospedagem, alimentação e transporte até os hospitais de tratamento, com retorno à Instituição. Além disso, distribuem apoio nutricional para as famílias carentes dessas crianças mensalmente, que também contam com serviço de Assistência Social (toda a família), Orientação Psicológica, Odontológica, Pedagógica, Recreação e outras atividades de cunho social. 

Marcou passo e não se ligou no evento global mais social do Twitter? Sem grilos, ainda dá para ajudar: visite o site do Twestival da sua cidade e veja as opções de doação. Para quem participou presencialmente do Twestival Rio, cada $10,00 em doações dava um cupom para sorteio e eu fui contemplada com a Box da 5ª temporada completa de Lost – A Jornada de Volta – Edição Estendida (região 4). Como não sou fã ardorosa da série que arrebatou corações mundo afora, faço aqui uma proposta aos meus amigos e fãs da série: vamos fazer um leilãozinho em benefício da mesma CACCST? Vai funcionar assim: lance inicial de R$ 10,00 e lances incrementais de R$3,00. Começamos hoje e temos até o próximo sábado (2 de abril) para batermos o martelo. O box será entregue via Sedex após a comprovação do depósito em minha conta do valor referente ao arremate e publicarei aqui a prestação de contas da doação à CACCST
Tudo bem que você já viu a série toda na TV ou baixou todos os episódios via torrent, mas um box é sempre um box, não? Você pode começar ou completar sua coleção ou dar o box de presente para um amigo ou familiar e, ao mesmo tempo, ainda dar uma ajudinha básica a uma instituição que faz um trabalho maravilhoso e precisa de toda ajuda possível. E então, quem me ajuda a fazer essa boa ação?

Touchdown!!!!!

Mesmo quem não leu o perfil, ali ao lado, deve ter reparado que, como vira e mexe eu comento alguma coisa sobre football, é porque devo gostar da tal bola oval sendo jogada com as mãos pelos norte-americanos. Pois é. E hoje foi dia de nada mais, nada menos que o Super Bowl XLIII! Arizona Cardinals contra Pittsburgh Steelers em Tampa Bay City, na Flórida. Meu primeiro Super Bowl ao vivo foi o de número 41, há dois anos, quando torci ardentemente para o Chicago Bears que perdeu para o Indianápolis Colts de Peyton Manning e Cia. Hoje enxergo melhor as jogadas e curto muito mais o jogo. E que jogo, senhoras e senhores! O Metalúrgicos de Pittsburgh eram os claros favoritos, não só pela campanha durante a temporada de 2008 mas também pela tradição do clube que jogou sua sétima final buscando o hexacampeonato.

No primeiro quarto do jogo parecia que tal favoritismo estava confirmado. Mas o que vale pro futebol daqui, também vale pro football de lá: jogo se ganha dentro das quatro linhas e o segundo quarto foi dominado pelos valentes Cardeais. A segundos do fim do segundo quarto do jogo veio uma das jogadas mais sensacionais que eu já assisti: o Cardinals estava a uma jarda do touchdown e sofreu interceptação do digníssimo James Harisson que retornou 100 jardas (pouco mais de 90 m) para marcar para o Steelers. O cara – grande pra caramba e que não é atacante – roubou a bola a menos de 30 cm da própria end zone e correu o campo inteiro para pontuar. Segundo a ESPN, o maior retorno de interceptação para touchdown de toda a história do Superbowl. Fim do primeiro tempo: Steelers 17 x 7 Cardinals.

O show do intervalo é praticamente incomentável, se é que existe essa palavra. Com 24 minutos de duração (o intervalo de um jogo da temporada regular dura apenas 12 minutos), assistimos a um impecável show de organização. Podemos falar o que quisermos dos americanos, mas eles entendem de entretenimento. O palco é montado e desmontado durante o intervalo e o show do artista dura em média 12 minutos. Já passaram por ali Elton John, Paul McCartney, Rolling Sotnes, Prince e outros monstros sagrados da música mundial. Esse ano foi a vez de “The Boss” Bruce Springsteen e sua E Street Band. Foram 4 musiquinhas, incluindo Working in a Dream e fechando com Glory Days perfeitamente sincronizados com fogos de articício de arrepiar.

Antes do jogo eu achava que ia dormir no intervalo, perto de 23:30… Ledo engano.

Sobre o segundo tempo eu não vou conseguir escrever a altura. Foram duas viradas de jogo, a menos de 3 minutos do final da partida. O Cardinals virou para 23 x 20, com recepção e corrida de Larry Fitzgerald – novo recordista de TDs na pós temporada – e o Steelers marcou o touchdown do título menos de 2 minutos depois, com uma jogada fantástica do “Big” Ben Roethlisberger para um preciso Santorio Holmes (eleito o MVP da partida), e fechando em 27 x 23 seu 6o. título em um Super Bowl. O que me impressiona é como um jogo pode ser tão emocionante considerando a frieza com que os quarterbacks têm que jogar até o último segundo. Muitos passes certeiros e recepções perfeitas. Show de jogo, torcida, transmissão, tudo. O triste é ter que esperar até setembro para a nova temporada…

PS: Sobre os comerciais mais caros do mundo, aos quais eu me referi antes, eles já estão disponíveis no site da NFL, aqui.

Updates às 23:00 :
– Discurso do quarterback Kurt Warner do Cardinals sobre a derrota: “Estou orgulhoso do nosso time. Talvez seja por isso que não me sinto tão mal pela derrota. Esses caras superaram as expectativas de todos e foi muito divertido jogar ao lado deles. Tiro meu chapéu para os Steelers. Eles fizeram jogadas sensacionais… Eles venceram. Não fomos nós que perdemos.” Quando eu crescer quero ser superior assim que nem ele!
– Galeria de fotos, cortesia da Globo.com, aqui.
– Já asssiti aos comerciais. Meus preferidos são os da Pepsi (alguns), Doritos (quase todos), Pedigree, Monster.com, Audi (com o Jason Statham), Careerbuild.com, Cars.com e o da Sobe com os jogadores. Tenho que reconhecer que o da – errr – Bridgestone, com o casal Sr. e Sra. Batata, também é muito bom. Ah! E também tem o trailer de “Monters vs Aliens” que é hilário e tem 1:30min (lembrem-se: 30s = USD 3 MI). Vocês acham que são muitos os preferidos? No site na verdade são quase 80 comerciais com os filmes deste e do SB XLII. Mas pra mim deu empate na escolha do number 1: esse e esse. Que irônico…

Ele é Brasileiro?

SIIIIMMMM!
Porque, caramba, ele não desiste nunca mesmo!

Rolei de rir com esse vídeo. De doer a barriga. Esta divertida sátira – com os atores Ricardo Pipo (o Palestrante) e Welder Rodrigues (Joseph Climber) – é uma das engraçadíssimas performances da Cia Os Melhores do Mundo. Como é que eu não conhecia esses caras?

Posso falar sem medo de ser cliché: rir é o melhor remédio! (Ok, eu sei que vira e mexe eu sou ‘cliché’, mas disfarça, vai…)

Páginas do Quê?!?!?! ou Fundação do MAMaCa

Fala sério! O cara deve ter ficado gagá. Dois dias de novela foram suficientes para me motivar a fundar o MAMaCa: Movimento Abaixo o Manoel Carlos. Isso mesmo: MAMaCa, escroto assim mesmo (desculpa mãe!). Sua nova obra mal pode ser desiginada como “obra”. Folhetim de última categoria e ainda tenho dúvidas se pode-se usar também a palavra “folhetim” nesse caso. Ele diz que ama o Rio de Janeiro, mas se for isso é o tipo de amor doentio que faz mal ao objeto do tal “amor”. A primeira cena mostra um helicóptero da polícia com armas de guerra apontadas para a favela ao som de “Cidade Maravilhosa” (André Filho deve ter pedido para nunca mais reencarnar depois desta) e um arrastão que não dá nem para descrever seguido de um atropelamento onde o polícial era uma múmia. A PM do Rio não é lá grande coisa mas está longe de não saber o que fazer ainda mais em plena Delfim Moreira. A personagem da Lilia Cabral chuta o elemento e depois solta um “vai à merda” homérico. Oops, melhor deixar Homero fora disso… Sinceramente, acho que o estereótipo é uma péssima opção de metáfora. Não tem nenhum lado bom.

E as personagens? Dramaturgicamente eles são tolos, vazios, fúteis, mal estruturados, mal escritos. Os diálogos são horrorosos. Forçados. No capítulo desta noite o taxista se recusava a ir onde a passageira pedia. Eu nunca, nunca vi isso! A personagem do Tarcísio Meira deveria ser um patriarca devotado à família segundo a sinopse, mas em sua primeira cena vomita seu favoritismo para um dos genros, sem se importar se está magoando ou não as outras filhas. Imagina se ele não se importasse com a família? Credo! Não preciso enumerar os absurdos desfilados nestes dois primeiros dias. A novela é pura perda de tempo e eu já desperdicei o meu até escrevendo este post.

E isso é tudo: só extremos, estereótipos inúteis. Nem os atores salvam. Ou se fala de sexo, dinheiro ou de violência. Sempre defendi as obras de ficção. Sempre achei legal a idéia de que no folhetim tudo é possível, mas também acredito que nem tudo é aceitável. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas tenho que me render: tirem as crianças da sala. É realmente extremamente deprimente. Me desculpem a cacofonia, mas se Manoel Carlos – que é profissional – não sabe mais escrever decentemente, eu que sou só uma amadora posso ao menos cometer um deslizezinho, não?

Temporada de finais de temporada

Estas duas últimas semanas estão acabando comigo! Quinta passada me peguei em desespero na frente do computador tentando refrear a tentação de pesquisar notícias sobre os últimos episódios de várias séries. Coisa de maluco mesmo. Me angustiei com as angústias da Lorelai, chorei horrores com a morte do Gallant e ainda sofri um bocado com as reprises da última temporada de Friends e da oitava temporada de ER, coincidentemente, a primeira do Gallant e a última do Dr. Greene no hospital escola. Consegui me conter e vou ser capaz de esperar até quinta para, segundo a chamada da emissora, “perder o fôlego”.

Ontem (segunda) foi outro dia de desespero na frente da telinha. Não tenho sido fiel à Close-to-Home, mas assisto sempre que consigo. Na verdade é mais um folhetim advocatício, que me conquistou apenas por conta da protagonista: uma promotora dedicada que tem na família seu braço forte. Achei muito legal existir uma personagem assim, digamos, tão simples e tão estável. As séries normalmente retratam superprofissionais que têm sérios problemas particulares e Annabeth Chase fugia desse padrão. Tudo bem que vida normal, sem drama, não dá ibope, mas achava legal esse diferencial (de repente foi disso que a grande maioria não gostou, vai saber…). Até que veio o último episódio e mudou tudo. Caraca… O jeito é esperar para saber se haverá nova temporada e o que vai ser da mocinha. No máximo, vai se tornar realmente mais um folhetim advocatício, cheio dos clichês tradicionais, e eu acabo por deixar de assistir assim como abandonei Law & Order, Whithout a Trace e tantos outros.