#Aos40

Quarenta. Pesado. A força de um número que assusta, afugenta, pira. Tanto que tá aí, atraso de um ano para escrever sobre o assunto. O título, meus caros, mais justo e mais honesto, deveria ser #Aos41. Porque agora passou o susto. Agora sai. Agora, oras, é tudo muito mais simples. Mentira! Um pouquinho só mais simples. Mas muito menos torturante, talvez até elucidante e, com sorte, um tanto enebriante. O fato é que a resignação chega benevolente e o número em si perde bastante da força. Na verdade ganha em charme.

dezvintetrinta40
No sentido horário:
aos 40, aos 10, aos 19 e aos 30.

A despeito da pressão do tempo e da força da gravidade (implacável aos sedentários como eu), uma série de novas percepções chegam (sim!) para dar charme a quase todos os aspectos desta quarta década. Ameniza-se principalmente (e providencialmente, convenhamos) a obrigação de provar algo a alguém. A sentença usualmente proferida pelo júri da roda viva do mundo que tudo vê e nunca descansa perde o sentindo e o poder sobre você. Se provou o que se queria nos trinta, ótimo; se não, dane-se. A prioridade agora é ter outras prioridades. É viver o que não se viveu porque até então era vital provar seu valor. O foda-se sincero e libertador que, acreditem, dificilmente chega ainda nos trinta. Também é hora do desapego da pressa e, assim, some de vez qualquer resquício da necessidade daquela coisa toda, do tudo ao mesmo tempo agora. É tudo agora, mas é do meu jeito. Sem o torpor, o fulgor, a energia e a obrigação cliché da eterna mulher moderna. Intensidade e suavidade coexistem numa harmonia disléxica porém conveniente para determinar um ritmo novo e particular, um novo olhar. Novos brilhos no olhar.

Até as cicatrizes doem diferentes. O “só me arrependo do que não fiz” perde sentido até para ser tema de camiseta. É o tempo da serenidade que permite que se reflita, sem dor ou autopiedade, sobre as escolhas ruins e perceber que sim, havia um jeito de fazer diferente que facilitaria muito as coisas. Poder dizer que errou e que não vai errar de novo nesse tipo de escolha porque essa dor não queremos mais. Enfim a confiança! A segurança que chega e dá sentido àquele verso oitentista que fala do “certo ar cruel de quem sabe o que quer”. E o que não quer.

Deve ser isso que alguns chamam de maturidade. Oxalá que seja. Ainda não resolvi a distância entre mim e os quarentões da minha infância. Tenho uma velha sensação de que aqueles lá estavam sempre ocupados demais sendo adultos enquanto eu aqui só quero sossego, simplicidade, bom humor e boa companhia. Porque nesta altura também se conclui depois de duras penas que solidão a dois (ou a três ou a xis) é das bostas do mundo umas das mais fedorentas. Você é livre para escolher sua companhias, seus amores e seus amigos. E sabe agora que não vale amar por mais ninguém. Vale amar por si só os seus eleitos e amar-se sem culpa, antes de tudo. Sensibilidade que se redefine.

Agora, #Aos41 já sei que esse planeta denominado #Aos40 é mais que habitável: é confortável. Nele, a terra é a certeza do hoje, ainda que ainda haja inúmeras paisagens a desbravar; o oceano é escolha, cheios dos altos e baixos que podem até mexer com seu estômago, mas não te enjoam mais tão facilmente; e o céu – ah! o céu! – se você tiver sorte, ele nada mais é que uma atmosfera de integridade, resquícios das suas respirações pausadas ou ofegantes, não importa, mas que lhe encherá o peito e involuntariamente erguerá sua cabeça. Quem não quer esse mundo?

Off

Tem vez que tudo fica tosco, fosco
E a vontade que era pra ser alavanca é só inércia
Até vai, mas só se alguém chamar,
Até fica, mas só se alguém pilhar
E iniciativa é só vocabulário digno de cargos de chefia
Difícil explicar
Tem vez que tudo é circo, um mico
E a vontade é de dormir sem mesmo apagar a luz
Ou desligar a TV
Quando queria mesmo desligar você.

Parecidos

Só eu achei esses comerciais bem parecidos entre si?

Stella Artois x Itaipava:

Bud Light para a NFL x Brahma para o Campeonato Brasileiro:

Gosto de

café
andar descalça
brinco de pérola
Vinícius
mini-saia
dançar
cheiro de chuva
chocolate quente no interioRRR
conectividade
samba
mordidas
cervejas
Lagoa
colo da Dalvinha
Flamengo
contos
verão
A História Sem Fim
rock
viagens
sashimis
abraço
cantar
verde
Paris
sopa de ervilha
origamis
beijo no pescoço
dedilhado de violão
cumplicidade
botequim
rir
futebol
Peanuts
qualquer coisa à Bolognesa
massagem
bicicleta
filme em preto e branco
bloguear
pipoca
sexo
mousse de maracujá
olhares
dirigir
football
delicadeza
amigos
bolinhos de chuva
cafuné
ouvir
Lego
Coca-Cola
inteligência
dormir
pimenta
confiança
amar
gostar.

Inspirada pela Maffalda que se inspirou no Jampa
Ano passado fiz uma listinha menor. Outra proposta.
A imagem daqui.

Nem título tem

Quero escrever. Quero muito escrever, mas não sei o que. Falar das minhas paranóias, da minha inquietude e da minha paixonite. Mas a primeira é imprecisa, a segunda é momentânea (espero) e a terceira é indescritível e, sinceramente, acho que prefiro mesmo não falar nela. O que eu queria mesmo é escrever fácil, como aquelas pessoas que têm o pensamento ordenado e simples e basta um tema para desencadear o raciocínio e a redação. Ou como os músicos que dedilham facilmente os instrumentos mal olhando para as cordas enquanto eu me esforço para respirar compassadamente. Quero rascunhar um poema, compor uma canção, contar um conto, expor uma teoria, destrinchar a filosofia. Nada. Nada sai dessa cabeça de vento. Assuntos vêem e vão enquanto os vejo passar na janela tal qual a Carolina de Chico. A crueldade da minha total inaptidão criativa não só me frustra, mas me corroe de tanta inveja alheia. Que feio. Que vergonha.


O que será que me falta? Um muso? Não. Disciplina. Provavelmente. Experiências contáveis? É possível. Talento? Com certeza.


Quero escrever sobre os livros que li e sobre os que quero ver. Falar dos filmes que amo e dos que ainda não amo porque simplesmente ainda não os vi. Enumerar as canções que montam a trilha sonora de uma pessoa viciada em sonoridade. Relatar o cotidiano de um escritor que não sabia que escritor era profissão e acabou se tornando outra coisa. Apresentar a família muito única e muito ouriçada. Daquele tipo até bem normal, que briga aqui, reconcilia acolá, mas não tem nenhum dramalhão para contar além da luta para pagar as contas no fim de cada mês. Já sei! A culpa é da escola que não deu livros suficientes para ler ou não me demandou um razoável número de redações na infância. Não. Desculpa canastrã demais até mesmo para mim (a rainha das justificativas injustificáveis).

Quero homenagear meus ídolos, meus heróis, minha geração. Quero citar meus amigos. Os velhos e os novos. São tantas figuras, tantas presenças, tantos presentes. Mas isso me apavora ainda mais porque não me atrevo a restringir o brilhantismo de suas personalidades fantásticas ao meu texto limitado. Falar impulsivamente, sem temer o assunto, a polêmica ou mesmo a luxúria. Mas me sinto cada vez mais incapaz. O que me resta? Pensar em parar. Não, não me conformo. E também não sei o que fazer. Ai que angústia sufocante e gelada.

20 coisas que (quase) ninguém sabe sobre mim

  1. Falo sozinha o tempo todo.
  2. Tenho alergia a penicilina e a amendoim.
  3. Não gosto do meu nariz nem dos meus joelhos.
  4. Possuo um amor platônico.
  5. Me odeio quando perco a hora.
  6. Já ganhei um festival de música como letrista.
  7. Não sou fã de rosas vermelhas.
  8. Fiz figuração na novela A Gata Comeu.
  9. Demoro demais para perdoar.
  10. Me arrependo de não ter feito a pós em jornalismo que um professor sugeriu.
  11. Sou muito, muito, muito mais tímida do que aparento. 
  12. Não entendo nada de literatura brasileira (e me envergonho muito disso).
  13. Adoro jogar pocker.
  14. Nunca gosto de fotos minhas.
  15. Tenho um ótimo senso de direção.
  16. Muito dificilmente mudo minha primeira impressão de alguém.
  17. Sei fazer panquecas e virá-las no ar.
  18. Quando adolescente, queria ser engenheira química especializada em energia nuclear.
  19. Ainda choro quando vejo E.T.
  20. Adoro a penumbra mas tenho medo do escuro (e dos monstros do armário).

O tamanho do “1 trilhão de dólares?

Toda essa conversa de “pacote de estímulos” e “salvamentos financeiros”, Fala-se em 1 bilhão de dólares… 100 bilhões de dólares… 800 bilhões de dólares… 1 TRILHÃO de dólares…
O que isso significa?

Bem, vamos começar com uma nota de $100 dólares.
Atualmente, esta é a maior nota em circulação nos E.U.A. Muitas pessoas já viram uma delas, poucos possuem uma no bolso, e é garantia de fazer amigos onde quer que vá.

Um pacote de cem notas de $ 100 dólares é inferior a 1 / 2 polegada de espessura e contém $ 10.000 dólares. Encaixa facilmente no seu bolso e é mais do que suficiente para uma semana ou duas de diversão da pior (ou melhor) espécie.

Acredite ou não, esta pequena pilha abaixo é de US $ 1 milhão de dólares (100 pacotes de $ 10.000). Você poderia colocar esta quantia em um saco de papel de supermercado e passear por aí com ele facilmente.


Enquanto que a merreca de $ 1 milhão parece bem inexpressiva, $ 100 milhões de dólares é um pouco mais respeitável. Ele se encaixa perfeitamente em um palete de madeira padrão, veja:

e $ 1 bilhão de dólares… Agora parece que estamos chegando a algum lugar,10 paletes.

Em seguida, vamos olhar para um trilhão de dólares. Este número é o que temos ouvido nos últimos meses, nas notícias do mercado financeiro e sobre a crise mundial. O que é um trilhão de dólares? Trata-se de um milhar de milhões. É o número 1 seguido por 12 zeros. Está pronto para isto? É bastante surpreendente.
Senhoras e senhores… Eu lhes apresento o tamanho de $ 1 trilhão de dólares …

(repare que os paletes são pilhas duplas)
Portanto, da próxima vez que você ouvir alguém falar por aí sobre “trilhões de dólares”, é disso que eles estão falando. Este é o tamanho da conversa!!!

Recebido por e-mail.
PS: Alguém me arruma um saquinho de papel?