Categoria: Música Page 1 of 4

Escolha curiosa: o Pavão Misterioso

Ontem uma arroba anônima de vida curta usou o pseudônimo “Pavão Misterioso” para atacar o jornalista Gleen Greenwald e seu The Intercept Brasil no twitter. Nem vou entrar no mérito da fanfic em forma de denúncia tosca da história toda. Apenas fiquei encafifada pela escolha da alcunha.

Pavão Misterioso – a música – foi escrita pelo cearense Ednardo em 1974 – em plena vigência da didatura militar – e ganhou o Brasil ao entrar na trilha da novela Saramandaia (1976). A música é lindamente ritimada e ganhou mais de 20 regravações (Amelinha, Belchior, Elba, Paul Mauriat, etc). O que pouca gente sabe é que ela é baseada num cordel: O Romance do Pavão Misterioso de José Camelo de Melo Rezende, de 1923 – esse aí da imagem do post. Não se trata de um folheto qualquer, mas do mais vendido de todos os tempos e considerado o maior clássico da literatura de cordel

O romance de 141 sextilhas conta a história de um jovem turco chamado Evangelista que, através de uma foto trazida pelo seu irmão João Batista, instantaneamente se apaixona por Creusa, uma jovem condessa grega que vive reclusa em um sobrado e aparece apenas uma vez ao ano para os turistas e curiosos que lhe aguardam abaixo da janela da propriedade de seu pai. Convencido de que está apaixonado e de que deve tomar Creusa por esposa, Evangelista cata sua pequena fortuna (metade da herança deixada por seu pai) e parte para Atenas, onde aguarda a aparição anual da donzela e confirma seu desejo. O jovem analisa suas possibilidades e resolve contratar um “artista”, alguém que lhe ajude no estratagema de chegar ao quarto da moça. 

Ele vai até a “Rua dos Operários” e conhece Edmundo, um “engenheiro profundo” (“Para inventar maquinismo / Ele é o maior do mundo“). O engenheiro-artista desenha então um mecanismo alado. Em suas palavras: “Eu fiz um aeroplano/ Do formato de um pavão/ Que se arma e se desarma/ Comprimindo em um botão/ E carrega doze arrobas/ Três léguas acima do chão.” E, voilà, temos nosso pavão misterioso! Aquele que é “pássaro formoso, tudo é mistério nesse seu voar“. 

Notamos aqui que não se trata de uma ave mítica, de mágica ou mesmo de ilusionismo, tática normalmente usada por colonizadores contra suas colônias. É justamente o contrário. Trata-se de ciência e tecnologia usadas contra um opressor. Sim, opressor, afinal, a jovem reclusa implora ao pai por liberdade após conhecer Evangelista e o conde ameaça matá-la por isso. Ele não ouve a filha, não considera suas vontades ou seus argumentos e apela à opressão (seus guardas) e ao medo (a ameaça de matar qualquer empregado que fale com a filha) para manter seu status quo.

O romance – de grande apelo popular – retrata uma uma aventura de amor e até de heroísmo, onde um jovem herdeiro se dispõe a abrir mão de suas posses pelo amor da donzela e acha, na Rua dos Operários, sua solução. Ao transcrever o cordel para a música, Ednardo capturou brilhantemente essa metafóra para, em versos, atacar o autoritarismo e a limitação das liberdades individuais vigente no regime militar. Com maestria ele despejou ambiguidade aos versos “Me poupa do vexame / De morrer tão moço / Muita coisa ainda / Quero olhar” assim como em “No escuro dessa noite / Me ajuda, cantar / Derrama essas faíscas / Despeja esse trovão / Desmancha isso tudo, oh! / Que não é certo não” e finalmente em “Não temas minha donzela / Nossa sorte nessa guerra / Eles são muitos / Mas não podem voar”.

Em tempo, dizem até que índios do Xingu adotaram a canção para um de seus ritos sagrados. Escolheu bem, nosso amigo acusador direitista, não?

Eponine

And now I’m all alone again
Nowhere to turn, no one to go to
Without a home, without a friend
Without a face to say hello to
But now the night is near
Now I can make-believe he’s here…

Sometimes I walk alone at night
When everybody else is sleeping
I think of him, and then I’m happy
With the company I’m keeping
The city goes to bed
And I can live inside my head…

On my own
Pretending he’s beside me
All alone
I walk with him ‘til morning
Without him
I feel his arms around me
And when I lose my way I close my eyes
And he has found me

In the rain
The pavement shines like silver
All the lights
Are misty in the river
In the darkness
The trees are full of starlight
And all I is see
Is him and me
Forever and forever

And I know
It’s only in my mind
That I’m talking to myself
And not to him
And although
I know that he is blind
Still I say
“There’s a way for us!”

I love him
But when the night is over
He is gone
The river’s just a river
Without him
The world around me changes
The trees are bare
And everywhere the streets
Are full of strangers

I love him
But everyday I’m learning
All my life
I’ve only been pretending
Without me
His world will go on turning
The world is full of happiness
That I have never known

I love him
I love him
I love him
But only on my own

Head over Feet

I had no choice but to hear you
You stated your case time and again
I thought about it
You treat me like I’m a princess
I’m not used to liking that
You ask how my day was
You’ve already won me over in spite of me
Don’t be alarmed if I fall head over feet
Don’t be surprised if I love you for all that you are
I couldn’t help it
It’s all your faults
Your love is thick and it swallowed me whole
You’re so much braver than I gave you credit for
That’s not lip service
You’ve already won me over in spite of me
Don’t be alarmed if I fall head over feet
Don’t be surprised if I love you for all that you are
I couldn’t help it
It’s all your faults

You are the bearer of unconditional things

You held your breath and the door for me
Thanks for your patience
You’re the best listener that I’ve ever met
You’re my best friend
Best friend with benefits
What took me so long
I’ve never felt this healthy before
I’ve never wanted something rational
I am aware now
I am aware now
You’ve already won me over in spite of me
Don’t be alarmed if I fall head over feet
Don’t be surprised if I love you for all that you are
I couldn’t help it
It’s all your faults

Tem algúem se apoderando das minhas músicas…

No céu com diamantes

Quando olhar para o céu do Brasil
Repara bem que pintou
Alguém que brilha e sorri 

Dói de tanto medir a distância
Saber que não vou te tocar
Além da lembrança
A tua falta é sol sem calor
E está aqui mas se foi
Virou estrela, a nossa estrela no céu

Feliz Natal, minha estrela, onde você estiver.

Milagre

Caro Jon,

Encontrei um moço bem parecido com você no último sábado e por conta disso, desde então, tenho pensado bastante em você. Já há mais de um ano que não nos vemos e sua amiga aqui está morrendo de saudades!

Tenho estado muito fechada, introspectiva até demais ultimamente e sei que, como você sempre faz ao me ver assim, você vai insistir em descobrir meus pensamentos. Já posso lhe adiantar, meu querido, que repetirei a resposta que você já conhece. Sigo sentindo o peso do mundo em minhas costas e desta vez aliada à desesperança de pensar que, mais uma vez quando parece que tudo via se ajeitar, algo me joga de volta ao fundo do poço. Sim, meu amigo, certamente é mais uma de minhas paranoias, de minhas pirações. Sinto-me cada vez mais louca nesse mundo injusto no qual somos obrigados a fincar os pés na realidade e deixar os sonhos de lado. Me consterna admitir que não ouso mais, que não sonho mais, que não posso ou não quero mais tentar tocar o céu porque a dura verdade da vida é que ele só é atingível para os pássaros ou para as estrelas, e que a única forma que temos de voar é libertando o espírito. Mas não me vejo mais capaz disso. Estou cética. Mais do que nunca. Por mais dolorosa que seja, agora eu só queria as verdades que tanto me prometem. Por ora, só vejo as mentiras. E mentiras me cansam…

Não quero ser forte. Não vou ser forte. Quero ser resgatada, libertada, salva. Nos meus sonhos, seria algo arrebatador, brilhante e divino como um anjo. E parece que posso lhe ouvir me repreender ao ler estas palavras tolas: “não existem anjos por aqui, minha querida; seria uma boa briga, mas eles preferiram cair na estrada ontem à noite”. Mas você me conhece bem e sabe que eu sou assim, nego o romance com todas as forças mas no fundo sou uma refém dos heróis de carne e osso. Um imã para aqueles que, como eu, tem planos gigantescos e muito pouca praticidade ou para aqueles que tem a suficiente má sorte de se achar na beira de rio e do nada se perceber no meio do mar revolto.

Sei, meu amigo, que você já passou por muita coisa e te admiro muito por isso. Sei que faço drama frente aos sufocos da vida real mas esta sou eu e você sabe. E preciso de você por perto, me olhando nos olhos, me mostrando que é possível seguir adiante e lutar com orgulho e sem arrependimentos pelo que se acredita.

Você é o meu anjo, meu querido, e preciso de você hoje mais do que nunca. Acho que cabe a você  operar esse tal milagre já que meus anjos salvadores por um motivo ou outro me abandonam ou abandonaram. Mas com você é diferente. Você traz a ordem de volta ao meu mundo, deixa tudo no seu devido lugar e nunca, nunca me decepciona. Mesmo quando estamos no limite, na beira do precipício ou no caminho da represa que está prestes e estourar, você sempre sabe que eu preciso de você e você está comigo. Mas agora só mesmo um milagre porque meu coração está arrasado e minha consciência me tortura me obrigando a enfrentar o que é preciso. Eu sou fraca, e não sei o que fazer. Sigo conselhos do mundo e eles estão escritos na areia, mas a maré está enchendo. Só mesmo com um milagre.

Ne Me Laisse Pas L’aimer

Ne Me Laisse Pas L’aimer
Pourtant c’est lui que tu veux
Et tu m’oublies peu à peu
Je sais qu’un jour viendra
Tu tomberas dans ses bras
Mais il est déjà trop tard
Mais tu l’aime déjà
Un jour il fera mouche
Tu tomberas sur sa couche

Tu ne peux pas résister
Quand il vient te parler
Je vois tes yeux
Qui s’accrochent à ses yeux
Non tu ne peux pas résister
Il sait que c’est plus fort que toi
Et comme il te veux
Un jour il t’aura

Mais tu te prends à son jeu
Il est bien trop dangereux
Ah non tu ne vois pas

Comme il s’amuse de toi

Il ne faut plus le revoir
Il fera ton désespoir
Jamais oh non jamais
Ne le revois plus jamais

Il ne faut plus le revoir
Il ne faut plus le revoir
Il ne faut plus le revoir

Eduardo & Mônica

Voltei no tempo. Hoje pela manhã foi como se o tempo tivesse voltado a 1986. Estou de volta à sétima série, ao pátio do Colégio Santa Maria, às mesinhas da Degrau Lanchonete, aos bancos dos ônibus da Flores, aos corredores do CCAA. E, onde quer que fosse, sempre que tinha uma musiquinha rolando, não tardava a tocar Legião Urbana. Era a hora e a vez do disco DOIS – O Disco – que tinha, entre outras, “Daniel Na Cova Dos Leões“, “Quase Sem Querer“, “Acrilic On Canvas” (uma de minhas favoritas ever), “Tempo Perdido“, “Andrea Doria” (outra das favoritas ever), “Fábrica“, “Índios” e “Eduardo e Mônica“.

Naquela época eu mal havia beijado na boca. Tinha várias paixões e subsequentes desilusões intensas. E eu não entendia como a Mônica podia olhar pro Eduardo – que tinha 16 – porque na verdade eu morria de ciúmes, achando que eram tipos como a safada da Mônica que não deixavam o Eduardo que só tinha 16 olhar para as meninas de 13, como eu. Ou seja, queria me convencer que a Mônica era uma retardada, fazendo medicina e dando confiança pro pirralho que podia ser da minha turma no cursinho de inglês. Com o passar do tempo fui me acostumando com a ideia de rapazes fascinados por garotas mais velhas e fui aprendendo a curtir a baladinha que era sobre muito mais do que só isso.

Era a história bem humorada de um casal cheio de diferenças que ralou pra ficar junto. Não um casal que superou as diferenças, mas que aprendeu a viver com elas. Porque cada detalhe bizarro de um acrescentava algo inesperado ao outro, um novo ponto de vista, uma jeito diferente de viver, perspectivas diversas, fora de suas próprias curvas. E só assim, juntos e separados, eles seguraram legal a barra mais pesada que tiveram. Era difícil imaginar tanta diferença danto certo, mas hoje, às vésperas do dia dos namorados, a agência África, a O2 Filmes e a Vivo conseguiram fazer um filminho publicitário (dirigido por Nando Olival) só para o youtube, que respeitou a simplicidade da letra de Renato Russo e colocou na telinha as espectativas de toda uma geração.

Eduardo e Mônica talvez já estejam separados, mas devem ser daqueles casais que continuam amigos de vida inteira. Se juntos ainda, talvez estejam comemorando suas Bodas de Prata. Não com festa pomposa – que seria a cara do Eduardo – mas com mais uma viagem. Não interessa o final. O legal é o durante, que fez parte da vida de muitos adolescentes, como eu.

Top Down Songs

Dia desses me chateei. Muito. E quando fico assim, deveras e tão chateada a ponto de registrar publicamente o estado de chateação, eu entro em fossa feroz mesmo, como quem toma um toco. Choro, me tranco em casa, dificilmente atendo o telefone e recorro ao kit de emergência: uma prateleira de DVDs com os filmes mais propícios para meus dias de choradeira (Clube da Luta, Snach, Cães de Aluguel, O Poderoso Chefão e Kill BIll). 

Mas parece que admitir a ostrice não é suficiente. O cosmos compreende tal estado de espírito e fica na espreita. Se eu dou mole, já vem o universo dando recadinhos na forma de música e tratando de me manter com o coração apertado. Seja no rádio do vizinho, na trilha sonora da novela, no blip de um conhecido via twitter ou até passando na frente da Casas Bahia. Saco isso!

Eu já intencionava fazer isso há um tempão: listar tais músicas e compartilhar com o mundo o meu “Top Down Songs”. Então, aproveitando que a borocoxice tá passando, seguem as músicas que o mundo sempre toca pra mim quando não me é dignamente possível simplesmente curtí-las, independente do motivo que originou o momento deprê (não necessariamente em ordem e sem preconceito de estilo, ok?). Já vou logo avisando: “chove lá fora e aqui / faz tanto frio”, pra mim, é fichinha perto do que você está prestes a ler.


Wish You Were Here – Pink Floyd 

A mais cliché de todas obviamente estaria na minha lista porque, afinal, sou uma pessoa óbvia e previsível. Não tem o que explicar. E sim, eu sei que a música não foi composta pra ser romântica. E daí?

“We’re just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here”


All By Myself – Celine Dion 

Ok, talvez Wish You Were Here não seja tão cliché quanto eu pensava se comparado a All by myself. Ouvir essa música em condições normais de temperatura e pressão seria até para chorar de rir tamanha… sei lá, breguice? Mas se você estiver um cadinho fragilizada, aí ferrou. Imagina a pessoa ligando pra todo mundo e ninguém em casa? Triste, minha gente. Muito triste. Dica: é pra cantar junto, aos berros, usando uma garrafa de vodka como microfone e com a maquiagem borrada. Libertador.

“Livin’alone
I think of all the friends I’ve known
When I dial the telephone
Nobody’s home”


Against All Odds (Take A Look At Me Now) – Phil Collins

A fiel tradução da crueldade e insensibilidade do outro para com você. Olha para trás, seu miserável! Estou aqui chorando, jogada no chão, me humilhando e você ainda tem coragem de ir embora? Ah! Como dói doído. É pra ouvir tomando porre de qualquer coisa que esteja acessível no bar de casa. Mas tenho ouvir com o Phill. Se for com a Mariah tenho vontade de cortar os pulsos, não pela letra, mas pelo que ela fez com a música.

“I wish I could just make you turn around
Turn around to see me cry
There’s so much I need to say to you
So many reasons why
You’re the only one who really knew me at all”


Night Must Fall – Hoodoo Gurus

Essa é terrível porque ela te pega desprevinido. Você ouviu uma vez e se ligou só no no refrãozinho “is it that time / is it that time”. Na segunda vez você lembra “ah, é aquela música de surfista e tal”, mas aí, mais atento, percebe que ela mete um “never thought we’d ever end / I can’t afford to lose more friends.” na lata. Nessa hora o estômago embrulha e se engole em seco e se lembra no nome da música. Ferrou…

“I’m just trying to catch my breath.
A heart that beats itself to death,
Panic stricken by the thought
You’re not here for my support.
(But its that time)
Is it that time?
A curtain has to fall.
(Yes, it’s that time)
Is it that time?
The writing’s on the wall.”


Last Kiss – Pearl Jam

Se Night Must Fall engana a alguns, Last Kiss nem se fala. É cilada, Bino!!! O ritmo é bonitinho, parece trilha de filme dos anos 50, mas gente!, a música é uma tristeza só. A pessoa acha a mulher da vida dele e ela morre nos seus braços após um acidente de carro?!?! Ô dó! E eu choro muito. Instantaneamente. 

“I lifted her head, she looked at me and said;
“Hold me darling just a little while.”
I held her close I kissed her – our last kiss,
I found the love that I knew I had missed.
Well now she’s gone even though I hold her tight,
I lost my love, my life that night.”


Acrilic on Canvas – Legião Urbana

É saudade, é culpa, é raiva e é pedido de desculpas. É tudo misturado. E é aquela velha história de cada um acreditando na verdade que lhe convém. Ou fingindo que acredita. 

“Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De “amor-perfeito”
E “não-te-esqueças-de-mim”


Love Will Tear Us Apart – Joy Division

Joga na sua cara que você é um merda. Cometeu o pecado mortal de acomodar-se e pôs tudo a perder. Sem mais.

“You cry out in your sleep
All my failings exposed
And there’s taste in my mouth
As desperation takes hold
Just that something so good
Just can’t function no more”


You Oughta Know – Alanis Morissette

É o tapa na cara que você queria ter dado mas não teve coragem. Tudo o que queria vomitar sobre quem te arrasou, mas você engole. E você se divide em achar que tem toda a razão do mundo ou é só recalcado por ter sido trocado por outro. E perde o sono.

“’Cause the joke that you laid in the bed
That was me, and I’m not going to fade as soon
As you close your eyes, and you know it
And everytime I scratch my nails
Down someone else’s back, I hope you feel it
Well, can you feel it?”


Tem dúzias de músicas para se amargurar em períodos de baixo astral e autopiedade. Daria pra citar mais um monte: Se Puder Sem Medo (Oswaldo Montenegro), Everybody Hurts (R.E.M), Trocando em Miúdos (Chico Buarque), Nothing Compares to You (Snead O’Connor), Mentiras (Adriana Calcanhoto), Kaylegh (Marilion), Don’t Speak (No Doubt), So Sad About Us (The Who), e por aí vai. Mas as que estão destacadas são aquelas que sempre tocam quando meu coração está um bocadinho mais apertado.

É batata.

Dorme com um barulho desses…

This is not Porn

Descobri essa maravilha via twitter, indicado como um blog clássico pela @revistabula. São fotos raras, e normalmente belíssimas, de celebridades da música e do cinema.

Essa da Elizabeth Taylor é uma de minhas favoritas, ever.

Viciei perdidamente.

Enjoy: http://www.thisisnotporn.net/

O tal fio de cabelo

Aí você se pega no meio dos versos de uma música super brega, que fala da dor imensa que o sujeito sente ao se deparar com um fio de cabelo num paletó que ele não devia lavar há meses. Sua breguice pode ser até mais suave mas, sim, ela está lá. No seu caso o tal fio de cabelo é uma foto, um email, um tweet, ou a falta disso tudo. O pior fio de cabelo de todos porque você pensa que se livrou dele e, quando menos espera, lá está ele lhe falando ná-na-nâ-ná. E você se toca do quanto você é covarde por não ter tentado mais quando podia. Ou patético por se exposto tanto correndo atrás quando já não devia. Ou só burro mesmo porque não é possível ainda sentir essa ausência onipresente. Essa saudade doída. Que sai do coração para apertar o peito e ser sentida na nuca. Dói. Como dói.

Page 1 of 4

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén